No final do ano passado no post de fechamento eu trouxe às expectativas do mercado par 2026, e agora trago na imagem acima um comparativo entre aquilo que se esperava desse ano no final do ano passado e o que o mercado espera para o fechamento desse ano no final deste ano.
Em
linhas gerais a inflação, PIB, câmbio, IGP-M, investimento estrangeiro direto e
a dívida vieram melhor do que o esperado neste ano. Além disso, o índice de
desemprego de 5,2% no fechamento de novembro também é muito melhor do que o
esperado pelos principais economistas no início do ano, quando o mercado
parecia esperar uma aceleração do desemprego.
Claro,
existe uma grande diferença de clima, no final do ano passado depois do “pacote
de não-cortes de gastos” a expectativa do mercado sofreu uma forte
desestabilização e tudo parecia indicar que o ano seria muito difícil, no final
do ano passado eu era mais cauteloso de que até que ponto das previsões
apocalípticas se realizariam, no final elas não aconteceram. E hoje vivemos um
certo otimismo para 2026, uma situação exatamente oposta do último ano. Abaixo
vamos às expectativas do mercado para esse novo ano.
Acredito
que de todos os indicadores dois deles são os que mais me chamam a atenção
nestas previsões. A projeção de câmbio a R$ 5,50 o que acho pouco provável
ainda mais em ano eleitoral, eu apostaria em algo acima desse nível para o
final do ano. A Selic em 12,25% ainda é um mistério, a economia parece
desacelerar mas na minha visão o que vai definir o tamanho dos cortes é até que
ponto teremos uma desaceleração do emprego, enquanto o país estiver gerando
empregos e a renda real crescendo a inflação sempre será pressionada e os
cortes terão que ser mais cautelosos, apesar disso acho que tem espaço sim para
corte de juros, o que me surpreenderia é uma SELIC terminal abaixo de 11,75% no
final do ano e expectativas ainda ancoradas da inflação.
O
nível do desemprego esperado pelos analistas entre 6,0%-6,5% no final do ano é
bem factível, por ser ano eleitoral e normalmente o segundo semestre todo mundo
ficar em “compasso de espera” acho que e um nível muito bom e poderá ser
comemorado se acontecer.
FECHAMENTO DEZEMBRO –
ANUAL
Rentabilidade
A
carteira apresentou uma valorização de 14,78% em 2025, o que representou 103,3%
do CDI no período. Quando considerando apenas a relação com a taxa livre de
risco, podemos dizer que não foi um ano tão expressivo, mas eu acho importante
levar em conta que assistimos o maior nível de juros das últimas duas décadas e
que por isso é válido reconhecer que a carteira performou muito acima do
esperado.
No
geral a renda variável puxou muito a carteira, o Ibovespa entregou um
desempenho fantástico e muitas ações performaram tão bem quanto no período. E é
preciso reconhecer que a carteira só registrou um único mês de retorno
negativo, em comparação com quatro meses de retorno negativo em 2024, sendo o
ano com a menor quantidade de meses desde que a renda variável passou a compor
a carteira no final de 2019.
Aportes
Em
2025, aportei um total de R$ 102.081,62, alta de +113,42% frente ao ano
passado. É possível constatar que foi o melhor ano da história em volume
aportado (pelo menos em termos nominais), mas é preciso ressalvar que ao
contrário dos anos anteriores nesse ano eu não usei o último trimestre para
fazer recomposição da reserva de emergência e em dezembro do ano passado ficou
um saldo para investimentos que acabei aportando apenas em 2025.
Atribuo
o baita resultado do ano principalmente ao bônus que recebi no trabalho bem
acima do esperado, mas mesmo excluindo ele o ano terminaria bem acima do que
foi feito em 2024.
Para
esse novo ano esses fatores não devem se repetir, não espero um bônus elevado e
não tem saldos “pedalados” de 2025 para 2026.
Renda
Passiva
Ao
longo do ano foram creditados em conta R$ 15.462,03 em proventos na soma entre
Brasil e exterior. Esse montante representa um crescimento de +98,26% comparado
ao mesmo período do ano de 2024.
Se
olharmos para o gráfico percebemos que dezembro representou uma enorme
distorção, fruto da decisão do governo de começar a taxas dividendos a partir
do ano que vem, mas mesmo se excluirmos a particularidade deste mês o ano teria
terminado facilmente próximo de R$ 12 mil em proventos, o que já seria um
crescimento muito substancial frente ao ano passado.
