terça-feira, 13 de abril de 2021

#Curtinhas do Pi

Casamento

A morte do Duque de Edimburgo me colocou a pensar sobre o casamento. O Duque era um homem de sorte, a rainha se apaixonou por ele quando ela tinha 13 anos, sendo o primeiro e único amor da monarca. Um casamento de 73 anos, com muito companheirismo de ambos os lados. Eu sinceramente não sei se é possível encontrarmos casais como Philip e Elizabeth no século XXI.

Sobre o Duque é válido mencionar que ele foi um homem fantástico! Foi um grande militar, incentivador da indústria, cinema (presidente do BAFTA), pesquisa cientifica, proteção ambiental (fundador do WWF), preocupado com o papel da juventude na sociedade (Prêmio Duque de Edimburgo) e dono de um humor tipicamente britânico. Que homem senhoras e senhores,... que homem!

Vacinas


O Daily Mail levantou uma questão sobre a capacidade da vacina chinesa em pedir a pandemia, pelo que eles mostraram na tabela a vacina chinesa tem pouco mais da metade de eficácia em prevenir a doença, muito abaixo de outras vacinas (em especial às norte-americanas), mas consegue 84% de eficácia em evitar os casos graves. Hoje às apostas no Brasil é nela e na britânica, que justamente são às duas não tem uma performance tão empolgante em comparação às americanas.

CPI da COVID?

O que se quer com essa CPI? Sinceramente todo mundo sabe o quanto o Bolsonaro foi ineficaz nessa pandemia de COVID-19, os erros dele já são todos públicos. É uma verdadeira perda de tempo, os senadores deveriam se preocupar em votar projetos para o país.

Orçamento do governo

Falando em votação, que bizarrice estarmos em Abril de 2021 e não ter um orçamento para o governo trabalhar o ano. Esse é o tipo de matéria que na minha opinião deveria ter obrigatoriamente aprovada até 30 de novembro e se não o fosse deveria trancar a pauta do Congresso, onde já se viu começar o ano sem ter um orçamento? O mais engraçado é que a proposta atual do orçamento demorou tanto tempo para ser aprovada e mesmo assim está toda cagada.

Tesouro Pré-Fixado 2026

Acabei de consultar o Tesouro Direto, o título de 2026 tá ofertando 8,88% a.a, o dedo chega a coçar para comprar. A questão é: estamos a caminho de um surto global de inflação?

Reforma trabalhista e desemprego

"O povo precisará escolher entre mais direitos e nenhum emprego, ou menos direitos e mais emprego". Aparentemente o povo preferiu menos direitos para ter emprego, pois bem, até agora vemos mais desempenho e uma esculhambação completa dos trabalhadores de CLT. Que escolha maravilhosa!

Terceira via?

Falta um ano e meio para às eleições presidenciais, se você olhar o cenário das últimas duas eleições presidenciais faltando o mesmo tempo para a abertura das urnas o cenário sempre deu um giro imenso. A questão que fica é: a tal terceira via que todo mundo espera nos salvar do precipício, parece que tem mais gente torcendo por ela do que realmente disposto a votar nela.

Investir no exterior

Estou em dúvida ainda se invisto diretamente pelo exterior em alguma corretora americana, ou se continuo aqui no Brasil e passo a comprar BDR. O investimento no exterior é vantajoso para se proteger de perigosas regulações legais no Brasil ou de uma argentinização do câmbio, mas ao mesmo tempo é só complicar o já complicado IRPF.

Até quando dá para segurar o prejuízo?

A desculpa de ter prejuízo para crescer é válida até o momento em que seca o fluxo de investidores dispostos a aportar na empresa para cobrir os rombos. A pergunta que fica é: quando empresas deficitárias vão começar a dar lucro e tornar seus negócios sustentáveis financeiramente? O papo de CEO falando "damos prejuízo porque queremos" é bizarro, mas parece que só eu acho isso. Engraçado é ver analistas inventando métrica de análise para justificar essas bombas.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Fechamento Março/2021: R$ 200.457,83 (+0,77%)


Eu sei que no mês passado o tema político não agradou à alguns amigos aqui da blogosfera, mas não vejo como ignorar tudo o que aconteceu nesse mês. O país parece que normalizou às mortes! Morrem 2 mil, 3 mil, 3,5 mil pessoas e parece que ninguém mais se importa.

