sábado, 22 de janeiro de 2022

2022: Metas e chutômetro para o ano

 


De uma forma muito sucinta vou registrar aqui no blog minhas metas para esse ano e minhas expectativas para o Brasil e o mundo para esse ano.

METAS DE 2022

  • Patrimônio: Encerrar o ano com um patrimônio acima de R$ 295.000,00.
  • Aportes: Acumular R$ 34.000,00 em aportes ao longo dos 12 meses de 2022.
  • Renda passiva: Acumular R$ 4.500,00 em dividendos, proventos e juros sobre capital próprio recebidos e creditados ao longo dos 12 meses.
  • Rentabilidade: Alcançar uma rentabilidade anual acumulada de pelo menos +8,0% no fechamento em 31 de dezembro
  • Desenvolvimento pessoal: Cuidar da minha saúde física e mental.
  • Desenvolvimento profissional: Focar no desenvolvimento de habilidades de forma a me tornar um profissional mais atrativo para a empresa e o mercado de trabalho.
Decidi que vou focar em apenas seis grandes tópicos e tenho certeza de que se chegar ao final do ano com todos eles alcançados e com todos os meus familiares gozando de bem-estar físico e financeiro eu possa comemorar esse ano como um ótimo ano

Aproveitando esse clima de traçar planos e projeções para o ano que está iniciando, decidi tomar a posição de palpiteiro não-remunerado e dar alguns chutes que pretendo rever no final do ano o meu índice de acertos e tecer alguns comentários.
Eu acho...
  • ... que a economia brasileira vai crescer alguma coisa entre 0.0% e 0.5% no ano.
  • ... que a inflação brasileira vai fechar o ano entre 5.5% e 6.5%, provavelmente com os custos dos combustíveis sendo apontando como um dos grandes vilões.
  • ... que a SELIC deve subir até a faixa de 12,25% e depois deve parar de subir até o final do ano.
  • ... que não sou capaz de dizer qual será o dólar no final do ano, mas acredito que será em cotação maior do que a que terminou 2021.
  • ... que o Lula é o favorito para vencer a eleição, com o Bolsonaro correndo muito atrás e ainda mais atrás de Bolsonaro algum candidato de terceira via. 
  • ... que eu ficaria muito surpreso se João Dória fosse para o segundo turno.
  • ... que o Brasil não chegará se quer as semifinais da Copa do Mundo.
  • ... que o campeão da Copa do Mundo será novamente um europeu já vitorioso no passado.
Claro, essas previsões são apenas "chutes" baseado em análises tiradas da minha cachola e que não devem servir de embasamento para ninguém na hora de tomar decisões sobre investimentos ou fazer apostar sobre jogos de futebol. 

Até a próxima pessoal.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificado

sábado, 15 de janeiro de 2022

Sobre investir no que não conhece


O Peão Playboy fez uma excelente reflexão no blog dele e convido todos vocês a passarem lá para dar uma olhada. Esse post dele me fez pensar muito a respeito da diversificação de investimentos e investir naquilo que é “nossa praia”.

Eu pessoalmente gosto de investir no mercado de capitais, acabei criando um gosto por essa área, pois acho ela relativamente simples e não demanda muito tempo na gestão, soma-se a isso a oportunidade de fazer bons investimentos seguros e até a possibilidade de receber remuneração por pequenos pedaços de grandes empresas que são líderes de setores e eficiência.

Entretanto reconheço que não é a única forma de conseguir prosperidade financeira, pois da mesma forma que existem milhares investimentos iguais a mim, existem ainda mais gente investindo em outras coisas como: lavoura, pecuária, compra de imóveis, empreendimentos familiares, aluguéis e etc. Inclusive eu lamento pelo deboche que existe de vários influenciadores com pessoas que investem em imóveis de aluguel, pois saibam que muitos desses “burros” são muito mais ricos que vários influencers que só tem papo e marketing.

Mas o foco não é esse e sim contar sobre “causos” de investimentos que pessoas fizeram e dera muito errado, pois foram guiadas pelo olho gordo e não pela razão.

O primeiro caso envolve uma febre de investimentos no plantio de uma determinada cultura. A aproximadamente 10 anos atrás, por conta de problemas com pragas e o clima em regiões tradicionais dessa lavoura, o preço subiu bastante no mercado, obviamente uma oferta baixa e uma demanda alta gera um aumento dos preços. Aqui na região essa lavoura não era a protagonista, apesar de que vários produtores a tinha em porções pequenas das propriedades rurais e muitas vezes vendendo apenas como um complemento de renda para as entressafras da principal atividade da propriedade.

Com a alta dos preços, esses produtores venderam com uma margem muito boa essas colheitas e logo resolveram ampliar suas produções, com muitos inclusive transformando ela na principal das propriedades. Na safra seguinte os preços continuaram em alta, e novamente conseguiram uma boa margem de ganho.

Onde começa o problema?

Com esse “boom” muita gente que mora nas cidades começou a crescer o olho e junto isso com contas erradas e leitura ruim do mercado, o resultado foi: vamos investir também! Logo os moradores da cidade que viviam de empregos de classe média ou classe média alta, resolveram fazer arrendamento de propriedades rurais, terceirizar a produção e o plantio da lavoura e depois aguardar a venda para embolsarem um lucro gordo.

O problema é que no ano seguinte os problemas na região tradicional dessa cultura acabaram e o excesso de oferta gerou uma forte correção nos preços. E quem conhece sobre produção rural sabe que não é igual o mercado de ações, não dá para você esperar o “bear market” acabar para vender em preços altos, a produção tem limite de tempo antes que comece a se perder completamente.

A maioria desse pessoal da cidade acabou saindo com prejuízos, pois sem margem de lucro precisavam honrar arrendamentos e pagar despesas com insumos.