Se
fizermos uma conta simples dividindo pelos 12 meses, esse montante em proventos
representaria uma renda média mensal de R$ 1.288,50 por mês, bem significativo
em um ano que o salário mínimo foi de R$ 1.520,00 no Brasil.
Composição
da carteira
Neste
ano quem se destacou pelo ganho de representatividade no total da carteira foi
a classe de ações brasileiras, crescendo de 29,39% para 38,01% do total da
carteira. Todas as outras classes de ativos perderam participação na composição
total. A causa foi o foco em aportes em ações brasileiras ao longo do ano,
apesar do Tesouro e LCI/LCA terem recebido aportes significativos e do
reinvestimento dos proventos no exterior no próprio exterior.
A
exposição de 15,04% da carteira em ativos do exterior é menor do que os 20% que
eu considero adequado, preciso corrigir isso, mas o grande problema é que tudo
parece tão esticado lá fora, preciso vencer esse viés que parece estar se
formando.
Carteira
de ações
Nenhuma
troca de papel nesse ano, mantivemos a mesma carteira do ano passado. Acho que
os grandes destaques do ano são Cyrela, Sanepar e Bradesco, a primeira com 78%
de alta, a segunda com +71% de valorização e a terceira com +68% no período. No
aspecto negativo, a Rumo Logística recuou -17%, a WEG S.A registrou queda de
-8% no ano, apesar disso tem se recuperado desde meados de outubro, a BB
Seguridade registrou uma leve queda de -0,74% no ano.
Estou
otimista com a carteira como um todo para 2026, acho que as empresas em geral
estão bem posicionadas para o ciclo a frente, se o preço vai subir ou cair isso
eu não sei dizer, mas creio que operacionalmente nenhuma me preocupe.
Fundos
Imobiliários
|
Ativos |
(%) da
carteira de Fundos Imobiliários |
|
KNSC11
(Tijolo - Papel) |
24,19 |
|
PALL11
(Tijolo - Shopping) |
16,94 |
|
CPTS11
(Papel) |
15,78 |
|
KNRI11
(Tijolo - Diversificado) |
13,84 |
|
HGLG11
(Tijolo - Logística) |
12,68 |
|
RZTR11
(Papel) |
9,74 |
|
RURA11
(Fiagro - Papel) |
6,83 |
Tema
abandonado na carteira, não estou acompanhando o andamento desses ativos.
Entretanto percebi que o MALL11 trocou de nome para PALL11 (lá ele kkk), mas
não faço ideia do motivo. Suponho que seja por mudança de gestora e só percebi
isso fazendo o fechamento.
Ativos
do exterior
|
Ativos |
(%) da carteira de ativos no exterior |
|
IVVB11 (S&P500BRL - com exposição cambial) |
61,56 |
|
SCHD (ETF
de dividendos americano) |
23,52 |
|
SCHP (ETF de inflação americano) |
7,93 |
|
VNQ (ETF
de Real Estate americano) |
6,98 |
O
mercado americano seguiu em alta, puxado pelas empresas de tecnologia e ligadas
a IA, se é bolha ou não é algo que vamos descobrir no futuro. O IVVB11 se saiu
melhor nesse cenário pois ele carrega muitas empresas do setor na carteira, os
outros ativos tem baixíssima ou nula exposição direta.
Vida
profissional
Um
ano que começou muito ruim, com ameaças de demissão, perseguição, assédio e
todo tipo de atitude que visava me prejudicar até o ponto da demissão. Meu
antigo gestor se engajou muito em me desligar e chegou muito perto de conseguir
isso, mas no final do dia consegui sobreviver.
No
ano ganhei um bônus muito gordo no primeiro semestre e no segundo semestre com
uma troca de responsabilidade de projetos me meti em uma enorme fria, cheio de
questões problemáticas que certamente vão me prejudicar na remuneração
variável, entretanto o novo gestor tem sido um cara muito tranquilo de lidar
(até agora) e tem dado bastante autonomia.
A
cereja no bolo foi o aumento salarial que ganhei depois da troca da gestão.
Vida
pessoal
Tenho
ido na academia fazer musculação 2x por semana e tentado fazer cárdio mais 1x
ou 2x por semana pelo menos. Até agora sem ganhos de massa muscular, claro,
melhorei bastante na questão de resistência e força comparado ao nível terrível
que eu tinha.
De
qualquer forma estou pensando se vale a pena continuar com acompanhamento do
professor nesse ano, preciso ter evoluções de carga mais rápida, está tudo
muito lento. Será que é porque eu não tomo Whey e pré-treino? Isso faria
diferença de verdade?
-
AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário