domingo, 1 de agosto de 2021

Fechamento Julho/2021: R$ 213.828,58 (+1,09%)

 
Depois de mais uma ideia absurda do Paulo Guedes para "resolver" os problemas do nosso país, parece que a proposta evoluiu com a pressão do lobby dentro do Congresso e os fundos imobiliários vão manter a isenção, é cedo para comemorar e se tratando de Brasil devemos aguardar até o final da tramitação.

Apesar disso tudo é preciso reconhecer que essa proposta continua escancarando dois problemas históricos do nosso país: primeiro, a necessidade de proteger os privilégios de parte da sociedade (O assalariado de R$ 3 mil paga IR, mas é um absurdo cobrar do empresário que ganha R$ 20 mil) e segundo, a sanha gastadora de nossos governantes (planejam cortar impostos e abrir um buraco de pelo menos R$ 20 bilhões e que aparentemente ninguém está preocupado em tampar). Espero que todos já tenham percebido que seja de esquerda ou de direita sempre que parece sobrar um espaço nas contas públicas o destino é sempre para mais gastos e subsídios (e sempre o mais ineficiente possível), a dívida e o déficit que lutem por si.

Enquanto o Legislativo segue mostrando suas deficiências matemáticas, do outro lado da Praça dos Três Poderes parece que estão querendo organizar uma rolê com temática dos anos 60, mas não se preocupe esse é tipo de evento onde só participa se tiver o nome na lista e você leitor não está nela.


Depois de amargar dois meses consecutivos de rentabilidade negativa a carteira finalmente voltou para o terreno positivo. A valorização de +1,09% é comemorável, mas quando olhamos para o acumulado do ano com alta de apenas +0,57% não existem muitos motivos para celebrar, ainda mais considerando que no mesmo período do ano passado o acumulado era de +2,31%.



Os dividendos vieram acima do que eu esperava, com um total de R$ 197,85 recebidos ao longo do mês. A carteira de fundos imobiliários foi responsável por 2/3 desse montante. A surpresa positiva nos dividendos ficou por conta de BBDC que entregou dividendos que eu não esperava quando o mês começou.

Aportes: Conforme o esperado foi um mês muito magro de aportes, fruto de gastos previstos (abaixo do esperado) e imprevistos (acima do esperado), entretanto considero que o simples fato de ter aportado é motivo para comemorar, pois o mês de Julho não tinha previsão de aportes quando elaborei o planejamento do ano.
Investi apenas R$ 1,1 mil e foi tudo para Fundos Imobiliários. Optei por MALL11 (apostando na reabertura da economia e na volta da ocupação dos espaços vazios em shoppings no médio-prazo) e MXRF11 (escolhi por ter um bom yield e por ser tão baratinho que era o único destino possível para as sobras).

Ações: No mês passado falei que Bradesco estava chamando minhas atenções por conta da minha estratégia pós-tributação de dividendos, mas preferi aguardar mais um pouco na expectativa de entender melhor como o Open Finance vai impactar as atividades do banco, vou ficar de olho no resultado do 2º trimestre do bancão, a linha que me chama mais atenção é a de redução de despesas o banco deu uma bela remodelada na estrutura física.
Vou ficar de olho em Via (VVAR3) a empresa não tem me agradado e nem apresentado performance interessante, estou querendo adquirir novos ativos, mas sinto que tenho que manter a quantidade de ativos sob controle e penso em substituir ela por alguma outra posição mais agradável.

Fundos Imobiliários: Uma boa recuperação para a galerinha como um todo. Andei pesquisando um pouco mais a fundo sobre a gestão dos meus fundos e descobri que a galera não está nada contente com a qualidade de RBFF11 (Rio Bravo) e existem alguns asteriscos em VINO11 (Alto % de aluguel para a própria gestora). A diferença aqui nos FIIs é que quero melhorar a qualidade da carteira, mas sinto dificuldade em encontrar bons ativos no setor, ultimamente fiquei com a impressão de que o foco é simplesmente fazer emissão encima de emissão para aumentar o PL e a receita com taxa de administração. 

ETFs: O IVVB11 subiu (o que ajudou muito na boa performance da carteira) fruto do otimismo na economia americana. O HASH11 também resolveu subir com força na segunda quinzena do mês, entretanto não me empolga para uma nova aplicação, imagino que depois de VVAR3 é um possível alvo para cair fora da carteira.