Outro investimento que já vi muita gente se enfiar é o tradicional: construir casas para vender. Eu conheço pessoalmente pessoas que fazem isso, comprando terrenos, fazendo casinha no estilo “Minha Casa, Minha Vida” e depois propõem a venda com financiamento na Caixa Econômica, rapidamente conseguem vender e embolsar lucro, entretanto são pessoas que trabalham na construção civil e tem conhecimento sobre compra de materiais, construção e uma boa leitura do mercado. Ao mesmo tempo todo mundo conhece alguma pessoa que resolveu fazer a mesma, entretanto sem conhecimento nenhum, o resultado é sempre o mesmo: problemas na construção, custos altos de insumos e margens pequenas de lucro. Fora que qualquer probleminha nos prazos pode deixar a pessoa com sérios problemas de fluxo de caixa.

O que quero dizer é que tanto faz investir no mercado financeiro ou em outro ramo, o importante é que você saiba o que está fazendo e que conheça não apenas o lado bonito, mas também todos os riscos envolvidos. Outra coisa importante é que antes de fazer qualquer investimento é preciso sentar e fazer na ponta do lápis cálculos sobre a quantidade de capital necessária, o fluxo de capital entrando e saindo durante todo o período de investimento, a margem de segurança e reserva necessária e o custo de oportunidade desse investimento.

E vocês amigos leitores, já se meteram em investimentos ruins ou conhecem histórias? Quem quiser compartilhar nos comentários, fique a vontade!

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Fechamento Dezembro/2021: R$ 238.222,25 (+1,95%)

 

Olá, amigos leitores! O post de dezembro está no ar e já vou logo avisando que será longo, pois vai incluir a análise do ano e das metas que estabeleci em janeiro.

A tradicional reportagem que ilustra cada fechamento mensal fica para a matéria do G1, que mostrou como às previsões de economistas para esse ano fracassaram e várias bem longe de qualquer "margem de erro". Na verdade, a matéria até foi generosa com alguns tópicos, pois tinha empresa gigante de investimentos que chegou a projetar no meio do ano um Ibovespa próximo dos 150 mil pontos. O bacana é que essa gente é muito bem paga para fazer esse tipo de previsão, eu queria um emprego desses.

Eu acredito que é difícil estabelecer um número final para a inflação, PIB, Selic e etc com doze meses de antecedências, mas acredito que é possível estabelecer direcionadores, como por exemplo: “a inflação tende a acelerar” ou “o desemprego deve permanecer estável”, agora cravar X ou Y como resultado final é algo que já considero exagerado.

Hoje não vamos falar sobre previsões e expectativas para 2022, vou entrar na onda dos economistas e analistas políticos apenas no próximo post quando vou relatar o que tenho pensado para a minha estratégia de investimentos de 2022.

Agora vamos falar do fechamento desse mês.

A rentabilidade do mês foi de +1,95%, é o melhor desempenho em um único mês tanto para o ano como em toda a série histórica. É motivo de comemoração sem dúvidas, mas não foi o suficiente para compensar os meses de desempenho fraco ou negativo ao longo do ano e por isso o patrimônio se valorizou apenas +2,31% ao longo de 2021.


Do ponto de vista dos dividendos e outros proventos distribuídos pelos fundos imobiliários, ações e ETFs estrangeiros o mês também foi muito positivo, ficando apenas atrás de maio. Ao todo tivemos R$ 446,80 creditados em conta ao longo do mês, o interessante é que o nosso Real é tão depreciado que até mesmos os magros dividend yields dos EUA se tornam grandes contribuintes quando convertidos para Real Brasileiro, só eles entregaram R$ 80,40. Pelas terras tupiniquins os dividendos gordos foram creditados pela Taesa e em menor grau pelo Bradesco.

APORTES: Aportei R$ 3.000,00 de dinheiro novo ao longo do mês e o restante dos 222,25, vieram dos dividendos e proventos entregues pelos investimentos. Acabei optando por comprar Bradesco e Itaúsa, apostando no preço em conta que os dois se encontravam R$ 19,42 e R$ 9,08 respectivamente. Depois acabei percebendo que ainda tinha dinheiro e conta e decidi comprar um pouco de Cyrela. No exterior usei apenas os saldos entregues em dividendo no começo da última semana para comprar SCHP e tentar voltar o balanceamento da carteira para próximo do que considerei mais eficiente no Sharpe.

Nos fundos imobiliários comprei KNSC11 e HGLG11, vou falar mais sobre eles na aba FIIs.

AÇÕES: Pelo Brasil os dados interessantes ficaram por conta de Itaúsa que lançou uma bonificação de ações interessante e começou a se desfazer da XP, ainda ficou no radar sem resposta o que a empresa fará com parte do dinheiro dessa venda que ficou no caixa, até agora nenhuma grande aquisição. Espero que Itaúsa faça aquisições que ou entreguem uma boa valorização patrimonial ou distribuam dividendos, a empresa precisa escolher um dos dois caminhos para o seu futuro.

A Taesa anunciou seus planos para os próximos anos e mostrou que fará ajustes finos na condução, deixou a sensação que continuará distribuindo bons dividendos. Eu pessoalmente fico na torcida pela empresa manter esse patamar de distribuição, mas se ela recuasse para a faixa dos 10% de dividend yield e usasse essa diferença para abater na dívida ou fazer novas aquisições eu me sentiria mais confortável para o longo prazo. Penso em vender? Não. Mas no momento não sinto vontade de aumentar posição na empresa. Estou procurando uma outra transmissora que entregue um bom yield e com regularidade, alguém quer sugerir algum papel para meu estudo?

A Suzano foi uma empresa que tenho em carteira, só fiz um único aporte e já faz muito tempo, mas agora ela surge no meu radar e posso vir a falar algum aporte no futuro próximo.

