sábado, 1 de outubro de 2022

Fechamento Setembro/2022: R$ 284.417,61 (+0,04%)


O SoftBank era um dos maiores queridinhos do bullmarket até pouco tempo atrás, parecia que tudo o que eles compravam simplesmente virava ouro do dia para a noite. O simples boato de que o banco japonês cogitava investir em um negócio já desencadeava um rali naquele papel. Agora parece que a onda virou e como eu tinha previsto aqui neste blog ainda em 2020, é quando a liquidez no mercado fosse removida que iriamos descobrir quem estava nadando pelado.

O mercado está assistindo incrédulo a “velha economia” voltando para a moda, observem que dois anos atrás o que valia na hora de analisar o balanço de uma empresa era “a nota de NPS”, a “quantidade de usuários no App” ou “o sentimento de família criado com seus consumidores”. Indicadores como “lucro líquido”, “EBITDA”, “ROE” e “P/L” já não eram essenciais para a análise. Bastava uma promessa de que a empresa em algum momento no futuro conseguiria deixar de ser ralo de dinheiro e se tornar a nova Amazon para o mercado ficar eufórico e jogar confetes em negócios que não conseguem parar em pé sozinhos.


O mês terminou com rentabilidade de 0,04% na carteira segundo o método do AdP. De qualquer forma eu estou satisfeito com o resultado, pois tivemos um mês muito difícil no mercado doméstico e no exterior.

No acumulado do ano a rentabilidade é de +0,17%, ainda que nominalmente positiva é fato que a meta anual de rentabilidade só poderia ser alcançada por um milagre. De qualquer forma estou satisfeito.

Em renda passiva tivemos um bom desempenho neste mês, com R$ 361,45, ou seja, +111,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano já alcançamos R$ 3.757,20, o que representa um crescimento de +100,9% em doze meses.

O que eu gostaria de ressaltar é o sucesso que estou obtendo com a diversificação da minha carteira. Como vocês podem observar os fundos imobiliários formam uma base de rendimento próxima a R$ 200 mensais, os rendimentos de ações e ETFs no exterior tendem a oscilar ao longo do mês, mas a carteira se complementando; é só ver o baixo pagamento de ações em setembro e o alto pagamento de dividendos no exterior e comparar com agosto que foi no sentido contrário.

A expectativa para outubro é de um mês mais fraco em dividendos, infelizmente ainda que o fluxo de proventos seja balanceado entre BR e EUA, o mês de outubro não apresenta esse padrão, tendo em vista o pouco pagamento de proventos das empresas aqui e lá. De qualquer forma estou animado com a expectativa de poder alcançar a meta anual de proventos neste ano.

Aportes: No exterior adquiri R$ 4.100,00 em ETFs do exterior e nos mesmos ativos de sempre (SCHD, SCHP e VNQ) a única coisa que alterei foi que destinei 70% para o SCHD, 25% para o VNQ e 5% para o SCHP.

No Brasil os aportes foram feitos apenas em ações:

ENGIE: Gosto da empresa pelos bons resultados e o balanço sólido. Assisti uma entrevista com um membro do RI da empresa que me transmitiu uma mensagem boa, eu entendi que a empresa pretende investir e crescer nos próximos anos, mas deve fazer isso com responsabilidade e buscando sinergia nas operações e rentabilidade.

HYPERA: Gosto da empresa pelas boas margens que entrega e um balanço também positivo. A empresa está sendo assediada por concorrentes para ser adquirida, sinceramente não sei se gostaria de ver isso acontecer. Tenho receios de acabe fechamento capital é um ativo que gosto de ter em carteira.

BRADESCO: Já mencionei aqui que gosto de investir no setor financeiro e de seguros. O Bradesco além da operação de bancão, conta com um braço segurador muito forte e que entrega resultados sólidos. Ainda não entendi o que a empresa pretende para o futuro, já que tem pago pouco dividendos e anunciado poucas aquisições relevantes.

ALUPAR: É do segmento de transmissão de energia. Está finalizando o ciclo de investimentos o que deve dar espaço para um fluxo de dividendos maior nos próximos anos. Achei por bem aumentar um pouco a participação.

SANEPAR: Acredito que com o fim do período eleitoral e a quase certa reeleição de Ratinho Jr (PSD) no Paraná a pressão sobre a empresa pode diminuir e reajustes melhores podem estar no horizonte. O Paraná ainda tem muitas cidades sem sistema de esgoto, o que demanda investimentos, mas que no longo prazo também significa receitas melhores. O grande problema que vejo na empresa é que tem pipocado prefeituras buscando a quebra de contrato e municipalização do serviço de água e esgoto, acho que isso é um grande erro de pequenas prefeituras. A prefeitura de Maringá (3ª maior cidade do Paraná) está em uma disputa com a empresa para municipalizar o serviço.

Ações: Achei interessante que apesar dos soluços do mercado a minha carteira se comportou bem em setembro. O único destaque é a queda de BB Seguridade no final do mês, acredito que é algum tipo de receio com um governo Lula pressionar as empresas estatais. De qualquer forma sou indiferente a isso, e estou de olho no papel se a empresa der espaço vou comprar mais. O setor de Seguros não dá muito voto, imagino que não será um grande foco de intervenção.

Fundos Imobiliários: A carteira de papel continua em queda, atribuído por analistas ao cenário deflacionário dos últimos meses. A carteira de tijolos está em alta. De qualquer forma por enquanto vou ficar de fora de aportes em fundos imobiliários, infelizmente é um segmento que meu deu muitas tristezas.