Renda Fixa: A Selic subindo ajuda minha LCI  e meus pós-fixados. Aqui o ambiente é tranquilo e está no piloto automático. Imagino que TD possa ocupar uma posição mais central nos aportes da minha carteira em 2022 quando a turbulência oferecer janelas de oportunidade.

Vida profissional: Cobrança muito intensa no trabalho, com algumas demissões acontecendo. Estou mais reflexivo com minhas perspectivas e planos na empresa, vamos ver como o cenário se molda nos próximos meses.

Vida pessoal: Eu sai com colegas algumas vezes durante o mês, com a doença diminuindo a galera está ficando mais solta e por aqui quase ninguém ainda leva realmente a sério os protocolos sanitários. A vacinação por faixa etária avança na minha cidade, mas infelizmente sou praticamente um dos últimos que vai receber a vacina.

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AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.



domingo, 25 de julho de 2021

As Olimpíadas afetam a bolsa de valores?

 

Vamos deixar um pouco de lado os sérios problemas da nossa economia para se render ao maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos! Eu sei que você provavelmente vai gostar mais de assistir a Copa do Mundo FIFA, e apesar do futebol ser o esporte mais popular do mundo, claro, fruto da imensa popularidade do esporte no Brasil e do desempenho olímpico pouco empolgante do Brasil, pois afinal, como diz aquela velha frase: "Brasileiro não gosta de esporte; gosta de ver brasileiro ganhando!".

Em relação ao mercado de ações vários estudos já foram feitos sobre a relação entre as Olímpiadas e o desempenho das bolsas de valores. De acordo com esses estudos na média dos jogos pós-guerra, nas duas semanas anteriores o S&P500 recuou -0,2% ao dia da abertura, durante a realização dos jogos ele subiu em média +1% e nas duas semanas seguintes ao dia do encerramento recuou em média -0,3%.

Em 2021, fui buscar como o S&P500 se comportou e olha que interessante: entre 9 de julho e 22 de julho (nos pregões de duas semanas anteriores a abertura) o índice acumulou um recuo de -0,05% e o Down Jones apresenta recuou de -0,1% nesse intervalo de tempo. Curiosamente, na sexta-feira (o dia da cerimônia de abertura e por consequência o primeiro dia onde o mercado funcionou após a abertura dos Jogos Olímpicos, o S&P500 subiu +1,01% e o Down Jones +0,68%).

Legal! Já vimos um estudo interessante sobre os índices norte-americanos. Vamos ver como se comporta a bolsa de valores dos países que recebem as Olímpiadas?

Em 7 das últimas 8 Olímpiadas de verão, o país-sede viu seu principal índice de ações subirem no ano seguinte a realização, a única exceção foi o índice australiano que não apresentou esse comportamento após Sydney-2000, de acordo com Shoji Hirakawa, estrategista-chefe da Tokai Tokyo Research Institute. 

Já o atual país sede apresentou um padrão interessante, uma correlação entre o forte desempenho japonês nas Olimpíadas anteriores e os ganhos do mercado de ações. A média das ações do Nikkei aumentou durante todas as cinco Olimpíadas desde 1968, onde o Japão ganhou 10 ou mais medalhas de ouro, disse Akiyoshi Takumori, economista-chefe da Sumitomo Mitsui DS Asset Managem.

Já um outro estudo publicado na Science Daily, mostrou um padrão entre o volume de negócios no mercado acionário vs. a quantidade de medalhas de ouro conquistadas. Por exemplo, para cada medalha de ouro conquistada pelos EUA, o volume de negócios nas empresas S&P 500 é quase 3% menor no dia seguinte. Para Alemanha e Coreia do Sul, essa queda é ainda maior, de 6,7% e 7,3%, respectivamente. Os volumes de negócios também são significativamente menores para empresas patrocinadoras após o sucesso olímpico no país em que estão sediadas. 

Os autores Raphael Markellos, professor de finanças da Norwich Business School da UEA, e a Dra. Jessica Wang, conferencista sênior da Nottingham Business School da NTU, examinaram se o impacto dos Jogos e das medalhas de ouro no mercado de ações se deve a uma mudança no humor dos investidores ou distração de sua atenção.