Soma-se a isso o total desgoverno, estamos entregues a própria sorte. Quem devia liderar não lidera, e sinceramente já não sei se é falta de vontade ou inaptidão mental.

Não vou entrar mais profundamente nesse assunto, mas não posso deixar passar em branco, é preciso lembrar os 320 mil mortos.

O mercado financeiro foi generoso comigo esse mês, e contribuiu para encerrar a sequência de duas quedas consecutivas na rentabilidade mensal da carteira, consegue um fechamento com +0,77% de rentabilidade, a melhor parte do mês foi o fantástico marco de R$ 200 mil reais ultrapassado! É um patamar simbólico, mas estou muito contente!

A estratégia de investimento se mantém, continuo acreditando que os ruídos são temporários, ainda assim considero que é preciso manter no radar possíveis turbulências e mudanças de cenário com a retomada da alta dos juros no Brasil e a possível retomada nos EUA.

O mês veio com ótimos resultados em dividendos, foi o melhor mês desse ano e o segundo melhor da história nesse quesito. O total de R$ 174,91 recebidos no mês. O crescimento nos dividendos é parte da estratégia de objetivos desse ano e resolvi aportar preferencialmente em Fundos Imobiliários, pois como são sempre mensais é mais fácil que formem a "base" do recebimento de dividendos e que às ações funcionem como "plus".

Aportes: Foi aportado R$ 3.363,03 nesse mês, eu particularmente considerei um excelente aporte, consegui economizar muito em Março, a pandemia contribuiu muito para isso e o sentimento de insegurança financeira e de emprego contribuem para manter os "cintos" apertados por aqui. O aporte espetacular de fevereiro deve manter o título de o maior do ano e foi apenas um ponto totalmente fora da curva e fruto de rendas não-recorrentes.

O mês foi de aportes para IVVB11 para manter uma exposição na economia americana e em moeda forte, CTPS11 que é o novo membro da carteira de fundo imobiliário, acabei descobrindo esse fundo nos quarenta e cinco do segundo tempo e pelo que andei lendo sobre ele a gestão parece ser boa, soma-se a isso a estabilidade no valor das cotas e o fato de ser um fundo com muita bagagem de mercado e por último ITSA4, que ficou com uma pequena sobra da carteira e comprei 33 ações.

Ações:  Parece que a dona CEMIG vai vender sua participação na TAESA, meu Deus, que raiva de ver essa Taesa subindo de preço, eu queria ela de volta nos R$ 28,00-R$30,00 e agora ela tá lá rondando a barreira dos R$ 40. A Itaúsa minha queridinha também subiu, infelizmente anunciou dividendos bem magrinhos para os próximos meses e já não é mais uma das grandes pagadoras de dividendos no curto prazo, mas eu ainda acho que ela é uma boa aposta, acredito que a estratégia de diversificação e pulverização que a direção da empresa está emplacada em colocar em prática é atrativa para minha estratégia de investimentos.
 
Estou começando a refletir sobre às ações que compõe minha carteira, e hoje estou monitorando duas ações: Via Varejo e Suzano, talvez acabem deixando a carteira no futuro.

Fundos Imobiliários: Os fundos registraram queda de preço nas cotas, mas é uma oportunidade para comprar mais, infelizmente esse mês não comprei mais pois foquei em adicionar o CTPS11 na carteira, mas vou seguir monitorando oportunidades. O que me deixa com o pé atrás é o risco de uma Selic muito alta nos próximos meses e a tributação de dividendos. O KNRI11 despencou durante quase todo o mês e agora no finalzinho resolveu engrenar uma nova alta, aparentemente não encontrei motivos para justificar a queda e nem a alta.

ETF's: Eu continuo apenas com o IVVB11, pensei em comprar algum ETF via BDR ou mesmo abrir uma conta em uma corretora americana, mas acabei não fazendo nada disso. O IVVB11 continua fazendo minha alegria, é um foguetinho o negócio e é importantíssimo para o desempenho da minha carteira.