ETF no exterior: Tudo lá fora está sendo pressionado por Wall Street que parece ter azedado para o FED. No longo prazo não tem como eu acreditar no Brasil e desacreditar nos EUA. Os Estados Unidos tem vantagens geográficas, demográficas e econômicas que nenhum país do mundo possui.

Renda Fixa: A Selic parou de subir e a carteira continua rendendo bem, agora parece que é piloto automático por um bom tempo.

Vida Profissional: Como eu já tinha contato no mês passado sobre a transferência interna, eu vou apenas atualizar vocês sobre o que aconteceu neste mês.

Em uma conversa com o novo gestor da minha unidade atual, revelei que estava acertado uma promoção para mim em outra unidade, o mesmo disse que ninguém tinha falado nada para ele sobre isso, mas que apoiava o meu direito de decidir, apesar de que começou um discurso contrário a transferência pensando em “possibilidades de carreira e vantagens financeiras”, enquanto me disse que lutaria por uma promoção aqui na minha unidade (para um cargo que não existe aqui) o que daria praticamente o mesmo salário que a nova vaga, o que seria mais vantajoso por conta de que não precisaria me mudar e nem gastar com aluguel e tudo mais, tudo isso acompanhado de elogios sobre como percebeu em apenas UM DIA o quanto sou um funcionário dedicado e que tem um futuro muito promissor.

Eu respondi agradecendo, mas dizendo que já tinha um compromisso com o futuro gestor que até onde eu sabia o processo no RH já estava iniciado.

O que eu não sabia é que na verdade antes de eu ter essa conversa, já havia sido avisada a outra unidade de que minha promoção não seria autorizada por ele e que pediriam o cancelamento do processo. Entretanto a outra unidade insistiu no assunto (não por conta de eu ser um profissional incrível, mas conta da dificuldade de preencher a vaga e a demora que a busca por outra pessoa geraria), no final a transferência foi aprovada e vai acontecer a qualquer momento nos próximos dias.

Agora vocês podem me perguntar: não seria mais vantajoso ficar por aqui e aceitar essa promoção, invés de ir para uma vaga de salário similar e fazendo uma atividade onde conheço muito pouco?

O que ponderei na análise é que a curto prazo ficar por aqui e receber a promoção é melhor financeiramente, mas não é melhor para o meu currículo profissional. Tenho que pensar que se tudo der errado aqui ou lá, eu serei demitido. Se tudo der certo lá, posso ter uma promoção para vagas melhores com mais facilidade e em prazo menor. Já aqui se tudo der certo, poderia ficar estagnado na carreira por mais tempo ou ser promovido para alguma vaga horrível.

Vida Pessoal: Nada de relevante.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Fechamento Agosto/2022: R$ 274.282,40 (+0,45%)

Quero deixar registrado que faltando mais de um mês para o primeiro turno eu deixei avisado: quem vai eleger o Lula serão os antipetistas.

Não é possível que tantos brasileiros achem que a melhor opção para derrotar o PT seja o Bolsonaro, que é justamente o candidato com o maior índice de rejeição. Já ficou claro que o Lula tem uma base fiel de pelo menos 42%-45% dos votos válidos e que o Bolsonaro não consegue crescer entre os eleitores do Lula, pois eles são justamente os que mais rejeitam o Bolsonaro. As pesquisas também mostram que apenas uma pequena parcela de eleitores se dizem indecisos ou dispostos a votar em branco e nulo e que isso dificilmente é suficiente para derrotar o Lula.

O que todos aqueles que querem impedir a volta do PT deveriam fazer é abandonar a candidatura do Bolsonaro e apoiar outra candidatura com maior viabilidade e menor rejeição, uma alternativa palatável para o eleitorado de direita é Simone Tebet. Claro, faltando um mês para as eleições é difícil que uma onda de bom senso tome conta desse país e que seja capaz de levar uma candidata de 3% dos votos para o segundo turno.

Só não vale dizer depois tal como dito em 2018 que não havia opção, pois havia outros candidatos quatro anos atrás e hoje continuam existindo. E não é apenas Simone Tebet, existem outras candidaturas. Quem quer derrotar o PT tem que acordar para a realidade.

A rentabilidade no mês de agosto foi de 0,45%, de acordo com a Planilha AdP esse mês trouxe pela primeira vez a carteira para o território positivo na rentabilidade do ano. O acumulado agora é de 0,14%. É complicado olhar para uma rentabilidade zero no ano, enquanto a inflação caminha para fechar próxima de 6%. Entretanto é preciso valorizar as boas oportunidades de compra que encontrei em alguns ativos.

Neste mês foram recebidos R$ 755,70 em dividendos. O mês consolidou-se como o melhor desempenho mensal da série histórica. O crescimento em comparação ao ano passado foi de +200%.

No acumulado do ano é de R$ 3.395,76, ou seja, um crescimento de 99% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Aportes: Foram aportados R$ 4.399,62 ao longo do mês em dinheiro novo. Neste mês operei em duas datas:

A primeira, envolveu a troca de ações preferencias ou units de Taesa, Gerdau, Itaúsa e Sanepar por suas respectivas ações ordinárias. Essa estratégia foi inspirada no método Bastter e refletindo a respeito vi que faz sentido para minha carteira a mudança. É válido ressaltar que algumas das ações que tenho em carteira possuem baixa liquidez dos papéis ordinários, entretanto meu objetivo é obter um ganho de longo prazo e com isso a liquidez não é tão relevante, pois imagino que a eventual saída desses ativos possa ser feita paulatinamente.