Um dos motivos apresentados para sediar os Jogos Olímpicos é que eles trazem benefícios para o bem-estar, a sensação de bem-estar ou a felicidade da população. No entanto, os resultados do estudo, publicados no The European Journal of Finance , não confirmam isso, uma vez que não encontram uma ligação significativa entre o sucesso nos Jogos Olímpicos e o sentimento entre os investidores. Os autores concluem que os Jogos afetam a atenção dos investidores ao invés de seu humor.

Os resultados são baseados na análise de um novo conjunto de dados de medalhas em quatro Jogos Olímpicos de Verão (Sydney / 2000, Atenas / 2004, Pequim / 2008, Londres / 2012) para oito grandes economias (EUA, Reino Unido, França, Austrália, Holanda, Alemanha, Coréia do Sul, Japão) e cinco firmas patrocinadoras multinacionais (Coca Cola, McDonald's, Panasonic, Visa, Samsung).

O professor Markellos disse: "A ideia central subjacente ao nosso estudo não é nova. Desde os tempos romanos, usamos a frase panem et circenses - pão e circo - para descrever como os jogos públicos e outros espetáculos de massa podem desviar a atenção. A ideia ainda é muito popular, como exemplificado por Jogos Vorazes, a popular trilogia e série de filmes.

"Nossos resultados apoiam as evidências da pesquisa dos Jogos de Londres 2012, sugerindo que cerca de uma em cada quatro pessoas relataram que provavelmente assistiriam ou ouviriam a cobertura dos eventos no trabalho. Também sabemos que a audiência da TV no Reino Unido durante os Jogos aumentou em quase 15 %

“Não estamos dizendo em nosso estudo que o sentimento ou humor do investidor não seja importante em esportes ou outros grandes eventos. No entanto, a atenção é o gargalo, um pré-requisito para mudanças no humor dos investidores, o que por si só é uma condição necessária, mas não suficiente para impacto financeiro. Se os investidores forem distraídos por uma perda esportiva, por exemplo, o declínio em seu humor pode não chegar ao mercado de ações. "

O Dr. Wang acrescentou: "Os padrões do mercado de ações que detectamos são exploráveis ​​por meio de uma estratégia de negociação de volatilidade baseada em medalhas olímpicas. Mostramos em nosso estudo que tal estratégia produz lucros superiores em comparação com os de uma abordagem passiva. Outros eventos não econômicos significativos relacionados para esportes, mas também para clima, meio ambiente e feriados também podem esconder oportunidades para investidores. "

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Não recomendo que ninguém leve isso em conta na hora de investir, mas achei que foram dados interessantes sobre a relação das Olimpíadas e o mercado acionário, algo que parece sempre muito distante e que guarda no mínimo algumas coincidências. 
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FONTES:
@datatistic
University of East Anglia. "How Olympic Games affect the stock market." ScienceDaily. ScienceDaily, 16 January 2018.
Asia, Nikkei - "Pandemic-year Olympics to test legend of stock market gold".

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Fechamento Junho/2021: R$ 210.470,73 (-0,54%)

 

A GAP uma das principais varejistas de moda do mundo anunciou hoje que vai fechar todas às suas lojas no Reino Unido, e pretende expandir esse fechamento para outros países europeus nos próximos meses. A empresa pretende fechar outras 200 lojas em shoppings nos EUA nos próximos trimestres.

O que quero refletir nesse fechamento é sobre uma retomada em 'K' da economia, enquanto o PIB parece decolar nesse ano, o mercado financeiro e às empresas comemoram altos lucros essa melhora não está chegando na ponta. O Reino Unido que está três meses na nossa frente na pandemia, continua com dificuldades na geração de emprego. 

A perda de emprego parece ser permanente em vários setores, a digitalização em massa de serviços e do comércio tem sido boa para os empregadores e ruim para os empregados, é claro, não dá para defender que tudo fique fora da internet para proteger os empregos, mas é curioso que a abertura de vagas na "nova economia digital" não tem conseguido acompanhar o fechamento de vagas na "velha economia", como aconteceu na época da Revolução Industrial. 

Todos os países tem que priorizar o emprego, quando a população está empregada, você reduz a violência, melhora o consumo, reduz os gastos com saúde (através  dos planos privados) fora os ganhos tem ganhos em produtividade e saúde mental de manter uma mão-de-obra ocupada. O Brasil em especial tem um problema crônico de desemprego faz vários anos, seja com Dilma, Temer ou Bolsonaro ele parece que chegou para ficar e nada parece ser capaz de mudar esse cenário. 

