domingo, 1 de junho de 2025

Fechamento Maio/2025: R$ 513.631,38 (+1,66%)

Os dados de crescimento da nossa economia veem surpreendo as projeções iniciais de cada desde pelo menos 2021, sempre positivamente, nesse ano parece que caminhamos novamente para o mesmo cenário. Por outro lado, os gastos públicos surpreendem negativamente com a mesma frequência.

O governo gasta mais, cada vez mais, não faz esforço para cortar gastos e a indexação do crescimento de despesas segue asfixiando o orçamento federal, talvez tenhamos mais um ano de algum espaço de manobra, mas é visível que o país precisará encarar uma conversa difícil em 2027. As alternativas são todas impopulares, e até mesmo jogar às regras dos gastos públicos para cima é impopular, pois em poucos meses a disparada de juros futuros e do dólar correria a popularidade de qualquer governante.

 Pagamos muitos impostos? Sim. Sou a favor da redução de impostos? Sim. Mas não podemos esquecer que qualquer redução de impostos precisa ser acompanhada da redução de despesas, se não isso é apenas um plano para explodir a divida pública, tal como o governo Trump está flertando nos EUA. A conversa de corte de gastos é difícil, e me pergunto até onde a sociedade brasileira estará disposta a sentar para ter essa conversa em 2027.

Até lá o governo parece seguir desconectado da população, totalmente incapaz de conversar com o brasileiro médio, que é cada vez mais conservador e encara com desconfiança um governo que parece se distanciar do desejo da população e que não é capaz de construir pontes. O Lula 3 parece mais um governo dos anos 90. A água está entrando no bote do governo.

A carteira entregou uma boa performance nesse mês, com alta de +1,66%. Impulsionada por uma renda variável que bate recordes no Brasil e que tem seguido uma trajetória de recuperação nos Estados Unidos. A renda fixa já no que parece ser o clímax das taxas de juros também não decepcionou.

No acumulado do ano, avança +5,36% enquanto o CDI é de aproximadamente 5,20%. Ou seja, a carteira está levemente performando acima do índice de renda fixa considerado “livre de risco”. Seguimos acompanhando a evolução da carteira nos próximos meses.

Opa, a carteira passou dos R$ 500 mil pela primeira vez, isso é sem dúvidas motivo para celebração! Nunca imaginei que iria chegar nesse número tão rápido nesse ano.

A carteira recebeu R$ 1.167,12 em proventos durante o mês de maio, esse número representa um crescimento de +72,84% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado do ano, temos até agora R$ 4.676,28, uma alta significativa de +60,17% no total de créditos.

O mês foi positivamente impactado pelos dividendos de SLC Agrícola, Engie e Taesa que nessa ordem foram os maiores responsáveis pelos dividendos do mês.

Estou bem satisfeito com essa evolução inicial de dividendos nesse ano, vamos ver como às coisas acontecem nos próximos meses, no ano passado a sequência entre maio e agosto foi muito boa em proventos.

Aportes: Foi aportado R$ 7.463,39 em maio, tradicionalmente um mês de aportes altos na minha carteira. Esse resultado também foi parcialmente impulsionado pelo volume de proventos pagos no mês. O destino da alocação foi às ações de Gerdau S.A e Suzano S.A.

O critério permanece sendo comprar às empresas que estão para trás em termos de representatividade percentual da carteira.

Ações: Bolsa batendo recorde no Brasil. Acompanhei com muito distanciamento a divulgação de resultados. O Bradesco parece ter sido o grande destaque positivo, o banco entregou um balanço acima do esperado e parece caminhar para uma boa recuperação da rentabilidade, ainda está longe do ROE dos concorrentes, e convenhamos que um ROE na faixa de 14% é bem baixo para um banco brasileiro, mas o banco está conseguindo colher bons frutos do plano de recuperação.

Fundos Imobiliários: Percebi uma melhora no total de proventos que vem sendo pago mensalmente na carteira, entretanto sigo pouco animado em aportar nesse tipo de ativo.