Fundos Imobiliários: Decidi me desfazer de três dos meus Fundos Imobiliários. Infelizmente continuo insatisfeito com a qualidade da gestão dos fundos, seguem parecendo muito enrolados e fazendo subscrições apenas por fazer. Decidi me desfazer dos seguintes FIIs:

MFII11, esse foi o primeiro fundo imobiliário que entrei, ainda no distante 2019, na época o Yield me interessou, mas depois fui pesquisar mais a fundo e percebi que o fundo já tinha passado por problemas com a CVM. Nos últimos meses eles passaram por um novo questionamento por parte da CVM, achei melhor me desfazer.

XPLG11, infelimente o fundo estava derretendo na cotação, pagando um Yield ruim e tenho percebido que a XP não tem feito boas gestões nos Fundos, com subscrições bem sem sentido. Não compensava mais ficar nele.

GGRC11, comprei no começo do ano e ele não vai para a coluna Bens e Direitos do IR 2022, infelizmente optei por vender. O fundo passou por um movimento dos cotistas contra a gestão, em resposta acabaram fazendo uma grande aquisição e que não agradou a todo mundo. Decidi vender.

No lugar desses fundos decidi comprar outros fundos imobiliários. Acabei pesquisando bastante e decidi por dois deles:

HGLG11, que é pelo visto o queridinho dos fundos de logística, decidi comprar pois tem um yield próximo do XPLG11, mas uma administração muito descente. Infelizmente está com um V/P bem esticado, porém sei que a boa administração compensa o pagamento desse ágio.

KNSC11, já tinha percebido e lido muito sobre a qualidade da Kinea como gestora, confesso que o KNRI11 não é o fundo que mais me empolga na carteira. Quando vendi MFII11, decidi que queria colocar no lugar um fundo que pagasse um alto yield, mesmo que fosse de um setor arriscado. Acabei ficando entre o KNSC11 e o KNHY11, porém o último parece ser restrito para “investidores qualificados” e o KNSC11 além de ser aberto para o público em geral tem uma política mais flexível de investimentos. Eu compreendo que o FII deve entregar um yield menor nos próximos meses, em comparação aos 1,45% atuais, mas acho que qualquer coisa acima de 1% ainda será um bom negócio de se ter em carteira.

ETFs: Aqui tudo anda na tranquilidade absurda. O VNQ me surpreendeu com uma alta de +10,5% em um mês. É sinal de bolha nos ativos americanos? Vamos acompanhar. O Mosca, projeta uma possível correção nos mercados em 2022.

Renda Fixa: Eu não fiz novos aportes, acredito que em 2022 será o ano que pretendo dar mais atenção ao meu portfólio de RF, no começo do ano já terei um vencimento do Tesouro Pré-Fixado 2022, já decidi o aporte que farei com o resgate, mas isso não é papo para esse post.

Vida profissional: Um mês bem estressante no trabalho.

Vida Pessoal: Andei quase todos os dias de bicicleta ao longo do mês, em média 45 minutos por dia e confesso que é um momento que tiro para pensar na vida e que faz muito bem, espero manter o hábito.

Ok, terminamos o fechamento de dezembro! Agora vamos fazer um balanço da carteira e das metas de 2021?



A alocação na carteira em 2021 evoluiu para um cenário de redução da participação da Renda Fixa e o aumento da participação de ativos de Renda Variável, principalmente os ativos alocados no exterior.

A participação total da Renda Fixa é de 61,3%, enquanto no ano passado era de 76%. Estando distribuída da seguinte forma: os ativos pós-fixados, representam 50,8% hoje (eram 63%, em 2020), os pré-fixados são 9,4% (eram 13%, em 2020). O IPCA+ se quer fazia parte da carteira no ano passado e hoje representa 1,1% do total.

Na Renda Variável, a participação agora é de 38,7%, enquanto no passado era de 24%. As ações representam 12,7% (eram 11%, em 2020), os fundos imobiliários representam 7,7% (eram 6%, em 2020). Os Ativos do Exterior, é o nome que adoto para a combinação dos ETFs listados no exterior e o IVVB11 (que está listado no Brasil, mas replicando o S&P500 com a exposição cambial), essa classe representa 17,7% da carteira (era 7% em 2020).

Os fundos multimercados representam agora 0,6% da carteira, um ano atrás eram pouco menos de 1%.

Como podemos observar a carteira se moveu para um perfil de renda variável, essa transição foi feita apenas com aportes e não vendi ativos de Renda Fixa para comprar Renda Variável, ou vice-versa.

O recebimento de proventos evoluiu significativamente ao longo de 2021, observe no gráfico abaixo:


Observa-se que a participação dos dividendos ainda que oscilante foi crescente ao longo de 2020 e ainda mais em 2021. Os meses que eu considerava “ótimos” em 2020, passaram a ser apenas “normais” ou até “abaixo do esperado” em 2021.

No somatório de 2020, o total de recebimentos foi de R$ 919,13, na época isso representava 0,88x o valor do salário mínimo vigente na época. Em 2021, o total de recebimentos foi de R$ 2.837,90, quando ajustado ao valor do salário mínimo do ano que acabamos de encerrar isso representou 2,58x o valor. Esse é um indicador importantíssimo para entendermos se o recebimento de renda passiva tem crescido proporcionalmente mais do que a inflação, pois comparativamente com o atual salário mínimo sendo reajustado pela inflação ele funciona como um parâmetro bem visual.

Abaixo trago a composição da carteira de ações:



Podemos perceber que não tenho feito grandes escolhas do ponto de vista da valorização patrimonial. Os setores financeiro e de utilidade pública quando somados alcançam 70% da carteira de ações brasileiras. No ano passado eles também eram os líderes e infelizmente performaram mal ao longo de 2021. Ao longo do ano fiz novos aportes nesse setor e não penso em abandonar a estratégia.


Nos Fundos Imobiliários, percebe-se um crescimento da participação dos fundos de tijolos que agora são ½ da carteira, enquanto no ano de 2020 a maior parte dos ativos eram classificados como híbridos ou de papel. Decidi comprar Shopping Center apostando na retomada da economia, lajes corporativas apostando que o home office não ia pegar (sempre detestei a ideia de trazer o trabalho casa, quem dirá fazer ele dentro de casa) e o segmento de terras agrícolas apostando no setor primário que parece ser o que é menos prejudicado pelo desgoverno.

Infelizmente me queixei durante a maior parte do ano da qualidade dos fundos que comprei, agora estou com essa carteira e pelo menos por ora me parece satisfatória. Voltarei a falar dos meus planos para os Fundos Imobiliários no próximo post.


Sobre os Ativos do Exterior, sempre aportei através de IVVB11 até que finalmente no mês de setembro tive a dignidade de aportar pela Avenue e comprar diretamente nos EUA. Confesso que a experiência foi agradável e tornei a repetir todos meses desde então.

A partir do momento que comecei a aportar no exterior eu deixei de fazer aportes no IVVB11, o que somente contribuiu para ele ir perdendo participação aos poucos e hoje representa 68,9% do total dessa classe.

O veredito sobre às metas de 2021:

META 1: Aportar R$ 28.156,50 ao longo dos 12 meses.

O objetivo foi facilmente alcançado, na verdade consegui aportar R$ 47.867,02 ao longo dos 12 meses. Foi um resultado muito acima do projetado, confesso que o valor só não foi maior pois como tinha feito no ano anterior destinei um montante dos aportes para um “reserva de gastos”.

META 2: Alcançar uma rentabilidade de 5,00% no ano.

Infelizmente essa meta não foi atingida, a rentabilidade foi de 2,31% no acumulado do ano (seria melhor a poupança?). A bolsa brasileira não ajudou e nem os juros subiram para um patamar necessário onde conseguissem carregar nas costas a carteira, entre idas e vindas, parecia que o ganho de um mês era apagado logo na sequência por novas quedas.

META 3: Patrimônio de R$ 220.000,00 em 31 de dezembro de 2021.

O objetivo foi entregue. Claro, graças ao aporte muito acima da meta e não a rentabilidade do período.

META 4: Recebimento de R$ 2.000,00 em dividendos.

O objetivo foi superado com o recebimento de dividendos, proventos e JSCP no valor total de R$ 2.837,90. O mais interessante é que consolidei através de aportes a carteira de Fundos Imobiliários para um patamar próximo de R$ 150 por mês, o que sozinho “garante” cerca de R$ 1.800,00 por ano.

META 5: Melhorar meu desempenho e desenvolvimento no trabalho.

Acredito que tecnicamente falando eu tive uma boa evolução ao longo do ano, desenvolvi novas competências e me sinto mais seguro nesse aspecto. Entretanto ainda deixo a desejar no relacionamento interpessoal. De qualquer forma vou considerar como alcançada.

META 6: Encerrar o ano abaixo de 78kg.

Na maior parte do ano meu peso oscilava entre 76.0-78.0kg, agora nas últimas semanas do ano comecei a andar de bicicleta e com uma rotina mais intensa de trabalho vi a balança ir diminuindo aos poucos e encerrar o ano em 74.4kg de peso. É o meu menor peso desde que comecei a rotina de emagrecimento, levando em consideração minha altura de 1.77m, estou dentro do peso ideal. O problema é só uma barriguinha chata, fruto de um emagrecimento que não foi acompanhado de atividade física. Essa meta foi alcançada!

META 7: Fazer uma bateria de exames básicos de saúde.

Eu fiz essa bateria de exames no começo de novembro. No geral os exames deram ótimos resultados, o meu maior problema no momento é com a tal “Ferratina” que está acima do limite. Os “leucócitos” que sempre me preocuparam continuam abaixo do mínimo recomendado, mas melhoram um pouco. Fiz o teste para outras doenças como diabetes, algumas DSTs e outras doenças, como já faço todos anos e mais uma vez todos os resultados deram negativo.

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Desejo um ótimo 2021 para todos nós. Que seja um novo ano carregado de paz, saúde física e emocional e prosperidade financeira.

Até o próximo post!

 AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Fechamento Novembro/2021: R$ 230.452,87 (-0,36%)

Acredito que nunca possa negar que esse mês foi dos mais agitados no noticiário, tanto pelas idas e vindas da PEC dos Precatórias, passando pela economia cada vez mais deprimida, e a nova variante da doença. Entretanto vou optar por destacar a notícia sobre a exploração ilegal no Rio Madeira.

É engraçado (e trágico) que organizações não-governamentais precisem elas mesmas irem a imprensa e berrar aos quatro cantos do mundo que uma espécie de planta industrial flutuante tinha sido montada no coração da Amazônia, e estivesse explorando sem autorização os recursos minerais. O que é mais interessante nessa história toda é a incapacidade de resposta do governo federal. É incrível como o governo levou semanas para tomar conhecimento e alguma medida a respeito.

Por sorte a “boiada” que está passando logo vai chegar ao fim, só é preciso tolerar isso por mais um ano.


Eu estava até animado com novembro, consegui manter uma rentabilidade positiva até meados do dia 20 quando fiz um apanhado geral da carteira, o problema foi depois disso quando tudo começou a derreter por aqui e sem uma reação do dólar para fazer o contrapeso. Ok, não posso reclamar que diante do novo pânico com a doença uma queda de -0,36% não é tão ruim.

Infelizmente faltando apenas um mês do final do ano é praticamente certo que foi um ano muito aquém do desejado e que se tivesse colocado grana na poupança teria me saído melhor, mas é claro, não invisto pensando em apenas 12 meses e sim no longo prazo e é por isso que sigo firme na minha estratégia de investimentos.