Renda Fixa: Que maravilha essa alta da SELIC! Com mais da metade da carteira exposta em pós-fixados isso dá uma alegria danada. Eu vi os pré-fixados decolarem nesse mês, mas ainda não tenho uma noção exata de para onde vai nossa curva de juros, por enquanto resolvi esperar e ver se o cenário de 6% a.a em 2022 e 2023 se confirma ou se a curva vai subir um pouco mais, se eu encontra-se o IPCA+ com vencimento em 2026 na faixa dos +4% eu provavelmente compraria.

Vida profissional: Foi um mês muito desgastante, no final fica aquela sensação de nadar, nadar e não sair do lugar. Estou na expectativa do pós-pandemia para entender o cenário que vai se desenhar, quero saber se tenho perspectivas de crescimento profissional, mas com a pandemia nada disso é possível, por mais que surjam oportunidades, eu não tenho interesse de me candidatar aos processos, primeiro por não confiar na minha capacidade para muitas das vagas e segundo pela insegurança que a pandemia tem causado. 

Vida pessoal: Com a pandemia a todo vapor eu não tenho novidades.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

domingo, 14 de março de 2021

Índia, o verdadeiro "país do futuro"?

Já tratei aqui no blog do que considero ser minhas limitações na hora de investir fora do Brasil, dentre os principais fatores que postergam esse investimento no exterior é a falta de conhecimento sobre o dinamismo da economia de cada país, sobre o mercado consumidor e sobre como cada empresa está inserida dentro de uma economia que não conheço. Diante disso considero que o meu foco nesse tipo de investimento devem ser os ETF’s e não à escolha de ativos individuais.

Nessa disputa por encontrar ETF’s adequados me deparei com uma classe bem interessante: os ETF’s de países. Hoje o que trago aqui é alguns dados que encontrei pesquisando sobre a Índia

Vamos dar uma olhada na performance do MSCI India Index, um dos mais interessantes indicadores sobre o mercado acionário indiano.

O MSCI INDIA se valorizou em +18,6% em 2020, um pouco a baixo do índice dos "Mercados Emergentes" e do "BRIC". Agora dê olha olhada no desempenho do MSCI India em alguns intervalos de tempo:


Nesse ano de 2021, o índice tem um desempenho pior do que o BRIC e o Mercados Emergentes. Quando levamos a comparação do retorno bruto anualizado, vemos que o fundo desempenhou praticamente em linha com os outros dois índices nos últimos 3 anos, enquanto apresentou um desempenho pior nos últimos cinco anos, já no horizonte de 10 anos a performance foi praticamente em linha com os outros dois índices, com uma pequena vantagem para o MSCI INDIA.

Deixando o passado de lado e olhando para o futuro, vamos dar uma olhada em algumas projeções sobre o país.

O PIB do país foi de US$ 2,6 trilhões de 2019 e deve alcançar US$ 9 trilhões em 2030, caso o melhor dos cenários seja confirmado (ou seja, com o efeito positivo das reformas que o governo indiano tem promovido nos últimos anos) o que o colocaria como a 3ª maior economia do mundo e com clara expectativa de que o país ultrapasse os EUA até 2050 e se torne a 2ª maior economia do mundo, já no cenário mediano a economia pode alcançar algo próximo a US$ 6,0-US$6,5 trilhões em 10 anos. Alguns brasileiros podem ser céticos sobre criar expectativas para a economia de um país com base em reformas, pois bem, a Índia ao contrário do Brasil não é um país onde apenas se promete reformas, o país realmente tem entregados reformas importantes nos últimos anos com especial para a reforma do setor bancário e do setor agrícola (recente causador de amplos protestos no país).

A população da Índia de 1,3 bilhões de pessoas em 2020 deve crescer UM BRASIL nos próximos dez anos e alcançar 1,5 bilhões de pessoas. A Índia é um dos países com população mais jovem do mundo, o que coloca debates sobre assistência social para idosos fora do centro do debate político e do orçamento público.

O rápido crescimento econômico da Índia deve ser maior do que o crescimento da população, o que implica claramente no crescimento do PIB per capita do país, o que fortalece o crescimento do mercado consumidor indiano, tornando o país atrativo para grandes redes de varejo de olho em uma classe média em forte expansão e esse volume de crescimento é praticamente único no mundo.

O setor imobiliário deve ser um dos principais protagonistas da economia indiana, a expectativa é que o percentual de indianos vivendo nas cidades cresça de 33% para 38% da população, o que vai causar uma demanda imensa de construção civil no país.

Alguns outros setores da economia indiana também são destaques internacionais, em especial o setor de tecnologia, pois na Índia encontra-se um dos mais pujantes e inovadores setores tecnológicos do mundo. A expectativa é que em 2025 a economia digital represente 18%-23% do PIB, de acordo com o CBRE.

Entretanto, a Índia também enfrenta problemas...

O país é um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas, em especial a forte concentração da população na região do Ganges que é também uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas. O país é superpovoado, e muito limitado em recursos naturais.

A Índia também é formada por muitos grupos étnicos-religiosos, para quem acha que diversidade é uma marca do Brasil é porque nunca parou para olhar a Índia. O problema é que a relação entre esses grupos étnicos-religiosos nem sempre é pacífica, existe muita tensão no país, em especial entre hindus e mulçumanos.

O sistema de castas indianos é também um outro problema, o governo tem tentando tomar medidas para combater esse sistema que ainda é enraizado no interior da Índia e dificulta a mobilidade social.

Do ponto de vista internacional a Índia se situa no Sul da Ásia e é um ator importante regionalmente, entretanto em questões importantes de rivalidade com alguns vizinhos: a China, com quem possui disputas territoriais e com quem disputa a influência sobre o Sudeste da Ásia e o Paquistão, com quem historicamente tem um relacionamento tenso e envolve uma delicada disputa sobre a Caxemira.

Confesso que ainda não tomei uma decisão se vou investir em ETF's de países, mas para tomar essa decisão é importante estudar sobre essas economias e por isso resolvi começar a pesquisar sobre alguns países e verificar como está a perspectiva para os próximos anos. Quando eu tomar uma decisão eu vou contar para vocês aqui no blog. 

E aí galera, alguém investe em ETF's de países ou já pensou a investir? Qual a opinião de vocês sobre isso?

E sobre a Índia?

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O Objetivo desse post é retratar a minha visão pessoal sobre o assunto, não é uma recomendação de investimento e antes da tomada de qualquer decisão é importante que o investidor busque estudar profundamente qualquer estratégia, verificar os ricos e se ela faz sentido para o seu perfil de investidor. Caso deseje recomendação de investimento procure especialistas no assunto.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Fechamento Fevereiro/2021: R$ 195.559,03 (-0,35%)

 


É engraçado como o "mercado" ficou surpreso com às ações do Bolsonaro na Petrobras e outras estatais, parece que todo mundo foi pego de surpresa ao descobrir que temos um presidente nacionalista e populista. Eu não fiquei nenhum pouco surpreso com as notícias, pelo contrário, sempre esperei que isso fosse acontecer, o Bolsonaro é um populista, tal como a ex-presidente Dilma.  A preocupação dele é com o que o povo vai pensar ou deixar de pensar dele, ele não tem agenda econômica (e nunca escondeu isso, pelo contrário, sempre sentiu orgulho), sempre vai para onde acha que consegue se manter popular.
A agenda de Bolsonaro é guiada pelo anti-PT, isso é uma das poucas coisas sinceras que vejo vindo dele, a pandemia é algo que alguém (provavelmente uma corrente de Whatsapp) colocou na cabeça dele que é um "instrumento de esquerda" e por isso ele se opõe às medidas de restrição de circulação. Com a pandemia retrocedendo no mundo inteiro, nós seguimos estáveis no topo da curva que já se tornou um platô.  
Sobre o debate de reformas, alguém já parou para perceber que não se fala mais em cortar custos para economizar dinheiro no Orçamento? O debate agora só gira entorno de fazer reformas para cortar custos de um lado, e abrir linhas de gastos do outro lado. Faz sentido reformar? 
No fundo o governo Bolsonaro vai se transformando em mais um governo populista brasileiro, um país que amou, ama e continuará a amar o populismo, e convenha-se digníssimos leitores que entre o populismo de esquerda e o de direita existe uma linha muito tênue. 

Vamos ao fechamento do mês


É, confesso que mesmo na filosofia "Buy and Hold" quando você assiste seu patrimônio cair por dois meses consecutivos você fica chateado. A estratégia de investimentos da carteira continua a mesma, não considero que a queda nesses dois meses significou nenhuma mudança estrutural para a economia nacional ou global, eu sigo firme acreditando é que apenas fruto de ruídos do mercado.

Acompanhamento de Dividendos


Em fevereiro recebi menos dividendos de ações, por outro lado os proventos de Fundos Imobiliários que são mais fáceis de manter uma constância mensal subiram, é resultado dos novos aportes em FIIs. O total do mês foi de R$ 96,99.

Aportes: O total do mês foi de R$ 10.821,37. Eu falei que voltaria para o jogo e finalmente consegui voltar, é claro, esse aporte extremamente gordo é fruto de um mês onde gastei pouco, somado com o recebimento do bônus do segundo semestre do ano passado e o fato de eu ter pago impostos à vista.
Entretanto o calendário da entrada desses recursos não foi dos mais favoráveis, recebi o salário e o bônus na primeira semana do mês, e comecei a aportar antes da queda do mercado, eu pensei em distribuir ao longo das semanas, mas me deu na telha de comprar tudo de uma vez e no final das contas acabei entrando no topo do mês.
Os aportes do mês incluíram um misto majoritário entre Fundos Imobiliários, como novos aportes em MXRF11, GGRC11 e VINO11. Também aportei em IVVB11 para garantir minha exposição ao S&P500 e me proteger das oscilações da economia brasileira. No campo de ações adicionei aportes extras de EGIE3 (Engie Brasil) e CYRE3 (Cyrela), além disso, coloquei uma nova ação na carteira RAIL3 (Rumo Logística). 
A escolha da Rumo foi motivada pela minha crença de ser uma empresa descontada, onde gostei dos fundamentos e uma ótima área de atuação que é o setor de transporte ferroviário, com uma presença capaz de capturar o pujante mercado de exportação do agronegócio. 

Ações: Infelizmente o mês foi cheio de más notícias para várias ações. A Sanepar está sofrendo com intervenções do governo do Paraná, a BB Seguridade sofre com a ameaça de intervenção no BB pelo governo federal, e a AES Brasil entregou um resultado abaixo do esperado. Os destaques positivos ficam por conta de Bradesco, com um desempenho muito acima do esperado e da Gerdau que também surpreendeu.

Fundos Imobiliários: Estou tentando diversificar a carteira, pois constatei que estava muito concentrada em alguns fundos específicos e que o peso do 'tijolo' na carteira estava abaixo do que eu gostaria. Acabei optando por investir em Lajes Corporativas e Shopping Center para aumentar essa diversificação. 

ETF's: Continuo com IVVB11 na carteira e aportei ainda mais nele, não vou ser redundante aqui em falar do quanto gosto dsse ativo. Sem novidades em ETFs.

Renda Fixa: Os títulos pré-fixados estão subindo, entretanto não animei de comprar nenhum deles, o risco inflacionário está no meu radar e a ideia seria comprar um IPCA+, fui dar uma olhada neles e não gostei das taxas. Acabei não aportando em RF, mas acredito que vou precisar aportar em alguma coisa, pois sinto que estou chegando próximo do limite de RV que acho confortável na minha carteira.

Vida Profissional: Foi um mês bem estressante no trabalho, infelizmente mais algumas pessoas foram desligadas. A cobrança continua intensa. Às vezes me questiono se estou no lugar certo, mas olho para fora e vejo que o mercado de trabalho está todo destruído e que o problema se tornou generalizado no país.

Vida Pessoal: Sem novidades para comentar. Eu acabei saindo bem pouco nesse mês, o importante é sair para passar seu tempo com gente que você goste, já passei da fase de tolerar gente que não gosto. 
Já baixei o App do IRPF2021, estou começando a montar a declaração e com uma carteira diversificada com duas dezenas de fundos/ações é um trabalho demorado a declaração, soma-se a isso que cada informe segue um padrão diferente o que pode induzir a erros de preenchimento, essas coisas deviam ser padronizadas.

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AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O diploma de faculdade no Brasil

            O colega O Mago Economista, levantou a bola para um excelente tópico alguns dias atrás, a educação superior no Brasil e quero aqui deixar registrado que também enxergo esse problema.

