quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Fechamento Dezembro/2025: R$ 619.444,41 (+2,24%)

No final do ano passado no post de fechamento eu trouxe às expectativas do mercado par 2026, e agora trago na imagem acima um comparativo entre aquilo que se esperava desse ano no final do ano passado e o que o mercado espera para o fechamento desse ano no final deste ano.

Em linhas gerais a inflação, PIB, câmbio, IGP-M, investimento estrangeiro direto e a dívida vieram melhor do que o esperado neste ano. Além disso, o índice de desemprego de 5,2% no fechamento de novembro também é muito melhor do que o esperado pelos principais economistas no início do ano, quando o mercado parecia esperar uma aceleração do desemprego.

Claro, existe uma grande diferença de clima, no final do ano passado depois do “pacote de não-cortes de gastos” a expectativa do mercado sofreu uma forte desestabilização e tudo parecia indicar que o ano seria muito difícil, no final do ano passado eu era mais cauteloso de que até que ponto das previsões apocalípticas se realizariam, no final elas não aconteceram. E hoje vivemos um certo otimismo para 2026, uma situação exatamente oposta do último ano. Abaixo vamos às expectativas do mercado para esse novo ano.

Acredito que de todos os indicadores dois deles são os que mais me chamam a atenção nestas previsões. A projeção de câmbio a R$ 5,50 o que acho pouco provável ainda mais em ano eleitoral, eu apostaria em algo acima desse nível para o final do ano. A Selic em 12,25% ainda é um mistério, a economia parece desacelerar mas na minha visão o que vai definir o tamanho dos cortes é até que ponto teremos uma desaceleração do emprego, enquanto o país estiver gerando empregos e a renda real crescendo a inflação sempre será pressionada e os cortes terão que ser mais cautelosos, apesar disso acho que tem espaço sim para corte de juros, o que me surpreenderia é uma SELIC terminal abaixo de 11,75% no final do ano e expectativas ainda ancoradas da inflação.

O nível do desemprego esperado pelos analistas entre 6,0%-6,5% no final do ano é bem factível, por ser ano eleitoral e normalmente o segundo semestre todo mundo ficar em “compasso de espera” acho que e um nível muito bom e poderá ser comemorado se acontecer.

FECHAMENTO DEZEMBRO – ANUAL

Rentabilidade

A carteira apresentou uma valorização de 14,78% em 2025, o que representou 103,3% do CDI no período. Quando considerando apenas a relação com a taxa livre de risco, podemos dizer que não foi um ano tão expressivo, mas eu acho importante levar em conta que assistimos o maior nível de juros das últimas duas décadas e que por isso é válido reconhecer que a carteira performou muito acima do esperado.

No geral a renda variável puxou muito a carteira, o Ibovespa entregou um desempenho fantástico e muitas ações performaram tão bem quanto no período. E é preciso reconhecer que a carteira só registrou um único mês de retorno negativo, em comparação com quatro meses de retorno negativo em 2024, sendo o ano com a menor quantidade de meses desde que a renda variável passou a compor a carteira no final de 2019.

Aportes

Em 2025, aportei um total de R$ 102.081,62, alta de +113,42% frente ao ano passado. É possível constatar que foi o melhor ano da história em volume aportado (pelo menos em termos nominais), mas é preciso ressalvar que ao contrário dos anos anteriores nesse ano eu não usei o último trimestre para fazer recomposição da reserva de emergência e em dezembro do ano passado ficou um saldo para investimentos que acabei aportando apenas em 2025.

Atribuo o baita resultado do ano principalmente ao bônus que recebi no trabalho bem acima do esperado, mas mesmo excluindo ele o ano terminaria bem acima do que foi feito em 2024.

Para esse novo ano esses fatores não devem se repetir, não espero um bônus elevado e não tem saldos “pedalados” de 2025 para 2026.

Renda Passiva

Ao longo do ano foram creditados em conta R$ 15.462,03 em proventos na soma entre Brasil e exterior. Esse montante representa um crescimento de +98,26% comparado ao mesmo período do ano de 2024.

Se olharmos para o gráfico percebemos que dezembro representou uma enorme distorção, fruto da decisão do governo de começar a taxas dividendos a partir do ano que vem, mas mesmo se excluirmos a particularidade deste mês o ano teria terminado facilmente próximo de R$ 12 mil em proventos, o que já seria um crescimento muito substancial frente ao ano passado.