Vamos ao fechamento do mês:

Infelizmente estamos na metade do ano e estou no negativo, teria sido melhor colocar o dinheiro na poupança hahaha'. A rentabilidade é -0,54% no mês, a pior do ANO e a segunda pior desde o começo dos registros. Na rentabilidade acumulada do ano estou -0,52% no negativo, em 2020 no mesmo acumulado eu estava positivo em +1,52% e em 2019, +1,89%
O problema é que minha exposição ao IVVB11 e a Fundos Imobiliários foi um dos meus focos no primeiro semestre e acabaram sofrendo um pouco com a desvalorização do dólar e com um mercado já fraco em FIIs e que foi empurrado para o buraco com essa proposta bizarra do IR. 
Apesar de todas essas questões, considero que o mês e o semestre foram proveitosos, tenho convicção que meus ativos são sólidos e devem trazer bons retornos para minha estratégia de longo prazo.

Os dividendos desse mês foram de R$ 215,50, foi acima do que eu esperava. A Cyrela é a surpresa do mês, comprei ela pensando em uma empresa de crescimento, levando em conta o déficit habitacional do país e que mesmo países desenvolvidos tem problemas com habitação, logo pensei: uma boa empresa, um país com problemas de oferta de imóveis e com uma perspectiva de longo prazo. Agora me dei conta que ela também é uma ótima pagadora de dividendos. Vou ficar de olho nos próximos movimento da empresa e quem sabe aumentar a participação.

Aportes: Aportei quase R$ 2,6 mil nesse mês. O volume total de aportes foi praticamente em linha com o que eu esperava. O destino foi IVVB11 (aproveitando a queda do dólar) e TAEE11 (aproveitando que estamos quase na metade do caminho entre a última distribuição de dividendos e a próxima distribuição projetada).

Ações: Nada de relevante na carteira. A Reforma do IR me deixou pensando em ligar um alerta especial em Bradesco, a empresa costuma ter uma boa política de bonificação e imagino que isso possa ser uma escapatória interessante para a reforma de IR na minha estratégia, pois a ação está passando por correção de preço, mas vamos acompanhar para ver se isso se confirma.

Fundos Imobiliários: Todos os da minha carteira sofrendo com a proposta de IR. Eu particularmente continuo frustrado com tanta abertura de captação dos fundos, engraçado que a alocação dos recursos nem sempre tem sido das melhores, parece que está captando por captar e não por ter encontrado boas oportunidades. 

ETF's: Continuo na estratégia de IVVB11, acredito que a queda do dólar foi ótima para boas compras, na minha opinião existe a possibilidade de uma correção do S&P500 nos próximos meses, pois a temporada de  balanços deve começar a ter resultados mais 'normais'. O HASH11 segue derretendo, preferi não fazer um novo aporte, vou acompanhar como ele se comporta.

Renda Fixa: Selic subindo, rendimentos dos pós-fixados subindo! Dei uma olhada nas opções de renda fixa e tenho visto pouca coisa interessante na prateleira. Eu não entendo o investimento em debêntures, vejo a galera que investe e não vejo sentido, a maioria tem um prêmio muito baixo comparado ao IPCA+, e a liquidez e o risco costuma ser pior do que o TD.

Vida profissional: O mês foi muito trabalhoso, vamos ver como às coisas se desenvolvem. 

Vida Pessoal: Infelizmente três pessoas conhecidas perderam a vida para o COVID-19 e a irresponsabilidade da falta de vacinas. É triste ver pessoas que participavam do seu cotidiano por anos e agora elas simplesmente não estão mais lá. Sou grato a Deus por não ter perdido ninguém por essa doença, todo mundo em casa já recebeu uma dose da vacina. Eu devo receber apenas na segunda quinzena de setembro a primeira dose.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

sábado, 26 de junho de 2021

Reforma do IR

Que fantástica essa Reforma do IR que o Paulo Guedes apresentou! 

Nada melhor do que aumentar uma miséria nas faixas de isenção de IRPF e pedir apenas a quase extinção do desconto simplificado.

Anunciar 20% de tributação de dividendos, com o discursinho de que "bilionário recebe um monte e não paga nada, estamos trazendo justiça", aí coloca uma faixa de isenção de R$ 20 mil por mês para um seleto grupo. Poxa, não dá para deixar o Zé CPF da bolsa que não consegue nem pagar a conta de luz com os dividendos que recebe sem essa tributação, imagina que absurdo seria um negócio desses?