Uma pequena sobra na corretora foi destinada para RURA11.

No último dia do mês optei por comprar papéis com o dinheiro economizado do mês. Os ativos escolhidos foram:

Itaúsa: Comprei 106 ações. No balanço deste trimestre a companhia anunciou que pretende reduzir as aquisições no momento e focar na redução da dívida. Acho que a posição da empresa faz sentido dentro da minha estratégia e por isso decidi comprar pelo preço atrativo.

WEG: Comprei de 35 ações. É uma rocha na bolsa brasileira, e que reportou um balanço sólido (apesar de pouco impressionante). Fazia muito tempo que não aporta na empresa e ela sempre parece cara demais, apesar da boa qualidade.

Suzano: Comprei 23 ações. Gostei do balanço da empresa neste trimestre e continuo acreditando na tese de longo prazo. A expectativa é sofrer um pouco com a baixa dos preços da celulose nos próximos trimestres, mas é um papel que quero levar para o longo prazo na minha carteira.

Taesa: Comprei 82 ações. Apresentou um bom balanço e a participação no leilão de transmissão terminou com ela arrematando um lote. É uma ótima pagadora de dividendos e tem oscilado muito pouco na cotação. A Taesa é aquele papel na minha carteira que funciona como uma renda fixa dentro da renda variável.

Ações: A temporada de balanço está encerrada. No geral posso dizer que gostei do que as empresas da minha carteira apresentaram. A única exceção foi AES Brasil que anunciou um payout elevadíssimo e poucos dias depois anunciou uma subscrição para financiar a expansão da companhia, acho que uma empresa que está crescendo deveria preferir preservar o caixa ao invés de sair pagando dividendos. Cheguei a cogitar no começo do mês (antes do balanço) em aportar na AESB3, mas decidi esperar a conclusão da subscrição e reavaliar.

Fundos Imobiliários: O KNRI11 tem fechado bons contratos de locação e parece viver uma nova fase.  Os fundos de papel sofreram muito com a queda da inflação. Os proventos mensais caíram.

Renda Fixa: Venceu uma LCI e fiz a reaplicação.

Investimentos no Exterior: Não fiz novos aportes no exterior. A carteira tem andado ao sabor do dólar.

Vida Profissional: Um colega de trabalho me indicou para uma vaga em outra unidade da minha empresa atual, acabei conversando brevemente com o o gestor de lá e ficou acertado que a transferência vai acontecer. Acredito que nos próximos fechamentos terei novidades.

Em comparação a vaga que não fui selecionado em junho, envolve um salário menor e na minha opinião atividades piores (e que não tenho experiência). Estou aceitando pois acho que ter essa experiência no currículo poderá ser interessante pensando em perspectivas de longo prazo. Estou empolgado? Não.

Também recebi a notícia que de meu gestor atual será transferido para outra unidade da empresa (a transferência dele acontecerá agora em setembro), no xadrez politico é uma pena pois eu tinha uma boa relação com ele. Já havia acertado com ele a minha transferência, mas o processo precisará provavelmente da benção do meu novo gestor. É possível ele barrar? Sim, mas não acho provável.

De qualquer forma estou de férias e só vou saber novidades quando eu voltar ao trabalho.

Vida pessoal: Sem informações relevantes.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Fechamento Julho/2022: R$ 268.648,75 (+2,13%)

Estamos avançando pelo segundo semestre e é possível dizer que a economia brasileira tem se saído melhor do que o esperado, apesar da alta prevista de 2% do PIB ser medíocre para um país emergente, o nosso histórico de crescimento não é dos melhores e devemos comemorar qualquer PIB positivo.

O que mudou em 2022? Aparentemente de fatores positivos temos apenas o boom das commodities e a ótima safra que deve ser colhido após dois anos de secas acima da média no centro-sul do país. Do lado negativo, o Brasil continua com um péssimo vício de usar qualquer espaço no orçamento para gastos populistas e de longo prazo. O ajuste fiscal feito no governo Temer e no começo do governo Bolsonaro é simplesmente um redirecionamento de recursos e que ninguém se engane com o suposto superávit das contas públicas, ele só vai acontecer por conta da PEC dos Precatórios e dos gordos dividendos que o governo está recebendo.

A corrida presidencial está começando nas próximas semanas e o cenário é dos mais desanimadores, é muito difícil imaginar que qualquer candidatura com a exceção das de Lula e Bolsonaro tenham viabilidade eleitoral, e justamente as duas candidaturas viáveis mostram até agora uma ausência de plano de governo para os próximos quatro anos, são apenas discursos vagos.

Acompanhei nos últimos dias as entrevistas dos presidenciáveis na GloboNews, gostei da Simone Tebet, ela não promete nada mirabolante e tem propostas centristas que pregam encontrar um meio termo entre os diversos interesses, mas como acreditar que ela pode ser presidente do país com 2% das intenções de voto faltando 60 dias para a votação?