 Sou nascido na geração dos millenials, cresci acreditando que a faculdade era um divisor de águas na vida de uma pessoa. O meu sonho sempre foi fazer uma graduação, pois ela me daria uma profissão boa, um bom emprego, um bom salário de classe média e uma vida próspera e tranquila.

        A minha infância e adolescência foi vivida nos tempos áureos do governo Lula e o começo do governo Dilma, você meu amigo, pode discordar sobre o método usado para sustentar aquele boom econômico, mas nunca poderá discordar que havia um sentimento generalizado de que vivíamos a era do “país do futuro”.

Tratando-se de Brasil às coisas não eram o mar-de-rosas que pareciam, o boom econômico foi acompanhado de um boom de faculdades pelo país. Com a economia decolando era necessário cada vez mais “mão-de-obra qualificada”, o problema é que a explosão de vagas no ensino superior só conseguiria refletir em qualidade e prosperidade de vida para os formandos se a economia conseguisse se manter com um crescimento chinês, o que não aconteceu.

O Brasil mergulhou nos seus próprios problemas a partir de meados de 2013, naquele ano às Jornadas de Junho, mostraram que apesar do otimismo, esse ainda era o país do corporativismo. A economia murchou rapidamente, o governo tentava artificialmente sustentar o boom com estímulos, mas já não era como antes.

Enquanto isso às graduações continuavam a entregar safras cada vez maiores de alunos, todo governante gosta de bater no peito que está investindo em educação e o diploma universitário sempre foi respeito pelos brasileiros. O problema é que o mercado foi inundado de profissionais até o ponto de saturação.

O que sobra hoje? Milhões de brasileiros com diploma superior que não conseguem trabalhar na área, quando conseguem são para eternos programas de estágio ou fazendo simples bicos, que se colocados na ponta do lápis não valem o custo financeiro e de tempo que tiveram.

Hoje se você excluir Medicina, quase todos os cursos não oferecem boas perspectivas de emprego para os recém-formados. É óbvio que um estudante formado em meia dúzia de universidades brasileiras e em meia dúzia de cursos ainda tem boas possibilidades, entretanto a cada dia até mesmo eles já veem um cenário mais complicado.

É só ver a quantidade de motorista de app com ensino superior, aqui não quero criticar quem é motorista de aplicativo, é uma profissão digna como todas as outras, mas se você parar para perguntar o que levou o cara a optar por esse caminho, muitos vão dizer que foi a falta oportunidades na sua área de formação. E ainda precisamos dar graças a Deus, pois muitos e muitos brasileiros com diploma estão desempregados e sem perspectiva alguma.

Enquanto isso o governo segue estimulando o sonho do diploma, e cada vez mais explodem as vagas, em especial aquelas do EAD. Ninguém está preocupado com esse desperdício de capital humano, na verdade todo mundo fecha os olhos para o problema e segue o jogo.

Não estou defendendo o fim do acesso a graduação para criar uma elitização da sociedade e negar o direito das pessoas de ter acesso ao ensino, mas acho que já passou do momento de alguém em Brasília parar e pensar sobre o que está sendo feito, e quantos jovens brasileiros estão desperdiçando seu tempo na esperança de um futuro de sucesso, quando saem da faculdade direto para o abismo do desemprego.

O mais curioso é que o jovem ainda tem que tirar o diploma de faculdade, pois é, mesmo que ele hoje não valha nada, a superoferta garante que qualquer vaga de emprego exija um diploma, mesmo que não faça diferença prática nenhuma para exercer a função. E lá se vão os jovens, na eterna corrida pelo diploma, que ao mesmo tempo em que não vale nada, acaba valendo tudo.

É vergonhoso que ninguém em Brasília pareça se importar com a geração de brasileiros que está sendo desperdiçada e isso tudo na última fase da nossa janela demográfica, tudo por incompetência e corporativismo! 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Fechamento Janeiro/2021: R$ 185.424,77 (-0,37%)


O ano começou com bastante agito no mundo político e econômico, muita coisa acontecendo e isso torna difícil escolher qual a notícia para ilustrar o mês de janeiro, entretanto o compromisso é sempre escolher algum fato e por isso decidi pela "Bolha do GameStop" (NYSE:GME).