O recebimento de dividendos ficou mais ou menos dentro daquilo que eu esperava, levando em conta que a TAESA não distribuiu nada.

É gratificante ver a evolução da carteira de dividendos. Vamos ver como ela se comporta em dezembro, tomara que venham boas surpresas.

Aportes: Foi aportado apenas R$ 1.346,94. Desse montante um total de R$ 1.000,00 foi destinado ao exterior, onde comprei SCHD (Ações de dividendos), SCHP (Inflação) e VNQ (Imobiliário).

No Brasil aportei apenas os dividendos e escolhi jogar tudo em ITSA4, fiz esse aporte no finalzinho do mês e comprei ela abaixo de R$ 10.

Ações: No geral acompanhei a distância o resultado das empresas. Acredito que os destaques ficaram por conta da Rumo S.A (RAIL3) que decepcionou no lucro, apesar de que eu acredito na capacidade de longo prazo da empresa. O Bradesco (BBDC4), entregou um bom resultado na minha opinião. A Gerdau (GGBR4) e Suzano (SUZB3), seguem se dando bem com o dólar.

O que eu ainda estou de olho é na Taesa (TAEE11) que não distribuiu os tradicionais dividendos pois vai participar de alguns leilões em dezembro, espero que a empresa consiga uma boa proposta e que faça sentido no longo prazo, e se o preço for não distribuir dividendos? Ok. Melhor ganhar menos agora do que ver às receitas serem comprometidas no longo prazo.

Fundos Imobiliários: Todos derretendo. Eu decidi não fazer novos aportes por enquanto, vou voltar a estudar o setor no primeiro trimestre do próximo ano. Acredito que é o momento de parar e refletir sobre o comportamento dos juros em 2022 e além.

ETFs: Nada de relevante acontecendo por aqui.

Renda Fixa: Tenho Tesouro Pré-Fixado vencendo em Janeiro/2022 e já estou começando a olhar onde vou aportar esse montante. O que estou decidido a fazer é colocar em RF, o favorito hoje é o Tesouro IPCA+ e correndo por fora está os Pré-Fixados.

Infelizmente em CDB’s, LCI e LCA eu não estou encontrando nada de interessante para o longo prazo. É certo que em alguns bancos digitais existem aplicações a 160% e até 200% do CDI, mas sempre com vencimento curto o que não faz sentido para mim.

Vida Profissional: Surgiu uma vaga interna em uma unidade localizada em outro estado, é para uma função totalmente diferente da que atuo atualmente e pagando um salário um pouco maior (apesar de que a mudança anularia todo o aumento salarial), mas de acordo com o anúncio da vaga eu cumpro todos os pré-requisitos. Diante disso resolvi me candidatar e participar desse processo de seleção, isso aconteceu no começo do mês, me informaram que iriam analisar e me retornar. Até o momento ainda está em análise.

No geral estou um pouco exausto, é uma cobrança intensa e é triste você depender que outras pessoas façam as tarefas delas para que você faça o seu, espero ter um pouco de tranquilidade nesse final de ano (apesar de que não acredito).

Vida Pessoal:  Uma pequena atualização é que meu peso está em exatos 76,0 kg. Estou muito satisfeito com meu peso. Um amigo me mandou uma foto de 3 anos atrás esses dias, é incrível o que o emagrecimento fez com meu corpo sou literalmente outra pessoa. Na época da foto eu não controlava o peso com frequência, mas estimo que estivesse pelo menos 20kg mais gordo do que hoje.

Quando eu estava lá cheio de gordura e com IMC acima dos 30,0, eu via na blogosfera e na internet a galera mostrando antes e depois e relatando a perda de peso, na época parecia algo totalmente impossível e eu até pensava “ah isso não funciona comigo!”, pois é, funcionou.

 AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Fechamento Outubro/2021: R$ 229.927,62 (+0,76%)


No meio da galera que forma a base de puxa-sacos do governo Bolsonaro, existem vários grupos, dentre eles os “liberais”. Essa galera embarcou no discurso do posto Ipiranga em 2018, onde imagina que um político vindo do centrão, com discursos historicamente rasos e populistas conseguiria se manter casado com a cartilha liberal.

Os acontecimentos de outubro de 2021 já não me surpreendem e inclusive eu tinha escrito aqui no blog ainda em 2020 que o Paulo Guedes estava fracassando como ministro da economia. O Bolsonaro que vimos nas últimas semanas não pode surpreender ninguém, apesar dos bolsonaristas abominarem a Venezuela o presidente deles lembra mais Hugo Chávez no método de agir e na visão de país do que o ex-presidente Lula.

Um comentário que vale ser feito é sobre a COP26 que não contará com a presença do Brasil. O desprezo do governo pela questão ambiental é ideológico por princípio e burro por consequência. O fato é que independente da sua visão sobre a Emergência Climática, é ela que está no centro do palco das relações internacionais e é cada vez mais sensível ao eleitorado. O Brasil ficar de fora da cúpula deixa espaço para que discuta um alinhamento internacional onde não teremos voz forte o bastante, apesar da presença de uma delegação brasileira é inegável que sem o presidente vamos perder força na nossa voz. A imagem ambiental do Brasil foi muito queimada sob esse governo, e acabou caindo como uma luva no colo da França que alegou preocupações ambientais para barrar o acordo com o Mercosul e proteger a agricultura francesa. A questão é até que ponto o nosso país aceitará perder bilhões de dólares em mercados em troca de uma estupidez teimosia ideológica desse governo?


Finalmente voltando ao terreno positivo em outubro. A carteira se valorizou +0,76% no mês. O resultado é fruto da estratégia de exposição aos ativos no exterior que viveram um bom mês e ao dólar que indiretamente contribuiu para a valorização, claro, o CDI em alta tem melhorado a rentabilidade da posição pós-fixada que é mais de metade da minha carteira. 