Desde já deixo o meu repúdio que Lula e Bolsonaro estejam fugindo de debates e entrevistas (exceto aquelas feitas dentro da própria bolha), eles jogam dentro da própria bolha onde ninguém os questiona sobre temas espinhosos, contradições e planos para o governo. Espero sinceramente que ambos tenham a dignidade de participar de pelo menos três ou quatro debates de primeiro turno e da entrevista do JN no final de agosto (essa entrevista do JN é muito boa não pelo conteúdo em si, mas pela condução sempre agressiva dos jornalistas que ajudam a mostrar como os candidatos lidam com a pressão).


A rentabilidade em julho foi de +2,13%, o melhor desempenho até agora de 2022 e com isso a rentabilidade nominal acumulada no ano é de -0,32%, uma baita redução em termos nominais, entretanto em termos reais a rentabilidade está sofrendo muito com a inflação alta.

O desempenho foi puxado por esse sentimento global de que o pior já passou, o que eu pessoalmente não vejo sentido e acredito que a tendência ainda é mais de baixa do que alta dos mercados globais nos próximos meses.

Em julho foram recebidos R$ 367,43 em proventos, em comparação com o mesmo mês do ano passado o crescimento foi de +85,7%. No acumulado do ano temos R$ 2.640,06, um crescimento de +82,4%. O mês contou com dividendos atípicos de HGLG11 que pagou um não-recorrente.

Aportes: O menor aporte do ano até agora com R$ 1.335,12. É historicamente um mês de baixos aportes para a carteira e por isso decidi mandar para Renda Fixa (R$ 1.313,69), comprando IPCA+2026 com uma taxa de 6,08%. O restante foi apenas o reinvestimento dos dividendos do mês na Avenue, com a compra de SCHP (ETF de títulos de inflação americana).

Também fiz uma troca de ativos na carteira, optei por vender VINO11 e comprar RURA11.

Ações: A temporada de balanços acabou de começar e por ora acompanhei o resultado de duas companhias da minha carteira. A WEG que mostrou um balanço sólido, mas com sinais negativos nas margens, apesar disso a administração da empresa é extremamente qualificada e continua sendo um baita ativo, adoraria comprar mais de WEG, entretanto se ela caísse um pouco mais seria mais palatável.

A Suzano apresentou um lucro muito modesto, mas sua geração de caixa continua absurdamente grande e com a empresa crescendo seu resultado operacional. A situação da Suzano é interessante, a empresa está com uma perspectiva tão favorável de Caixa que resolveu investir ainda em sua estrutura produtiva neste ano e anunciou mais um programa de recompra de ações. Os meus objetivos com a Suzano são de longuíssimo prazo, espero colher os frutos somente na próxima década e a cotação andando de lado enquanto a empresa entrega evolução de performance me deixa muito satisfeito.

 FIIs: Vendi VINO11 por conta de aquisições que tem se mostrado pouco interessantes e da alavancagem do fundo, a rentabilidade dos aluguéis era muito baixa e a perspectiva de longo prazo parecia frágil.

A opção pela compra de RURA11 é que gosto do Itaú como gestora e considero que a carteira do fundo é atrativa por ser um fundo agro de papel com perfil com foco maior em high grade, o fundo ainda é jovem e está terminando seu processo de alocação, mas já está entregando proventos na faixa de 1% a.m. O financiamento do agronegócio é um case interessante de investimento, é o setor da nossa economia com a melhor competitividade e com ótimas perspectivas de longo prazo, por isso acredito que a tendência é o desenvolvimento do mercado de capitais.

ETF: Oscilando ao sabor do FED.

Renda Fixa: Estava pensando em comprar uma LIG IPCA+, mas são tantas restrições de horários para encontrar no site da Ágora que preferi o tradicional TD IPCA+.

Vida profissional: A crescente pressão por entregas de projetos. A reestruturação que comentei no começo do ano e que parecia provável simplesmente sumiu do radar nos últimos meses, hoje ninguém fala no assunto e não tem havido nenhuma movimentação a respeito.

Vida pessoal: Nada de relevante.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Fechamento Junho/2022: R$ 261.706,18 (-0,68%)

Todo mundo está querendo saber até onde vai o FED, e nesse mês eu vi e ouvi muita gente dando os mais diversos palpites, desde aqueles que esperam um FED extremamente agressivo com juros na faixa dos 6% daqui alguns semestres até aqueles que acreditam que logo o FED vai se dar conta de que é 2% a sua taxa natural e máxima para a economia. O que eu acho que vai acontecer?  Não faço ideia.

A realidade é que o que vimos até agora da pequena alta dos juros e a retirada de liquidez dos mercados é mais do que suficiente para mostrar quem estava nadando pelado na maré da liquidez, estamos assistindo ao vivo o lema “O caixa é o rei” sendo posto mais uma vez a prova e passando. O que não falta no Brasil e no mundo são empresas extremamente alavancadas que rezam todo dia para a queda dos juros, pois é provável que logo mais assistiremos os primeiros pedidos de falência e recuperação judicial. Por outro lado, as boas e velhas empresas da velha economia mostram resiliência e ótimas perspectivas de lucros e dividendos futuros.

A história nunca se repete, mas rima.

No mês de junho a rentabilidade da carteira oscilou entre o levemente positivo nos primeiros dias, passando por uma forte queda negativa no meio do mês. No final terminamos com -0,68% de rentabilidade mensal, com -2,41% de rentabilidade no acumulado anual.

Considero que foi um desempenho satisfatório para a carteira, com alguns bons ativos performando relativamente bem e a composição da carteira que inclui quase 60% de participação em Renda Fixa Pós-Fixada e Pré-Fixada IPCA+ Curto ajuda a amortecer essas oscilações.