Se fizermos uma conta simples dividindo pelos 12 meses, esse montante em proventos representaria uma renda média mensal de R$ 1.288,50 por mês, bem significativo em um ano que o salário mínimo foi de R$ 1.520,00 no Brasil.

Composição da carteira

A carteira permaneceu com a tendência de crescimento da participação de renda variável na composição total, ao final do ano passaram a representar 56,46% do total dos investimentos.

Neste ano quem se destacou pelo ganho de representatividade no total da carteira foi a classe de ações brasileiras, crescendo de 29,39% para 38,01% do total da carteira. Todas as outras classes de ativos perderam participação na composição total. A causa foi o foco em aportes em ações brasileiras ao longo do ano, apesar do Tesouro e LCI/LCA terem recebido aportes significativos e do reinvestimento dos proventos no exterior no próprio exterior.

A exposição de 15,04% da carteira em ativos do exterior é menor do que os 20% que eu considero adequado, preciso corrigir isso, mas o grande problema é que tudo parece tão esticado lá fora, preciso vencer esse viés que parece estar se formando.

Carteira de ações

Nenhuma troca de papel nesse ano, mantivemos a mesma carteira do ano passado. Acho que os grandes destaques do ano são Cyrela, Sanepar e Bradesco, a primeira com 78% de alta, a segunda com +71% de valorização e a terceira com +68% no período. No aspecto negativo, a Rumo Logística recuou -17%, a WEG S.A registrou queda de -8% no ano, apesar disso tem se recuperado desde meados de outubro, a BB Seguridade registrou uma leve queda de -0,74% no ano.

Estou otimista com a carteira como um todo para 2026, acho que as empresas em geral estão bem posicionadas para o ciclo a frente, se o preço vai subir ou cair isso eu não sei dizer, mas creio que operacionalmente nenhuma me preocupe.

Fundos Imobiliários

Ativos

(%) da carteira de Fundos Imobiliários

KNSC11 (Tijolo - Papel)

24,19

PALL11 (Tijolo - Shopping)

16,94

CPTS11 (Papel)

15,78

KNRI11 (Tijolo - Diversificado)

13,84

HGLG11 (Tijolo - Logística)

12,68

RZTR11 (Papel)

9,74

RURA11 (Fiagro - Papel)

6,83

Tema abandonado na carteira, não estou acompanhando o andamento desses ativos. Entretanto percebi que o MALL11 trocou de nome para PALL11 (lá ele kkk), mas não faço ideia do motivo. Suponho que seja por mudança de gestora e só percebi isso fazendo o fechamento.

Ativos do exterior

Ativos

(%) da carteira de ativos no exterior

IVVB11 (S&P500BRL - com exposição cambial)

61,56

SCHD (ETF de dividendos americano)

23,52

SCHP (ETF de inflação americano)

7,93

VNQ (ETF de Real Estate americano)

6,98

O mercado americano seguiu em alta, puxado pelas empresas de tecnologia e ligadas a IA, se é bolha ou não é algo que vamos descobrir no futuro. O IVVB11 se saiu melhor nesse cenário pois ele carrega muitas empresas do setor na carteira, os outros ativos tem baixíssima ou nula exposição direta.

Vida profissional

Um ano que começou muito ruim, com ameaças de demissão, perseguição, assédio e todo tipo de atitude que visava me prejudicar até o ponto da demissão. Meu antigo gestor se engajou muito em me desligar e chegou muito perto de conseguir isso, mas no final do dia consegui sobreviver.

No ano ganhei um bônus muito gordo no primeiro semestre e no segundo semestre com uma troca de responsabilidade de projetos me meti em uma enorme fria, cheio de questões problemáticas que certamente vão me prejudicar na remuneração variável, entretanto o novo gestor tem sido um cara muito tranquilo de lidar (até agora) e tem dado bastante autonomia.

A cereja no bolo foi o aumento salarial que ganhei depois da troca da gestão.

Vida pessoal

Tenho ido na academia fazer musculação 2x por semana e tentado fazer cárdio mais 1x ou 2x por semana pelo menos. Até agora sem ganhos de massa muscular, claro, melhorei bastante na questão de resistência e força comparado ao nível terrível que eu tinha.

De qualquer forma estou pensando se vale a pena continuar com acompanhamento do professor nesse ano, preciso ter evoluções de carga mais rápida, está tudo muito lento. Será que é porque eu não tomo Whey e pré-treino? Isso faria diferença de verdade?

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De forma geral foi um ano muito positivo financeiramente, terminou bem no trabalho e minha saúde e dos meus familiares está bem (isso é de longe o mais importante).

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.