No acumulado do ano temos um alta de +0,72% muito aquém dos 2,08% alcançados no acumulado dos dez primeiros meses do último ano. Apesar de ser um ano de rentabilidade difícil gostei do resultado de outubro, ainda mais comparando com o momento difícil do mercado local.

Dividendos: Foi recebido o total de R$ 169,03 em outubro. Durante o mês não aconteceu nenhum pagamento relevante de dividendos. Acredito que essa faixa próxima de R$ 160 por mês é o fluxo mínimo de dividendos.

Aportes: Aportei R$ 3.168,36 ao longo do mês. O aporte foi concentrado apenas na última semana do mês. Desse valor eu mandei R$ 3.000,00 para o exterior, sigo investindo pela Avenue e aportei nos ETF's que tenho em carteira (SCHD, SCHP e VNQ).

Eu tenho gostado de investir no exterior, acredito nos três ETF's e eles tem se complementado de forma interessante. É uma pena que com a nossa moeda tão depreciada, conseguimos comprar cada vez menos ativos no exterior com o mesmo dinheiro.

No mercado local o investimento foi de R$ 168,36, fruto dos dividendos recebidos durante o mês e que coloquei tudo em Itaúsa. A empresa ficou com uma participação razoável na XP, a tendência é que o Itaú aumente seus dividendos nos próximos anos e a gestão tem mostrado sinais de que quer comprar novos ativos ao longo dos próximos anos, mas sempre com responsabilidade. Eu gosto da gestão da Itaúsa, seria legal se os Fundos Imobiliários tivessem uma gestão parecida e que focasse em crescer com sabedoria e solidez.

Ações: Sofreram muito durante o mês com a repercussão do furo no teto de gastos. Hoje minha participação em ações brasileiras é de 2/3 entre empresas de energia e do setor financeiro, teoricamente são empresas que devem sofrer menos com a situação, pois o setor de energia costuma ser protegido da inflação pelos seus contratos e o setor financeiro apesar de sofrer com a queda da atividade econômica tende a ser beneficiado da alta dos juros. No geral acredito que não é o momento de retirar nenhuma ação da minha carteira.

Fundos Imobiliários: A expectativa de uma Selic de 11% em 2022 é terrível para os FIIs. A maioria dos fundos de tijolos está entregando na faixa de 8% a.a de retorno e os fundos de papéis tem girado na faixa de 11%-12% a.a, entretanto surge a questão: vale a pena correr o risco de FIIs por essa rentabilidade?

É natural que exista dificuldade para os FIIs aumentarem o pagamento de dividendos e a única forma de tornar eles atrativos é com a queda do preço nominal que deve impulsionar os Dividend Yields. É nesse processo que assistiremos boas oportunidades de compra aparecendo e ficará cada vez mais difícil para gestões porcas continuarem a abocanhar dezenas de milhões em subscrições. É a hora da limpeza!

Na minha carteia o GGRC11 está se perdendo na gestão, parece que depois de ficar com uma montanha de dinheiro em caixa e cobrando taxa de administração o fundo resolveu após a intensa pressão dos cotistas começar a comprar, mas parece que no desespero colocou muita coisa questionável para dentro. Esse fundo está oficialmente em atenção e posso remover ele da carteira nos próximos meses.

ETFs: O IVVB11 segue indo bem com o bom momento da bolsa americana e do dólar em alta por aqui.

Renda Fixa: A minha carteira de pré-fixada foi comprada majoritariamente até 2019 e com taxas na faixa de 7% a.a. É natural que estejam sofrendo com a marcação a mercado, mas ainda assim estão entregando uma rentabilidade contratada maior do que a inflação projetada para os próximos anos. 

Por enquanto não está no radar comprar pré-fixados, visto que estamos em um ciclo de alta. No que tange ao pós-fixado não estou fazendo novos aportes no momento, mas é uma opção que voltou a ser considerada.

Vida profissional: Voltei de férias. A rádio peão está dividida, de um lado alguns falam que a empresa vai abrir vagas e do outro alguns falam que vão cortar vagas. Na minha opinião, eu não acredito em nenhum dos extremos, mas não ficaria surpreso se estivesse errado.

Vida pessoal: Fiz meus exames médicos anuais, isso era um dos objetivos de  2021. Estou aguardando os resultados.

 AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Fechamento Setembro/2021: R$ 225.028,19 (-0,47%)

Tem muita coisa que poderia ser destaque em setembro, mas vou ficar apenas no desemprego. A queda do número de desempregados deve ser celebrada, apesar do número criminoso de 14%. Mas é preciso se atentar que se gera empregos nesse país, mas são muito mal gerados! E cada vez mais parece ser um problema de difícil solução e ignorado pelo governo.

O levantamento mostra que em 12 meses o salário médio recuou em -8,8%, ou seja, os empregos estão cada vez mais precários, e isso sem falar na inflação acumulada de mais de 10% nesse período, ou seja, o rendimento real caiu em quase ¼ e isso levando em conta a inflação do IPCA que inclui vários itens que não tem tanto impacto na vida direta do trabalhador de classe baixa. Fora isso o grosso do emprego está vindo do trabalho por conta própria, esse tipo de emprego não deve ser romantizado pois causa dois problemas: o primeiro, a redução da arrecadação para a previdência social, o segundo, pela característica instável desse tipo de trabalho, pois causa um impacto menor na confiança do trabalhador para consumir do que um emprego CLT.