Um espetáculo de dividendos no mês. O valor total creditado no mês foi de R$ 541,12, ou seja, o segundo melhor resultado da série histórica. O crescimento na comparação com o mesmo mês do ano passado foi de +151,09%. No acumulado deste ano já alcançamos R$ 2.272,93, um bom crescimento de +82,0%.

Aportes: No total foram aportados R$ 2.751,31 em junho. É um pequeno crescimento de +6,13% no total aportado. Os aportes foram destinados para:

BBSE3: Comprei mais um pouco de ações já pensando na provável distribuição de bons dividendos em agosto. O Banco do Brasil tem performado bem e a perspectiva de Selic alta faz do setor um bom destino de aportes.

SUZB3: Continuo apostando na Suzano para o longo prazo, apesar de ser uma empresa de commodities, ela tem planos claros de expansão, um mercado consumidor que ainda deve crescer muito e a vantagem do custo baixo. No final do mês ela anunciou um novo projeto de construir uma fábrica no Espírito Santo. É uma aposta de longo prazo.

GGBR4: Aqui está uma aposta de risco na carteira. A Gerdau tem perspectiva de pagar bons dividendos no curto e médio prazo, a empresa não passa por um ciclo de investimentos e está bem madura, mas tem uma exposição relevante a América Latina e Estados Unidos, com a queda da construção civil nos EUA pode ser prejudicada. Acabei aportando por conta da queda de -23% no mês, acho que precificou bem.

Nos EUA aportei os dividendos recebidos dos ETFs apenas em SCHD (ETF de empresas pagadoras de dividendos).

Ações: O mês foi bem morno por conta da entressafra de resultados. O Bradesco anunciou e pagou dividendos complementares, mas ficou abaixo do que eu esperava. A Cyrela despencou ainda mais (nessa ação vou ficar de olho no comportamento do endividamento, se mostrar boa situação do voltar a aportar).

No último dia do mês acontece um leilão de transmissão, não consegui acompanhar os resultados para entender se foram feitas boas aquisições pelas empresas da carteira.

Fundos Imobiliários: Não acompanhei de perto durante o mês. O que fiquei sabendo é que rolou um problemão com um imóvel do BTRA11, parece que o fundo comprou um imóvel todo enrolado e que faltou um pouco de atenção na hora de analisar a documentação. Na hora que me informei sobre o assunto já corri me informar se isso poderia ser um problema no RZTR11 que tenho na carteira, a princípio o que foi informado pela gestão do fundo após consulta de um cotista é que os fundos operam com formas de atuação diferentes.

ETF: Lá fora tudo derretendo durante o mês.

Renda Fixa: Tudo na mesma. No meio do mês consegui ver na Ágora as famosas LIG IPCA+, entretanto como já tinha renovado minha LCI decidi não fazer nenhum aporte no momento.

Vida profissional: Participei de um processo interno para uma vaga na matriz. Infelizmente não fui selecionado, cheguei a última etapa e conservei com o gestor da área, saí da entrevista com a sensação de que tinha passado, alguns dias depois veio o e-mail padrão informando a recusa. Fiquei sem entender.

Vida pessoal: Nada de relevante.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Fechamento Maio/2022: R$ 260.736,60 (-0,04%)

No mundo de juros zero surgiram as famosas SPACs, empresas que surgiram do nada com o objetivo de captar bilhões no oceano de liquidez dos Bancos Centrais. Na época o conceito de SPACs era um verdadeiro sucesso em Wall Street, nada melhor do que dar o dinheiro para um CNPJ investir em uma série de empresas, sem precisar aguardar para que essas empresas investidas passassem por um processo de IPO. O negócio de SPACs sempre veio acompanhado de metas de crescimento elevadas, o que era um prato cheio para a liquidez dos mercados de juro zero.

Agora estamos descobrindo que vários desses investimentos não estão sendo tão promissores como o pensando, com vários investimentos sendo duramente questionados quanto a capacidade de se manterem de pé. É sempre válido lembrar que quando você tem um negócio que devora caixa, é preciso que ele seja abastecido com fluxos de caixa dos investidores para manter a engrenagem rodando, enquanto isso acontece a tendência é que o negócio se mantenha em pé. O problema é que o dinheiro sumiu! Parece que o mundo descobriu que não importa o quanto de dinheiro você coloca em um negócio e o quão incrível seja a análise dos “indicadores alternativos”, se uma empresa não é capaz de fazer a lição básica: ter um fluxo de caixa saudável e lucro operacional. Que por coincidência não são aqueles indicadores fora de moda até pouco tempo atrás?

A maré da liquidez está baixando rápido e a queda média de -60% das SPACs tem algo a dizer sobre isso.

O mês de maio encerrou com rentabilidade de -0,04%, ou seja, ficamos praticamente no zero a zero. Entretanto não vejo motivos para pessimismo, pelo contrário vejo que existem várias oportunidades na bolsa brasileira e americana e falta dinheiro para aproveitar.

No acumulado do ano a rentabilidade é -1,76%, muito distante da meta anual.

A renda passiva em maio alcançou R$ 574,72, o que é um crescimento de +17,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio alcançamos R$ 1.731,81, uma alta de +67,5%.