A mesma mão que mantém a LCI e a LCA como instrumentos isentos de IR pois finalmente reconheceu que são instrumentos necessários para fomentar o desenvolvimento do país, também encontrou algum valor para o desenvolvimento e justiça tributária na redução da tributação para day traders. 

Mas tudo bem!

Vamos apoiar essas medidas e pensarmos no bem maior do país, certamente a redução da tributação sobre às empresas vai se transformar em milhões de emprego para o país, novas vagas que vão se somar às centenas de milhões de vagas que a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência já geraram.

No final ainda estou preocupado, será que tamanha bondade ainda permitirá que sobre algum recurso para comprar Covaxin?

Vou rezar para que ainda exista um pingo de bom senso no nosso Congresso e não permitam esses absurdos!

Ansioso por 2022!


terça-feira, 1 de junho de 2021

Fechamento Maio/2021: R$ 208.986,68 (-0,37%)

As notícias nessa semana voltam para o tema da Reforma Tributária, aparentemente dessa vez o jogo político parece estar encontrando um caminho para passar a reforma, claro, após finalmente o ministro descobrir que esse negócio de nova CPMF não vai rolar e parar de ficar abrindo a boca defendendo esse absurdo indefensável.

Eu pessoalmente não sou contrário a discussão de tributação de dividendos, o que lamento é que mais uma vez isso é feito prometendo coisas que não vão ser cumpridas, como uma melhoria dos empregos e do investimento em geral. Mas discutir a aprovação da matéria está fora da minha alçada, pois quem sou eu comparado com deputados, senadores e políticos? Qual a influência de uma postagem desse blog nessa discussão? Realisticamente falando todos nós sabemos que nenhuma.

O que está um pouco mais próximo do meu controle é como essa medida vai impactar os meus investimentos no curto-médio prazo e como devo gerir minha carteira até a derradeira aprovação da reforma. Dentre os vários pontos que ficaram sem ser esclarecidos está a tributação dos Fundos Imobiliários, tecnicamente falando é um bizarrice tributar os proventos, tendo em conta a natureza de constituição dos FII's, o ministro entretanto não deixou claro, e sinto que esse silêncio significa que os FII's estão no alvo. O meu medo não é tanto perder 20% de DY nos fundos, mas principalmente entender se o mercado vai descontar o valor das cotas para manter um Yield elevado e se haverá bitributação (o que me parece o mais provável) em fundos que investem em CRIs, CRAs e nos FOFs em geral. 

O que eu devo fazer? Continuo investindo e ignoro essas medidas, imaginando que o mercado já precifica essa mudança? Suspendo meus investimentos em ações pagadoras de dividendos e Fundos Imobiliários na esperança de que o mercado passe por um ajuste de preços desses ativos? São questões que ainda não tenho a reposta.

Fechamento do mês

O mês terminou com rentabilidade negativa de -0,37%, infelizmente minha carteira jogou contra o CDI e contra o Ibovespa. As minhas ações de forma geral não conseguiram acompanhar a valorização do Ibovespa, mas o grande responsável pelo fraco desempenho foram os dois ETFs da carteira.

O desempenho fraco do mês de Maio acabou correndo toda a rentabilidade acumulada de 2021, perdendo para o CDI acumulado do ano, isso sem falar na inflação, mas é assim mesmo, dias de luta...


O mês foi de recorde de proventos e com ótimos motivos para comemorar, ao todo recebi R$ 486,93. O maior ativo responsável foi a minha queridinha Taesa do setor de transmissão de energia elétrica. Do ponto de vista dos Fundos Imobiliários praticamente ficaram estáveis e continuam fornecendo uma boa base de proventos. 

Aportes: Esse mês fui frugal ao extremo, pois sei que é praticamente a última oportunidade de gastos baixos desse ano e tendo em vista gastos acima do esperado que devo ter nesse mês de junho e no próximo mês, decidi que era importante tentar aportar o máximo em Maio, a própria pandemia ajudou garantindo uma rotina trabalho-casa-trabalho. 

Acabei fechando o mês com R$ 5.452,54 aportados, no último ano eu tinha conseguido aportar mais em Maio, entretanto às receitas do ano passado eram não-recorrentes. 