Aí você meu amigo leitor pensa: “foda-se! Eu estou empregado, azar o deles!”, pois é, azar deles né? Mas saiba que quanto maior o desemprego e a dificuldade para arranjar trabalho das outras pessoas, mais dependente você fica do seu chefe não te demitir, pois o que te espera lá fora é desemprego e salários baixos e diante disso, você aceita coisas que não aceitaria, em especial: acúmulo e sobrecarga de trabalho. Até uns oito anos atrás quando eu ainda era adolescente era normal ver nos sites de notícias aquelas matérias “como pedir um aumento para o seu chefe?”, vai lá amiguinho, aproveita a economia bombando e pede um aumento para o seu chefe.


Agora são 6 meses de rentabilidade negativa e com uma queda -0,47% na rentabilidade de setembro. O resultado ainda foi completado com a rentabilidade acumulada de 2021 sendo zerada. Esse é o momento que alguns podem duvidar da sua estratégia de investimento, pois não seria melhor eu deixar tudo na poupança e garantir uma rentabilidade melhor?

Não. Eu acredito na minha tese de investimentos, pois apesar da rentabilidade zerada nesse ano eu olho para os meus ativos financeiros e vejo que nenhum deles realmente passou por alguma mudança que causasse perda de valor no longo prazo. É nesses momentos de queda do mercado que continuo aportando, é só mais uma chance de comprar barato os bons ativos.

Acredito que foi o primeiro mês desde pelo menos Abril que nenhuma empresa da carteira pagou algum dividendo relevante a ponto de empurrar o resultado para cima. Em setembro foram creditados R$ 171,06, aqui já inclusos e convertidos com o câmbio do último dia do mês os US$ 3,68, foi uma grata surpresa no mês de estreia dos investimentos no exterior.

Aportes: Pode parecer um pequeno passo para um investidor comum, mas um enorme salto para um jovem fudido do interior do interior do sul do Brasil e por isso tenho o orgulho de me autodenominar um “investidor internacional”.

O total de aportes é R$ 8.498,26. Foi o segundo melhor resultado desse ano em aporte para um único mês, a maior parte desse resultado veio do pagamento do bônus do primeiro semestre que a empresa pagou ainda na segunda quinzena de agosto, mas como tradicionalmente gosto de fazer empurrei para setembro.

O investimento do mês foi feito na compra de ETFs e uma sobrinha em Rumo S.A, vamos ao racional:

  • RAIL3 (Rumo S.A): É a líder brasileira em ferrovias, comprei apenas 8 ações com uma sobrinha do mês. Eu gosto da empresa e acredito no futuro ferroviário desse país.
  • SCHD (ações de dividendos): Gosto da ideia de comprar pagadoras de dividendos, pois se uma empresa paga dividendos eu entendo que ela já cresceu e se estabilizou no seu ramo de atuação, além disso é sinal de que o seu caixa está saudável o bastante para conseguir pagar proventos.
  • SCHP (inflação americana): É apenas para proteção da carteira, não espero uma grande rentabilidade e queria um ativo de renda fixa. Foi lendo o Bilionário do Zero, que vi um comparativo interessante entre alguns ETFs de renda fixa e gostei da performance do SCHP.
  • VNQ (setor imobiliário): Eu poderia comprar REITs diretamente, mas o VNQ me parece uma rápida e simples forma de diversificar.

Eu estabeleci o seguinte percentual para os meus investimentos no exterior: 50% para SCHD, 30% para SCHP e 20% para VNQ.

Estou investindo pela Avenue, sei que a corretagem zero não é para sempre e confesso que o spread no câmbio é alto, posso vir a mudar no futuro a custódia para outra corretora.

Mas existem tantas corretoras e você escolheu logo a Avenue? Sim, sei que existem corretoras com spreads mais interessantes e corretagem zero, mas não são voltadas a brasileiros especificamente e tenho medo de ter algum problema e precisar falar com um atendente americano (ou indiano?) e meu inglês é péssimo.

Ações: Ainda estou tentando me inteirar sobre a queda brusca de AES Brasil, percebi enquanto atualizava minha planilha que ela está literalmente derretendo. Em relação a Rumo S.A, a empresa vai construir uma ferrovia no Mato Grosso ligando vários municípios líderes em agronegócio com sua malha viária, o investimento deve ficar pronto só na próxima década.

Fundos Imobiliários: Parece que sangria deu uma pausa. Preferi não aportar por hora e acompanhar o comportamento dos fundos.

ETF: O IVVB11 andou de lado, não aumentei posição nele por conta dos investimentos direto no exterior. O blog do Mosca faz uma projeção de uma possível correção do S&P500, mas ao mesmo tempo trabalha com um cenário em que o real possa alcançar R$ 6 até o final do ano. Eu imagino que um acabe anulando o outro e confesso que isso me deixaria muito satisfeito.

Renda fixa: Nada relevante. Fiquei tentado em investir em um fundo de crédito privado, mas calculei erroneamente o vencimento de uma LCI e acho que tenho mais um ano antes dela vencer. Eu poderia resgar com liquidez diária, mas decidi que é melhor esperar o próximo ano e aproveitar o mercado estressado pré-eleição para pegar boas taxas.

Apenas percebi que sumiram as ofertas de CDB/LCI/LCA com altas taxas no mercado. No final do ano passado eu conseguia encontrar com facilidade LCI com vencimento para quatro ou cinco anos com taxa de 115% do CDI, hoje dando uma olhada no cardápio encontrei no máximo 103%. Quem lá atrás já acreditava essa violenta alta da Selic se deu bem.

Vida profissional: De férias e tirando algumas folgas acumuladas.

Vida pessoal: Nada relevante. Fiz apenas uma curta viagem nas minhas férias, mas não achei nada de interessante para compartilhar.

 AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.


domingo, 19 de setembro de 2021

O Brasil à deriva


Já faz mais de 10 dias desde o tão falado ‘Dia D’ do bolsonarismo, depois de um mês inteiro de apreensão no país os bolsonaristas finalmente iriam mostrar ao que vieram e segundo alguns, tentariam um golpe de estado contra a nossa democracia.