Gostei muito do desempenho da renda passiva em maio, tendo em vista que batemos o recorde histórico. A Taesa não distribuiu dividendos referentes ao resultado do 1ºTrimestre de 2022, o que se tivesse acontecido o resultado desse mês teria sido ainda melhor.

Aportes: Zerei a minha posição de MXRF11 e com o valor da venda dividi entre CPTS11 e KNSC11. Com o dinheiro novo deste mês fiz aportes no Brasil e nos EUA. No fechamento do mês passado mencionei que uma ordem de compra de Alupar não tinha sido executada, a ordem acabou cancelando e fiz a aquisição dentro de maio.

As compras e o racional por trás delas foram os seguintes:

  • ALUPAR: A empresa está concluindo um ciclo de intensos investimentos que começou em meados de 2017, a maior parte dos gastos devem ser concluído entre o final desse ano e do próximo e as novas linhas de transmissões devem entrar em operação mais ou menos nesse mesmo período. A minha expectativa é que a empresa comece a distribuir um volume maior de dividendos nos próximos anos.
  • BB Seguridade: O resultado do 1º Trimestre me agradou e especialmente o crescimento do volume de vendas o que me deixou com a expectativa da empresa entregar bons dividendos nos próximos anos. A BB Seguridade é uma empresa estatal, entretanto o setor de seguros chama muito menos atenção de governantes do que o setor de petróleo e os bancos públicos.
  • Suzano: Comprei a Suzano depois de analisar essa empresa que estava abandonada na carteira. Estudando um pouco mais a fundo descobri que a empresa tem o menor custo de produção do mundo no setor de celulose, e está fazendo pesados investimentos no Projeto Cerrado que deve agregar uma enorme capacidade produtiva nos próximos quatro ou cinco anos. A Suzano está em um ciclo de investimentos, e em um ramo de atuação onde é difícil surgirem novos concorrentes tendo em vista que o Brasil é um ótimo local para se plantar florestas, que crescem rápido e tem um custo baixo. A demanda mundial de papel e celulose deve crescer nos próximos anos.

Só para reforçar que nenhum post que escrevo deve ser visto como recomendação de investimentos.

Nos EUA os investimentos foram nos tradicionais ETFs americanos: SCHD (ETF de pagadoras de dividendos), SCHP (ETF de títulos públicos de inflação) e VNQ (ETF de Real Estate).

Ações: Os balanços do primeiro trimestre me agradaram, quase todas as empresas da minha carteira reportaram lucros consistentes e boas perspectivas de longo prazo.

Estou de olho na WEG S.A para os próximos meses, a empresa dispensa apresentações sobre a qualidade da administração, entretanto como tudo mundo sabe da qualidade da WEG os múltiplos sempre são estratosféricos (30x ou mais o P/L), agora parece que a ação está ensaiando uma queda e vou ficar acompanhando de perto.

Fundos Imobiliários: O MXRF11 se envolveu naquela polêmica com a CVM, apesar de tudo ter sido resolvido e esclarecido pela CVM, entretanto não quero mais ter o ativo na carteira pois estou com um pouco de birra da qualidade dos FIIs da XP, por isso decidi vender. O CPTS11 e KNSC11 são de duas gestoras sólidas e entregam um Yield mais atrativo.

No geral tenho questionado a capacidade dos FIIs de corrigem a inflação no valor da cota de longo prazo. No momento não pretendo me desfazer da posição de Fundos Imobiliários, mas não vou fazer novos aportes.

ETFs: O dólar caiu e o S&P500 ficou no zero a zero. Nada de relevante por aqui.

Renda Fixa: Minha LCI venceu no final do mês, cheguei a procurar as famosas LIGs da Ágora, mas não encontrei nada disponível no site e olha que entrei pelo computador e no horário da manhã. No final decidi renovar a LCI com taxa de 99% do CDI que foi a proposta do banco.

Vida profissional: Nenhuma novidade sobre a reestruturação da unidade. Tudo segue na mesma.

Vida pessoal: Nada de relevante.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

domingo, 15 de maio de 2022

Esquerda e Bolsonarismo estão presos no passado


            A Folha de S. Paulo divulgou nesta semana que existe um estudo dentro do Ministério da Economia para promover alterações no FGTS através de uma Medida Provisória, a medida repercutiu mal e rapidamente foi “recusada” pelo cidadão que ocupa o cargo de ministro. O foco do post não é mais uma trabalhada do governo e sim uma reflexão sobre a dificuldade da esquerda e da direita em encarar a realidade do Brasil moderno.

            Essa proposta de fim do FGTS (ou “aprimoramento”?) prega a redução de 40% para 20% da multa por rescisão de contrato de trabalho e reduz a contribuição do empregador de 8% para 2% do salário dos trabalhadores. É praticamente um consenso nacional que o FGTS como é modulado hoje não é tão eficiente como poderia ser, entretanto os dois grandes polos políticos o enxergam de formas que são pouco favoráveis aos trabalhadores.  

   Do lado bolsonarista o fim do FGTS é a alternativa proposta, enquanto os bolsominions Celetistas metidos a investidor acreditam que o dinheiro do FGTS seria melhor administrado por eles invés do fundo remunerado a 3% + parte dos lucros, isso como se os empresários fossem repassar o valor do FGTS para os trabalhadores. Do lado do governo o foco é a ideia de que com o fim do FGTS os empresários promoveriam uma onda de contratações e que isso simplesmente não seria incorporado ao lucro das empresas.