Ativos do exterior: Bolsa americana se recuperando, e dólar levemente mais alto agora no final do mês. Parece que o grande risco no mercado internacional é Donald Trump e sua política tarifária, seguimos acompanhando os efeitos na sempre pujante economia dos EUA.

Renda Fixa: Com SELIC nas alturas é difícil reclamar da renda fixa.

Vida profissional: Estou buscando distanciando do meu gestor, evitando contato, cuidando da minha vida, mas ele gosta de cutucar. De qualquer forma foi um mês sem grandes stress. O que certamente deixa ele irritado é que saíram parciais de resultados do semestre e até agora meu desempenho tem sido muito bom, além do ótimo feedback do time de filiais. Nesse começo de ano nem os números colaboraram com meu gestor. Seguimos tentando ficar com a cabeça fria e levando um dia de cada vez.

Vida pessoal: Mantenho a regularidade de 2x por semana na academia. O peso é 73,4kg, estou insatisfeito com esse peso e quero baixa para algo na faixa dos 70kg, mas preciso aumentar o cárdio, o problema é que além do cansaço do trabalho, estamos entrando no inverno e isso me desmotiva a fazer atividade física.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Fechamento Abril/2025: R$ 499.224,45 (+2,64%)

 

Não me lembro de nenhum especialista em economia que um mês atrás esperava o tamanho do pacote de tarifas que o Trump anunciou, realmente surpreendeu qualquer modelo e até mesmo as projeções mais negativas de um dos FEDs dos EUA. Entretanto cerca de um mês depois já podemos ver que a maior parte das tarifas caíram e com exceção da China tudo parece relativamente no mesmo lugar que estava antes em termos de tributação.

Todo o burburinho e o clima de fim do mundo (ou pelo menos da pax americana), com VIX alcançando um patamar similar ao começo da pandemia de COVID no distante ano de 2020, já ficou para trás. Naqueles dias mais tensos quem acompanha Instagram, Youtube e Twitter foi bombardeado com gente elaborando 1001 teorias do que fazer com seus investimentos. Dentre todas essas teorias eu sigo aquela que o Bastter sempre ensinou: não faça nada.

E o mercado sempre se acama, por isso se você diversifica em bons papéis, tem uma boa parcela de renda fixa para a volatilidade não destruir seu sono e tenta não abrir o homebroker tudo fica mais fácil para gerir seus investimentos. O desempenho da minha carteira nesse mês provou que a minha estratégia alcançou justamente o efeito que eu queria, amorteceu impactos e ainda conseguiu entregar um bom retorno.

No meu ponto de vista devemos olhar para nossas carteiras com uma visão um pouco mais fria e sem querer acertar uma grande cacetada, o segredo dos investimentos não é ganhar mais rápido o jogo e sim permanecer na partida.

O mês foi de ótima rentabilidade, com a carteira entregando uma alta de +2,64%. No acumulado do ano o desempenho é de +3,65%, entretanto ainda abaixo do CDI no período que é de +4,02%.

A contribuição positiva veio principalmente de Bolsa Brasileira, apesar da queda da bolsa americana durante o mês, boa parte dessa queda foi recuperada nos últimos 10 dias e com isso a carteira fez um resultado muito bom.

Em abril foi recebido R$ 488,97 em proventos, isso representa uma alta de +116,15% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Os destaques do mês foram Itaúsa e Bradesco que foram os únicos pagadores fora dos fundos imobiliários. No acumulado do ano, alcançamos R$ 3.509,16, um crescimento expressivo de +56,35%.

Aportes: Aloquei os US$ 70,33 que estavam parados na Avenue fruto de proventos que eu ainda não tinha dado destinação em cotas do SCHD. No Brasil em um mês com fortes gastos pessoais, principal com revisão do carro, aloquei apenas R$ 1.095,12 e foi totalmente destinado para compra de Gerdau, já que pelo critério ela era a empresa de menor participação na carteira de ações.

Ações: Gerdau entregou um resultado misto, ainda é dúvida como a empresa se comportará caso os EUA sofram com uma grande desaceleração. A WEG divulgou um balanço que se você olha isoladamente é um bom balanço, talvez o sonho de qualquer empresa, entretanto como o mercado sempre espera melhoras contínuas de margens e lucro que façam jus o alto P/L que a companhia é negociada, um balanço que entregou “estabilidade” fez a empresa mergulhar -11% no primeiro pregão pós-balanço. Eu particularmente não vi nada de preocupante, exceto a natural reação de pânico com uma empresa que mesmo após a queda ainda é negociada acima de 30x lucro, em uma bolsa que a maioria das grandes empresas é negociada abaixo de 10x lucros.

Fundos imobiliários: Subiram forte no mês, parece que em reação a queda de taxas de juros. Fico pensando o impacto de uma alta de inadimplência, pois o balanço do Santander pode ter trazido o primeiro sinal de deterioração da inadimplência no Brasil.

Ativos do exterior: Bolsa dos EUA despencou forte no mês, mas já devolveu boa parte das quedas. Podemos assistir um ciclo de queda ou estabilidade da bolsa americana pelos próximos trimestres, não tem muito fator positivo no radar para impulsionar o mercado.

Renda fixa: O pós-fixado está voando com a SELIC em 14,25% a.a, enquanto a expectativa de queda de juros puxa o spread para baixo dos papéis atrelados ao IPCA+, o que ajuda a performance da carteira.

Vida profissional: Meu gestor está de férias, então sem novidades nesse assunto. O clima sem ele é tão melhor. Saíram alguns relatórios de desempenho no primeiro trimestre, meu desempenho foi muito bom, confesso que fruto de muita coisa que comecei a plantar ou tentar resolver desde o ano passado, somado a boa parceria com nossas filiais, agora nos próximos meses tenho enormes desafios para lidar, mas esse começo de ano foi bem animador.

Vida pessoal: Dei uma engordada nessa páscoa, mas já estou tentando me controlar na alimentação e preciso urgentemente estabelecer uma rotina melhor de aeróbicos. Na academia para musculação continuo indo 2x por semana, confesso que são 5 meses de academia continua e não vejo resultados estéticos, mas acho que isso faz bem para a saúde dos músculos a longo prazo. Pretendo seguir na academia.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

terça-feira, 1 de abril de 2025

Fechamento Março/2025: R$ 485.243,34 (+0,36%)

Eu sei que tenho muitos leitores que são fãs de carteirinha do Trump, eu pessoalmente considero que era hora de dar um basta no avanço de uma agenda completamente woke que era impulsionada a partir dos Estados Unidos, mas não posso de deixar de ficar perplexo com a forma como ele tem conduzido a relação com outros países.

Os aliados mais tradicionais, leais e confiáveis dos americanos no mundo pós-guerra sempre foram:  Canadá, Japão, Reino Unido, Austrália e a Europa Ocidental. Quando olhamos para o governo Trump 2.0 percebemos que são justamente esses aliados os mais afetados por medidas retaliatórias na economia e um certo abandono do compromisso estratégico de defesa. A questão é: os EUA podem jogar sozinhos? Hoje o mundo é sem dúvidas multipolar, você tem claramente países como Rússia e China se posicionando como rivais capaz de tirar o sono dos americanos que não estavam habituados com isso nos últimos 30 anos, deixar os aliados na mão não abre espaço para os inimigos se aproximarem deles?

Sinceramente acho que é um desserviço abandonar os aliados tradicionais, falta de lealdade é uma das coisas que não é bonito de se ter como características. Nos próximos dias devem vir mais tarifas contra outros países, vamos ver como os mercados reagem, por ora parece que o sentimento é que os EUA é o principal perdedor.

Um mês difícil, com o mercado americanos sofrendo com as tarifas de Trump, mas a bolsa brasileira apesar da volatilidade parece quer engrenado em uma bela alta, apesar de não ter analisado de perto, parece que a alta da bolsa brasileira foi puxada por papéis que apanharam mais nos últimos anos, de empresas com nem tanta qualidade, não é o perfil da minha carteira e por isso não fui um dos grandes beneficiados. De qualquer forma prefiro a segurança.

O melhor mês da história em proventos. Ao todo foram creditados R$ 1.776,01, o que é uma alta de 85,13% em comparação a março do ano passado. No acumulado do ano alcançamos R$ 2.985,39, um crescimento de 47,95% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse recorde no mês foi parcialmente fruto dos dividendos abaixo do esperado no mês passado, mas quando olhamos para o acumulado é inegável que temos uma bela evolução.

Aportes: Ao todo foram aportados R$ 5.644,19 no mês. As compras foram basicamente de Bradesco e WEG S.A que eram os papéis que estavam com a menor participação na carteira de ações. O interessante é que o começo de ano foi animado para a carteira, ao todo os aportes somam até agora R$ 27.792,38, um alta de +74,20% em comparação ao ano passado. É natural que parte disso seja por conta do ano passado ter contado com um gastos da minha primeira mudança de estado, mas de fato não ter mais que gastar com passagens para o meu estado e os gastos inerentes a isso ajudaram. Acredito que os próximos meses como terei algumas despesas extras devem trazer aportes bem menores, mas vamos ver como evolui.

Ações: Temporada de balanços encerradas. De destaque na carteira sigo acompanhando o desdobramento da guerra pela Hypera, um papel que tem sofrido muito nos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo vimos bons balanços da Cyrela, mostrando que o mercado de classe A continua resiliente ao cenário de alta de juros.

Fundos imobiliários: Não acompanhei de perto, mas pelo que vi o IFIX deu uma bela andada.

Ativos no exterior: Tudo sofrendo com o Trump. Vamos ver como a economia americana reage nos próximos meses a essa guerra comercial, o mercado parece acreditar que os EUA serão os maiores prejudicados.

Renda fixa: Indo bem com a SELIC em alta. Tive um vencimento de TD Selic 2025 e reapliquei no TD Selic 2031.

Vida profissional: Bem ruim, como de costume. Meu gestor veio a minha unidade, haveria um projeto da diretoria da empresa sendo tocado com alguns clientes, basicamente eram eventos, e seria preciso realizar uma apresentação técnica, eu fiz todas às apresentações para os clientes, foi elogiado por clientes e também por colegas de trabalho. Eu tenho uma didática boa e me considero um bom palestrante, pessoal gosta de como transformo assuntos complexos em algo leve e de fácil compreensão.

Acompanhando os eventos estava um Diretor da empresa, ele me disse (e fez isso em público na frente do meu gestor) que gostou muito e que achou impecáveis às minhas apresentações.

Entretanto após os eventos em uma conversa com meu gestor, ele me disse que ninguém gostou da minha apresentação, que o diretor inclusive tinha me criticado. Sinceramente, qual a necessidade disso? Soma-se a isso meu gestor mentindo sobre um colega que saiu da empresa e foi para a concorrência, ele perguntou se eu tinha contato com essa pessoa, eu disse que fazia tempo que não falava (mentira minha, queria ver onde ia esse papo), ele disse que conversou com essa pessoa alguns dias atrás e que esse ex-funcionário não está feliz lá. Pois bem, fui perguntar a ex-funcionário se o fulano tinha conversado com ele, pois ele disse que não e que não tem tido contato desde que saiu da empresa.

Perguntei também nessa conversa sobre o motivo da minha remuneração salarial ser menor do que dos meus pares, escutei um silêncio, sim não respondeu.

Lembram que mês passado eu falei que seria trocado de função? Pois é, aconteceu de uma forma bizarra, agora tenho que tocar a função nova e a minha função antiga. Entretanto eu sou mensurado pela função antiga, mas minha prioridade deve ser a nova (???). Fora os empecilhos que ele tem colocado para o meu trabalho.

Para completar meu gestor conseguiu se livrar da equipe (transferência forçada) de um outro funcionário que ele detestava, agora ele pode se dedicar a mim.

Vida pessoal: Estou indo na academia 2x por semana, por ora sem resultados perceptíveis. Acho que ando comendo muito doce e não faço cárdio, preciso rever isso, mas diante de tudo, estou sem ânimo para aumentar o volume de atividade física. De qualquer modo tenho ido a academia, acho que agora já virou rotina.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.