Acabei aportando em IVVB11, pois considero que é um excelente investimento de longo e a queda do dólar durante o mês ajudou a criar uma oportunidade de compra com desconto. Também aportei um pouquinho em MALL11 e VINO11, pensando no longo prazo pós-pandemia. No setor de ações comprei Sanepar, Engie Brasil e BB Seguridade, às três eu comprei por acreditar que ofereceram um bom preço de entrada para mim.

Ações: A AES Brasil continua caindo (parece o City, cheio de derrotas depois de resolver mudar de uniforme). O Bradesco, mostrou um bom trimestre, mas acabei não comprando pois já estava alto demais quando eu resolvi fazer os aportes do mês. A Taesa minha queridinha entregou ótimos dividendos durante o mês e acredito que é um ótimo player para a crise energética que se aproxima. A Itaúsa parece finalmente sair do atoleiro de 10,00-10,40, talvez pela aproximação da destrava de valor da XP. A Suzano e Gerdau seguem se beneficiando do boom das commodities, porém prefiro manter ela por enquanto fora do radar de novos aportes. A Cyrela é a última ação que quero destacar, apesar de ser uma boa empresa e estar com um preço atrativo as notícias de uma disparada do preço do aço podem impactar a empresa e resolvi deixar de fora dos aportes para entender melhor o que vai acontecer.

Fundos Imobiliários: A discussão sobre a tributação de dividendos pesou na minha decisão de diminuir o ritmo de aportes em FIIs, em especial nos fundos de fundos e nos fundos de papel. De concreto acompanhei apenas CPTS11 que divulgou uma nova emissão, acabei optando por não participar.

ETF's: É daqui a responsabilidade da queda da carteira. O HASH11 despencou e mesmo que ele represente apenas 0,5% da carteira o tamanho do tombo foi muito expressivo, acho que o mercado de cryptomoedas é complicado e extremamente volátil, porém é tão inexpressivo na carteira que vou preferir manter como uma "pimentinha" em uma carteira tão conservadora como a minha. O IVVB11 também registrou uma queda mensal (o que não é muito comum), puxado pelo dólar e aprovetei para aportar mias um pouco.

Renda Fixa: Uma calmaria danada, não fiz novos aportes e devo fazer uma reorganização somente em meados de Setembro quando vence uma LCI.

Vida profissional: Foi muito estressante, mas é o que tem para hoje.

Vida pessoal: Nada relevante. Acabei não fazendo a postagem do meio do mês por ter ficado sem nenhuma ideia.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

sábado, 1 de maio de 2021

Fechamento Abril/2021: R$ 204.306,32 (+0,33%)

 

Esse governo é um escárnio completo, o mês inteiro foi dominado pela disputa envolvendo o Orçamento de 2021, inclusive me pergunto como é possível aprovar um orçamento depois do ano ter começado? Fruto da dupla competência de nosso Executivo e Legislativo.

O governo cortar o Censo 2021 é de uma piada completa, francamente todas às pessoas com o mínimo de neurônios funcionais sabem que o Censo é imprescindível para qualquer país, ainda mais quando esse país diz que pleiteia a entrada na OCDE de forma séria. O governo é tão absurdamente ridículo que mesmo antes de todo rebuliço da pandemia já cortava o tamanho do Censo, achando importante reduzir o questionário de perguntas quando na verdade deveríamos era ampliar ainda mais a qualidade da pesquisa. O desrespeito completo pela ciência e pela pesquisa é um ultraje para mim.

Eu sei que os colegas da blogosfera têm sua grande maioria preferência pelo governo atual, mas me desculpem, não consigo compactuar com essas atitudes. É muito retrocesso em coisas que não deveríamos estar retrocedendo.

Aproveitando para não passar pano aos governos Petistas e ao governo Temer, entre 2010 e 2020 era tempo o suficiente para colocar em prática a opção do preenchimento online do Censo Demográfico (e claro, sem abandonar a visita presencial dos agentes nos domicílios que não respondessem a versão online), mas parece que por preguiça mental ninguém quis colocar em prática uma iniciativa dessas, o que é muito comum em vários outros países. É surpreendente como independente do governo ser de direita ou de esquerda ninguém parece ter um plano de longo prazo para o país.