Eu não quero supervalorizar esse movimento da GME, na minha estratégia de investimentos esse tipo de acontecimento tem zero impacto, entretanto acho que é apenas um sintoma do momento que vivemos na economia global, todo mundo olha para a GME, mas será que existe apenas essa ação com preço formado por especulação irracional? Será que algumas grandes empresas de tecnologia, algumas startups e até empresas de outros "setores comuns" não estão com o preço inflacionado por pura especulação? 

Eu confesso amigos da blogosfera que não consigo comprar  empresas com múltiplos estratosféricos,  já escrevi aqui antes que acho incrível a criatividade em criar "indicadores de desempenho" de alguns especialistas por aí, só para justificar suas teses de investimentos em empresas que só sugam caixas e mostram problemas crônicos em gerar rentabilidade e lucro. 

Eu ainda aposto que daqui não muito tempo o mercado vai corrigir essas bolhas, na verdade eu vejo que o nervosismo com a GME pode ser um sinal de que tem pesos pesados que já estão percebendo o risco de estouro de bolha, e espero que o estouro quando acontecer seja da forma menos indolor possível para o conjunto do mercado.

Vamos ao fechamento do mês...


Depois de três meses de alta, chegou a correção. O mercado finalmente deu uma folga no rali que começou na eleição americana e durou até a primeira quinzena desse mês.

A carteira registrou uma queda de -0,37% em janeiro. E agora vou lançar um acompanhamento mensal de proventos/dividendos/JCPs recebidos:


Dividendos: Recebi R$ 138,09 em janeiro, é muito bacana ver a enorme evolução em pouco mais de um ano em investimentos em RV, no mesmo mês do ano passado eu tinha recebido apenas R$ 9,94. 

Aportes: O total do mês foi de R$ 1.137,12, ainda que possa parecer menos do que estou acostumado a aportar em outros meses, fiquem tranquilos não aconteceu nenhuma oscilação significativa nos meus custos de vida, na verdade nos últimos meses do ano preferi guardar dinheiro no Fundo de Gastos Pessoais, e janeiro sempre é um mês que aporto pouco por conta de gastos não-recorrentes em outros meses.

A estratégia de aportes do mês foi focada em Fundos Imobiliários, com a adição na carteira de VINO11 (Lajes Corporativas, setor novo), MALL11 (Shopping, setor novo) e GGRC11 (Logística), a escolha dos fundos foi para diversificar os setores e para aproveitar o bom DY que estão entregando, além disso, reconheci que minha carteira estava muito exposta em fundos de papel e híbridos. Também comprei um pouco de BBSE3, pois deve pagar dividendos em breve e é uma empresa de um setor que acho interessante e SAPR4, pois está passando por um período de baixa por conta do Paraná ter moderado o reajuste da tarifa, entretanto acredito que é uma boa empresa para o médio-longo prazo.

Ações: Nenhuma empresa da carteira me chamou a atenção durante o mês, na verdade a expectativa é pelos resultados que começam a chegar agora em fevereiro, estou ansioso por uma boa performance de todas as empresas e acima de tudo, para que anunciem gordos dividendos.

Fundos Imobiliários: Nenhum destaque interessante na carteira, o que percebi era a forte dependência na carteira de fundos de papel e híbridos e por isso decidi pela diversificação, fiquei tentado a comprar RBVA11, mas estudei um pouco mais sobre o fundo e decidi que ainda tenho muitas incógnitas pendentes de serem resolvidas sobre ele e por isso ficou de fora do aporte.

ETF's: Continuo apenas com IVVB11, que foi um dos poucos ativos da carteira que valorizou nesse mês.  Estou começando a pesquisar mais a fundo sobre ETFs no exterior, pois pretendo começar a investir nos próximos meses diretamente pelos EUA. Uma das coisas mais legais que encontrei foram o índices teóricos da MSCI, tem muita coisa interessante, o problema é que muitos índices são apenas teóricos e não encontrei ETF's que os acompanhem na prática. Parece que o mercado americano de ETF's não é tão grande quanto eu imaginava hahahaha.

Renda Fixa: Nada de interessante acontecendo, o Copom parece que vai subir os juros um pouco mais cedo, como um bom órfão da renda fixa eu fico animado com a notícia.