Eu particularmente nunca acreditei na possibilidade de um golpe, não é atoa que simplesmente ignorei o tópico no fechamento mensal de agosto. Aliás, qualquer pessoa investidora que realmente acredita na possibilidade de um golpe, tem que refletir com o mínimo de sensatez quais seriam os efeitos de tal ato contra seus investimentos. No meu caso em particular, se eu acreditasse na possiblidade de um golpe agora ou em algum momento no futuro, já teria liquidado meus investimentos e enviado tudo para o exterior. Eu não o faço, pois não acredito.

Aquele movimento de 7 de setembro, não era exatamente composto por pessoas que tem coragem de fazer alguma coisa para mudar o status quo (ainda que para pior), a agenda visivelmente era para defender sua posição e status social que sentem que é ameaçado pela possibilidade de um governo de esquerda, claro, tudo devidamente acompanhado (ou disfarçado?) de mantras como “família”, “pátria”, “liberdade” (???), “contra a sexualização nas escolas” e “contra a corrupção”.

Evidentemente o que se seguiu foi um discurso bizarro do presidente, mas ainda assim broxante para os mais exaltados bolsonaristas que esperavam que ele declarasse pelo menos um Estado de Sítio (ignorando o fato que o presidente não é capaz de tomar essa decisão), mas foi por aí que acabou o dia. Para a frustração geral da extrema-direita que não viu o que queria naquele feriado.

A coroação de tudo isso veio nos dias seguintes quando o presidente de forma humilhante recuou de tudo aquilo que falou e fez, em um dos momentos mais vexaminosos da política brasileira. Deixou a própria base perplexa e confusa, mas porque ficaram surpresos? O Bolsonaro sempre mostrou que está preocupado exclusivamente em salvar a própria pele e da sua família, no clássico ditado popular de “vai-se os anéis e ficam os dedos”.

O que sobra de legado do 7 de setembro é que o governo já acabou, basicamente é um Titanic pós-iceberg, o Centrão já está com os coloques salva-vidas na espera do momento certo para pular na água e embarcar no primeiro navio que aparecer em forma de RMS Carpathia, seja ele comandado por Lula ou alguém da sonhada terceira via.

A economia está em frangalhos, temos um problema inflacionário, causado por dois fatores: os combustíveis, que segundo o governo o lucro bilionário e recorde da Petrobras não tem nada haver com a história e que tudo é culpa de um tal ICMS que surgiu em 2021, fruto de um complô digno de ‘Pinky e o Cérebro’ encabeçado pelos governadores. Falando sobre a Petrobras, eu acho que o nosso país deveria resolver o que quer dessa empresa, pois se for para atender aos interesses da sociedade que seja feito o fechamento de capital e se for para atender aos interesses do mercado, que seja feito a completa abertura do setor e venda da participação do governo. O que não dá mais é eu ficar olhando para a bomba do posto de combustível enquanto abastece o tanque de gasolina e sorridentemente me conformar com a frase “a Petrobras é nossa” a cada R$ 6,19, pelo menos uma das pontas desse problema precisa ser resolvida.

            O Paulo Guedes, que eu já falei ainda no meio do ano passado que deveria ser demitido, realmente não tem mais plano para o país. A PEC dos Precatórios, é apenas uma forma de legalizar a pedalada fiscal pra dar espaço ao populismo eleitoreiro (no estilo petista). A Reforma do IR, continua protegendo partes intocáveis da Elite.

            Na política ambiental, a Amazônia pega fogo e milhares de grileiros e garimpeiros invadem a floresta e ainda existem aqueles que defendem a regularização da situação legal dessas terras invadidas. Enquanto isso o agronegócio sofre com a crescente pressão ambientalista internacional contra o Brasil e que pode prejudicar o nosso único setor que consegue operar de forma competitiva. É incrível como até poucos anos atrás o nosso país estava na vanguarda da proteção ao meio ambiente e combate a Emergência Climática, fizemos até mesmo uma cerimônia de abertura da Rio-2016 vendendo essa imagem ambientalista! Hoje somos a pária internacional.

            No campo diplomático, ainda assistimos atônitos ao governo perder seu amor eterno, Donald Trump. Acredito que depois de assistirmos a polêmica envolvendo os submarinos australianos, fica-se claro que os EUA independente do governo republicano ou democrata sempre vão colocar a ‘América Primeiro’ em detrimento de qualquer outro país, sejam eles aliados relevantes e estratégicos ou apenas países que tem fetiche em ficar de quatro. Existe algum problema na estratégia americana? Nenhum. O que falta no Brasil é termos um pouco de consciência de que somos apenas um ator coadjuvante no tabuleiro global, e qualquer governo brasileiro de Direita ou de Esquerda tem que priorizar na diplomacia a busca por mercados consumidores para nossos produtos. Aqui é preciso fazer uma crítica ao governo petista, que tal como Bolsonaro também acham que o Brasil tem um lugar na mesa das grandes potências globais, lamento dizer: Não temos! Já perdemos o nosso bônus demográfico, somos militarmente fracos, economicamente frágeis e geograficamente o Atlântico Sul não é onde será jogada as grandes partidas geopolíticas nos próximos 50 anos. Nosso maior ativo é a Amazônia e estamos fazendo o possível para o destruir.

            O que resta agora é torcermos para que o país eleja algum preparado para navegar esse país pelas águas turbulentas de 2023. A alta dos juros americanos e a desaceleração natural da economia global no pós-COVID, vão colocar o nosso país diante de ventos desfavoráveis e precisamos de alguém capaz de encarar esses problemas e acalmar nossa política. Já ficou claro, que não será Bolsonaro no comando em 2023, mas por enquanto a possibilidade de termos o tal Lula 3.0, é no mínimo de dar calafrios.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.