O mês parecia caminhar para uma rentabilidade alta, em dado momento cheguei a atualizar a planilha e indicava +0,70% de crescimento, porém logo veio a correção do mercado pressionada pela depreciação do dólar e pelo desempenho fraco de algumas ações com peso alto na carteira.

Ainda assim acredito que o acumulado de +0,40% no ano é positivo e espero manter ele com tendência ascendente até o final do ano para alcançar os meus objetivos de rentabilidade da carteira.


Em relação aos dividendos, o desempenho do mês foi satisfatório com R$ 136,38. O foco em ampliar a carteira de fundos imobiliários ao longo do primeiro trimestre do ano foi importante para alcançar o resultado, como podem observar no gráfico eles formam uma base crescente do resultado mensal.

Aportes: O mês foi de aportes acima do objetivo mensal e levemente abaixo do realizado em março, considero muito positivo o valor que consegui aportar.

Na hora de distribuir isso em ativos financeiros escolhi o clássico IVVB11, acabei aportando nele no finalzinho do mês e acho que foi uma boa oportunidade de entrada em um ativo que raramente passa por correções no preço da cota.

Aportei também em dois ativos novos, o “badalado” HASH11, que é o primeiro ETF de criptomoedas do Ibovespa. Confesso que não pretendo dar ao segmento de criptos uma participação relevante na carteira e aportei nele com duas premissas: primeiro, finalmente me expor a criptomoedas e segundo, garantir uma exposição segura e nenhum pouco complicado, pois a ideia de exposição direta me deixou receoso pela questão de segurança e não sou nenhum nerd de computador para entender todos aqueles mecanismos que podem ajudar a proteger a carteira.

Também voltei a adicionar um ativo de renda fixa, o Tesouro IPCA+2026, com um pequeno aporte na carteira. A verdade é que minha carteira de renda fixa estava abandonada e analisando percebi que devo ter um vencimento relevante em 2022 do Tesouro Pré-Fixado e então é hora de começar a montar uma nova posição. Na minha estratégia atual não me sinto confortável em comprar títulos para 20 ou 30 anos, pois se tratando de Brasil tudo é possível.

A sobrinha que ficou na corretora eu dediquei para a carteira de ações, eu quis focar em olhar os ativos onde eu estava com prejuízo e tentar aproveitar isso para reduzir o preço médio, optei por Engie Brasil e comprei essa ação, eu particularmente acredito no futuro da empresa e gosto do setor.

Ações: O destaque do mês fica por conta de AES Brasil, que desde a mudança de nome só tem derretido kkkkk’ vou ficar de olho no próximo balanço para atender melhor o que está acontecendo nesse ativo, é uma das minhas “ações fundadoras”.

A BB Seguridade também derreteu ainda mais em Abril, é uma empresa muito bacana e de um setor que eu gosto, ela está até abaixo do pior momento da pandemia, estou de olho na ação e quero ver como o balanço dela vai se comportar principalmente em relação à BrasilPrev. É uma ação que vinha pagando bons dividendos e na faixa de R$ 22-24 por mês eu vou colocar no radar dos próximos meses.

No setor financeiro, Itaúsa segue andando de lado, pessoal lá do fórum InvestingBR tá ficando louco com essa empresa. Eu particularmente continuo acreditando no negócio, para mim faz sentido a ideia de diversificação da holding e acredito que a volta dos bons dividendos do Itaú vai ajudar muito a empresa, não fiz novo aporte esse mês pois tinha opções mais interessantes. O Bradesco fez a bonificação de ações dele e lançou um novo programa de recompra de ações que foi celebrado, mas segue andando de lado na bolsa.

Já a Via (antiga Via Varejo) segue no meu radar e pode deixar a carteira se não mostrar o quer para o futuro.

Fundos Imobiliários: Todos estáveis durante o mês e nenhuma notícia preocupante de nenhum deles. É o que eu quero da minha carteira de Fundos Imobiliários.

ETF’s: O IVVB11 recuou -0,96% no mês, um dos poucos meses que apresentou retorno negativo em sua história. Eu continuo acreditando na tese e apostando na economia americana de longo prazo, fora do fato de proteção da carteira.

O HASH11 como já falei chegou para fazer companhia ao IVVB11, no momento vou ficar acompanhando o seu comportamento e confesso que nesses poucos dias o que chamou a atenção foi o quanto ele é volátil, imagina essa galera que só investe em bitcoins? Haja coração!