           Do lado da velha esquerda brasileira, o FGTS é visto como fonte de recursos para o financiamento de projetos habitacionais subsidiados e de obras públicas de prefeituras e estados pelo país. O Fundo é visto com o objetivo de garantir recursos para o financiamento do desenvolvimento do país, sem que necessariamente se olhe para a viabilidade econômica e eficiência de aplicação dos recursos.

            O debate entorno do FGTS é apenas um símbolo da desesperança política brasileira. Os protagonistas políticos do país não propõem nenhuma alternativa moderna e adequada aos desafios do século XXI, estão presos em soluções e debates do século passado.

O bolsonarismo liberal, não consegue enxergar a economia 4.0, acredita que a ideia de baratear os custos trabalhistas é a única forma de desenvolver o país, essa é uma tática que poderia dar certo se fosse aplicada a 30 ou 40 anos atrás, em um período onde empresas de nações desenvolvidas abandonavam seus países para instalar-se em países do mundo em desenvolvimento em busca de mão-de-obra barata. Hoje empresas estão fazendo justamente o caminho contrário e buscando manter suas plantas o mais perto possível do mercado consumidor, evitar problemas logísticos e garantir a eficiência e velocidade do processo de levar uma mercadoria da fábrica até o consumidor final é o mote do momento, em uma economia cada vez mais automatizada o trabalhador de um país pobre não consegue competir com a automação.

Na velha esquerda brasileira, o debate está parado praticamente na mesma época. O foco ainda é pregar uma velha agenda de nacional-desenvolvimento, apostar no estado como indutor de todo a economia, ter ojeriza ao papel que empresas e o mercado podem desempenhar melhor do que o governo e um foco demasiado em velhas questões acadêmicas-filosóficas e não nos problemas reais das pessoas e mesmo quando focam nesses problemas, o debate é elitizado e complexo demais e recheado de "mimimi" para que chegue as classes populares. 

            Como nenhuma vertente política no país debate ideias de aprimorar o FGTS? Que tal transformar ele um Fundo de Investimento, com papel social e mantendo a possibilidade de saque para a compra da casa própria, em caso de demissão e com a destinação de parte das aplicações do fundo para financiamento de programas de moradia para baixa renda, enquanto o restante do fundo seria destinado a aplicações em títulos públicos referenciados ao IPCA+? Quem sairia ganhando disso? O trabalhador brasileiro e a economia do país, com mais recursos sendo disponibilizados para investimentos, o trabalhador tendo um colchão melhor para enfrentar o desemprego e a manutenção do financiamento subsidiado para famílias pobres.

            Talvez alguma outra ideia também pudesse ser aplicada! Mas para isso é preciso debater novas alternativas para o país, e me desculpe amigo leitor, mas não percebo nenhum dos lados interessado.

               É mais fácil odiar o outro lado do que resolver os problemas do país.

domingo, 1 de maio de 2022

Fechamento Abril/2022: R$ 254.450,26 (-0,99%)


É complicado tentar prever para qual caminho a economia vai escolher em um horizonte de curto ou médio prazo, mas os sinais indicam que a tendência é para uma desaceleração da economia global, entretanto ainda não consigo afirmar se isso implicará necessariamente em uma recessão global. E é de dúvidas que minha cabeça está cheia, principalmente quando penso na economia americana e no FED.

Enquanto o FED promete elevar os juros com um pouco mais de vigor nas próximas reuniões e analistas discutem se teremos juros americanos em 3% ou em 5% nos próximos trimestres, o presidente americano parece viver uma realidade paralela. Desde a época das eleições de 2020, confesso qu me empolgava com a candidatura democrata, Joe Biden sempre transmitiu para mim um ar de presidente fraco e com tendências a ser governado do que em governar, isso não é necessariamente problemático em regimes parlamentaristas, mas em países de presidencialismo como os EUA e o Brasil é um sinal de fraqueza. É só ver a forma como lidou com a saída do Afeganistão, como tem lidado com o expansionismo chinês pelo Pacífico e mais recentemente com a crise da Ucrânia, pois apesar das duras sanções iniciais fica-se claro que a estratégia americana passou a ser de uma guerra por procuração onde a sobrevivência dos ucranianos é apenas um detalhe, o que importa é desgastar os russos a qualquer custo.

É inegável que a Rússia está errada em invadir a Ucrânia, mas é arriscado demais essa estratégia de confronto ofensivo contra Putin. A estratégia do Ocidente parece ser deixar a Rússia sem saída e não oferecer uma saída para Moscou é algo arrisco demais para alguém fraco como Biden coordenar.

O FED sobe seus juros enquanto a classe média americana é forçada a pagar a conta de uma mais lambança de Biden.

No Brasil, a saída de Sergio Moro do cenário presidencial beneficiou diretamente o Bolsonaro, o atual cenário favorece e muito o petista, mas não dá para descartar completamente o atual presidente, ele tem a máquina do governo e seu discurso parece ter uma boa aceitação com o brasileiro médio na faixa dos 40-50 anos de idade. Na minha opinião tal como nos EUA em 2020 a eleição de 2022 no Brasil parece caminhar para a escolha entre duas alternativas ruins.


Em abril a carteira registrou uma rentabilidade negativa de -0,99%, o que significa um desempenho acumulado no ano de -1,77% e um resultado histórico de +6,70%.