Vida Profissional: No trabalho tudo segue na mesma, tem sido estressante na verdade, por enquanto as notícias sobre novas rodadas de demissões desapareceram, espero que continue assim.

Vida Pessoal: Nada de relevante.

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AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

domingo, 17 de janeiro de 2021

2021: Ano novo, velhos problemas + Metas 2021

O novo ano já começa com os velhos problemas de 2020, a pandemia segue intensa, com gente morrendo aos montes e muito mais infectados do que antes, o que vejo aqui no interior é recordes e recordes de infectados, isso mostra que ninguém e nenhum lugar está a salvo da pandemia.

O governo continua perdido e falando nada com nada, o negacionismo da vacina é impressionante, o mais curioso é a quantidade de pessoas que questionam a segurança das vacinas, e que ao mesmo tempo apoiam o uso de medicamentos que não tem nenhum estudo sério respaldando, e que apoiam apenas com base em ‘especialistas de Facebook’ que normalmente tiram suas teorias de dentro da bunda.

Se o governo não fala nada com nada, o Congresso por outro lado continua fazendo nada. Faz meses que a produtividade que nunca foi das melhores caiu para quase zero, o que tivemos de relevante aprovado em 2020? O Marco do Saneamento é provavelmente o grande destaque e convenhamos não deveria ser dele o título apesar da relevância setorial, o mais incrível é que tudo parece estar parado por conta de “egos”.

A economia mostra sinais de cansaço com o fim do auxílio emergencial, vários setores já estão sentindo uma pesada desaceleração, o desemprego em 14% segue com viés de alta, a SELIC artificialmente mantida baixa para estimular a economia já perdeu faz muito tempo o seu poder de estimular a economia e agora só resta o crescimento do seu maior efeito colateral (inflação), o dólar nas alturas é a faca de dois gumes, de um lado favorece a exportação, do outro lado dificulta a importação de equipamentos para a indústria brasileira que é dependente de outros países e atrasada tecnologicamente.

Lá fora os EUA já vivem clima de fim de festa com o Trump mostrando que não sabe perder uma eleição, o grande problema de Trump é que seu governo radicalizado gerou um governo sucessor com igualmente potencial de radicalização, foi o antagonismo que alimentou o surgimento de uma linha mais a esquerda nos Democratas e que certamente vai pressionar o governo Biden. O Brexit finalmente aconteceu, mas sinceramente o Reino Unido já não é um protagonista da economia global faz muito tempo, o máximo que vai conseguir é continuar sendo um coadjuvante por mais uma ou duas temporadas. O discurso ambientalista de Macron parece ser sustentado apenas no interesse de garantir a perda de espaço do agronegócio brasileiro para garantir espaço para o agronegócio francês na Europa.

É difícil ficar animado com todo esse cenário, a única escolha é arregaçar às mangas e ir atrás daquilo que depende de nós mesmos e é por isso que mais uma vez faço minhas metas anuais, é nelas que vou guiar o meu novo ano.

METAS DE 2021

  • Patrimônio de R$ 220.000,00 em 31 de dezembro de 2021.
  • Aporte de R$ 28.176,50 ao longo do ano.
  • Recebimento de R$ 2.000,00 em dividendos.
  • Rentabilidade anual de +5,0% no patrimônio.
  • Melhorar meu desempenho e desenvolvimento no trabalho.
  • Encerrar o ano com peso abaixo de 78kg.
  • Fazer uma bateria de exames básicos de saúde.

Encerro deixando para vocês uma pequeno diálogo retirado de um livro clássico:

Alice perguntou: Gato Cheshire... pode me dizer qual o caminho que eu devo tomar?
Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato. 
Eu não sei para onde ir! – disse Alice. 
Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.

 Alice no País das Maravilhas (1865)

 

Esse blog não tem a intenção de recomendar investimentos para ninguém. Trata-se apenas um blog pessoal, o objetivo é relatar minha opinião pessoal sobre o tema de investimentos e outros assuntos. NENHUMA postagem ou comentário neste blog deve ser levada em consideração na tomada de investimentos por ninguém. Caso deseje orientação sobre investimentos recomendo que procure assessoria especializada no assunto.