Renda Fixa: Para quem quer comprar novos títulos o mês ofereceu boas oportunidades, eu tenho um preço médio que considero adequado para os títulos pré-fixados e estou tranquilo com essa alta da SELIC.

Vida Profissional: Segue aquela sensação de que você faz, faz, faz e continua patinando no lugar. Falta de perspectiva profissional? Não sei. Vamos ver.

Vida Pessoal: Nada de relevante.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

terça-feira, 13 de abril de 2021

#Curtinhas do Pi

Casamento

A morte do Duque de Edimburgo me colocou a pensar sobre o casamento. O Duque era um homem de sorte, a rainha se apaixonou por ele quando ela tinha 13 anos, sendo o primeiro e único amor da monarca. Um casamento de 73 anos, com muito companheirismo de ambos os lados. Eu sinceramente não sei se é possível encontrarmos casais como Philip e Elizabeth no século XXI.

Sobre o Duque é válido mencionar que ele foi um homem fantástico! Foi um grande militar, incentivador da indústria, cinema (presidente do BAFTA), pesquisa cientifica, proteção ambiental (fundador do WWF), preocupado com o papel da juventude na sociedade (Prêmio Duque de Edimburgo) e dono de um humor tipicamente britânico. Que homem senhoras e senhores,... que homem!

Vacinas


O Daily Mail levantou uma questão sobre a capacidade da vacina chinesa em pedir a pandemia, pelo que eles mostraram na tabela a vacina chinesa tem pouco mais da metade de eficácia em prevenir a doença, muito abaixo de outras vacinas (em especial às norte-americanas), mas consegue 84% de eficácia em evitar os casos graves. Hoje às apostas no Brasil é nela e na britânica, que justamente são às duas não tem uma performance tão empolgante em comparação às americanas.

CPI da COVID?

O que se quer com essa CPI? Sinceramente todo mundo sabe o quanto o Bolsonaro foi ineficaz nessa pandemia de COVID-19, os erros dele já são todos públicos. É uma verdadeira perda de tempo, os senadores deveriam se preocupar em votar projetos para o país.

Orçamento do governo

Falando em votação, que bizarrice estarmos em Abril de 2021 e não ter um orçamento para o governo trabalhar o ano. Esse é o tipo de matéria que na minha opinião deveria ter obrigatoriamente aprovada até 30 de novembro e se não o fosse deveria trancar a pauta do Congresso, onde já se viu começar o ano sem ter um orçamento? O mais engraçado é que a proposta atual do orçamento demorou tanto tempo para ser aprovada e mesmo assim está toda cagada.

Tesouro Pré-Fixado 2026

Acabei de consultar o Tesouro Direto, o título de 2026 tá ofertando 8,88% a.a, o dedo chega a coçar para comprar. A questão é: estamos a caminho de um surto global de inflação?

Reforma trabalhista e desemprego

"O povo precisará escolher entre mais direitos e nenhum emprego, ou menos direitos e mais emprego". Aparentemente o povo preferiu menos direitos para ter emprego, pois bem, até agora vemos mais desempenho e uma esculhambação completa dos trabalhadores de CLT. Que escolha maravilhosa!

Terceira via?

Falta um ano e meio para às eleições presidenciais, se você olhar o cenário das últimas duas eleições presidenciais faltando o mesmo tempo para a abertura das urnas o cenário sempre deu um giro imenso. A questão que fica é: a tal terceira via que todo mundo espera nos salvar do precipício, parece que tem mais gente torcendo por ela do que realmente disposto a votar nela.

Investir no exterior

Estou em dúvida ainda se invisto diretamente pelo exterior em alguma corretora americana, ou se continuo aqui no Brasil e passo a comprar BDR. O investimento no exterior é vantajoso para se proteger de perigosas regulações legais no Brasil ou de uma argentinização do câmbio, mas ao mesmo tempo é só complicar o já complicado IRPF.

Até quando dá para segurar o prejuízo?

A desculpa de ter prejuízo para crescer é válida até o momento em que seca o fluxo de investidores dispostos a aportar na empresa para cobrir os rombos. A pergunta que fica é: quando empresas deficitárias vão começar a dar lucro e tornar seus negócios sustentáveis financeiramente? O papo de CEO falando "damos prejuízo porque queremos" é bizarro, mas parece que só eu acho isso. Engraçado é ver analistas inventando métrica de análise para justificar essas bombas.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.