O mês chegou a começar a animador, mas as coisas começam a decair principalmente depois do feriado de Tiradentes. Se a rentabilidade negativa da carteira é o copo meio vazio, o copo meio cheio é a oportunidade de continuar comprando boas empresas por múltiplos abaixo do que considero o justo, em especial para uma carteira de dividendos de longo prazo é uma época interessante.

Aportes: Ao todo foi aportado R$ 3.749,13 neste mês. Cheguei a pensar em mandar tudo para os EUA na época que o dólar estava abaixo dos R$ 4,70, mas depois com a escala do dólar para R$ 5, decidi que ia deixar por aqui mesmo a grana.

De forma complementar ao aporte decidi fazer uma troca tática com as ações do Bradesco, optei por vender minhas 286 ações de BBDC4 e comprar 350 ações de BBDC3. Lendo sobre a teoria do Bastter de que sócio é ON, cheguei à conclusão de que faz sentido e por isso resolvi fazer essa alteração. No futuro pretendo fazer a mesma troca com outros ativos que tenho PN, talvez mantendo apenas Itaúsa onde não vejo muito sentido.

As compras e seus racionais foram:

Cyrela: pois gostei da prévia operacional e acho que o segmento de alta renda será menos impactado pela alta dos juros.

Itaúsa: deixou de pagar dividendos para investir em si própria, com novas aquisições e um preço que anda de lado considero que estou comprando uma empresa maior e melhor por um preço menor.

Hypera: o setor é muito interessante e estava abandonada na carteira desde a única compra que fiz lá em maio de 2020. A média de dividendos é próxima de 4%, mas vejo as últimas aquisições e resultados como positivos e aderentes a estratégia da minha carteira.

Também decidi mandar o dinheiro para a corretora com alguns dias de antecedência e cadastrar ordens de compra com vigência até o último dia do mês, isso na expectativa de comprar um pouco mais barato e aproveitar de alguma oscilação. As ordens não executadas seriam compradas a mercado de qualquer maneira na virada do mês. Por sorte todas foram executadas, com exceção de Alupar, onde cadastrei errado a data e acabou expirando antes do final do mês e só me dei conta quando o mercado já tinha fechado na sexta-feira. No próximo mês será aportado.


Foram creditados em conta R$ 232,94 neste mês, deixando esse mês como o segundo melhor no ano e aparentemente consolidando a faixa acima de R$ 200 como o novo piso dos dividendos. O resultado representa um crescimento de +70% em comparação a abril do ano passado.

O acumulado de 2022 em dividendos é de R$ 1.157,29, representando uma alta anual de +111,8%.

Ações: Pouco a comentar ao longo do mês. A temporada de resultados acabou de começar e na minha carteira por ora sem grandes destaques. O que vou me limitar a mencionar é que considerei positivas as prévias operacionais de Cyrela e BB Seguridade.

Estou na expectativa pela forma como Taesa e Bradesco vão entregar os resultados trimestrais, espero bons dividendos da primeira e melhora do segundo.

Fundos Imobiliários: Acompanhei de longe a carteira durante o mês, confesso para vocês que estou um pouco decepcionado com o desempenho dos fundos. Olhando os gráficos históricos de cotação e de proventos, parece que eles sempre são cotados por mais ou menos o mesmo valor e pagam mais ou menos o mesmo provento. Onde está a reposição da inflação? Acredito na tese dos fundos imobiliários, mas acho que funcionam melhor se levarmos em conta a capacidade de renda na perpetuidade.

Renda Fixa: Sem nenhuma movimentação na carteira e começo a estudar o que fazer com a LCI que vencerá no final de maio.

Ativos do exterior: O S&P500 tem sofrido bastante, mas a minha carteira tem se saído relativamente bem quando excluímos a variação cambial. A minha aposta em SCHD, SCHP e VNQ é uma aposta em tem historicamente sofrido menos volatilidade nessas épocas turbulentas. Cadê a galerinha das modinhas e de ARKK? Tô fora.

Vida Profissional: Uma outra filial passou por reestruturação neste mês e infelizmente isso envolveu o corte de funcionários. A reestruturação provavelmente envolveria a troca de gerência da minha filial, que não é positivo pois tenho uma relação que considero boa. Na minha unidade não chegou nenhum tipo de aviso, mas estamos na expectativa, a rádio peão só fala disso.

Enquanto assisto essa saga e tento buscar uma posição segura eu recebi um não ‘definitivo’ do RH para transferência lateral, ou seja, minha única saída da filial é via promoção. Um colega me falou de uma vaga com promoção que abriria em uma unidade distante de casa, é uma vaga interessante, mas tem muita gente brigando por ela e na empresa a tendência é optar por alguém da própria unidade.

Por ora é ir vivendo um dia de cada vez e torcer para que no final tudo fique bem. Como sou investidor é bom saber se que o pior acontecer não vou estar ferrado completamente já que tenho um bom patrimônio para me manter e também não tenho financiamento de casa para pagar e nem filhos para sustentar. Agora é triste ver colegas de trabalho que hoje ocupam cargos que são literalmente extintos nesse processo e que não parecem nada preparados financeiramente para o desemprego. Talvez até volte abordando esse raciocínio em um post específico. 

Vida pessoal: Apenas me limitei a sair com meus amigos mais próximos durante o mês. É bom conservar boas amizades. Acho bizarro pessoas que acham que tem 15, 20 amigos, muito provável que na verdade não tenham nenhum. Eu não acho que nenhum adulto consiga ter mais de que três ou quatro amizades de verdade.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.