O Lula sempre
foi conhecido por ser um cara de sorte, pegou um belo boom das commodities no
primeiro e segundo mandato dele e no terceiro período parecia conseguir levar
uma economia sem os sobressaltos que atingiram Dilma, Temer e Bolsonaro. Entretanto
mesmo com dólar “baixo”, inflação relativamente controlada (não dá para falar
que 4% ou 5% é uma inflação alta no Brasil), a popularidade do homem continua
andando de lado ou até piorando.
Acho que isso é
muito explicado pela dificuldade do PT em renovação de quadros e conexão com às
massas, o partido não é mais o partido dos trabalhadores, ele se tornou o
partido das universidades, dos servidores públicos e de uma elite cultural. O
mote do dia no partido deixou de ser melhorar a vida da classe média CLT e dos pequenos
empreendedores para adentar a um terreno puramente ideológico, é basicamente dizer
para às pessoas “você vive errado, precisa aceitar que eu palpite na sua vida
pessoal e no que você deve pensar, se você vai chegar ou não ao final do mês
com dinheiro na conta isso não importa!”.
A direita por
outro lado tem conseguido nadar de braçada nesse setor da população e um país
que tem hábitos sociais ainda conservadores é um prato cheio para criar
rejeição ao partido.
Ainda falta
muito tempo para a eleição, Flávio Bolsonaro que parece se encaminhar para ser
o principal nome de oposição não me agrada nenhum pouco, mas parece que se tudo
acontece hoje o presidente Lula estaria provavelmente em uma situação
complicada. Vamos conferir como às coisas evoluem nos próximos meses.
A carteira registrou
o segundo mês seguido de retorno negativo, com queda de -0,65% e no acumulado
do ano alcançamos um crescimento de +3,22%, isso representa 70,1% do CDI. As
coisas estão muito voláteis com essa tensão envolvendo o petróleo e a carteira chegou
a ensaiar uma alta interessante durante o mês, mas acabou recuando com mais intensidade
principalmente na última semana.
Em abril foram
creditados R$ 265,74 em proventos, esse montante represento uma queda de
-45,67% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No ano acumulamos até agora
R$ 3.554,13, isso representa um crescimento de +1,28%.
Essa redução foi
causada pela ausência de “pagamentos extraordinários” de Itaúsa e Bradesco que
haviam ocorrido no ano passado. No acumulado do ano estamos praticamente
andando de lado, o que é relativamente esperado pois muitas empresas
anteciparam seus pagamentos em dezembro por conta da mudança da legislação,
sendo assim considero que estar relativamente em linha com o ano passado nesse
período é algo positivo.
Aportes:
Foi feito um único aporte de R$ 3.129,93. O aporte foi todo destinado para
compra de Hypera, o critério foi comprar o papel que estava para trás na
carteira em termos de representatividade proporcional, em um estilo levemente
espirado na filosofia do Bastter.
Ações:
Pouco vi até agora da temporada de resultados. Olhei um pouco mais de perto que
a Hypera parece ter reportado números razoáveis, mas o mercado tem questionado
se a otimização de capital que parece ter dado certo será seguida da companhia
retomar sua competividade e crescimento, existe o fator das “canetas
emagrecedoras” que a companhia disse que espera após os trâmites legais serem finalizados
pela ANVISA conseguir lançar em até 90 dias no mercado, entretanto não consegui
encontrar dados do que é exatamente o impacto no resultado da companhia que
isso deve causar após o lançamento e levando em conta que outros players vão
participar. A Suzano eu também que reportou o primeiro trimestre, parece que o
mercado não gostou muito, mas ao mesmo tempo a empresa tem sofrido com o dólar mais
fraco e preços não tão fortes da Celulose, o foco parece ser reduzir o
endividamento da companhia nos próximos trimestres e dividendos não devem ser expressivos,
acho que é uma decisão sábia e sigo acompanhando com interesse a empresa.
Fundos Imobiliários:
Sigo não acompanhando.
Ativos do
exterior: Os mercados se recuperaram lá fora com
força, mesmo com o dólar fraco, o resultado foi contribuição positiva para a
carteira.
Renda Fixa:
SELIC sofreu uma queda de 0,25 p.p no final do mês, de qualquer forma ainda
está em níveis muito elevados e às expectativas para a trajetória até o final
do ano tem sido revisitada para cima por vários economistas e instituições.
Vida
profissional: A troca de gestão aconteceu. O
novo gestor a princípio – e isso é um princípio ainda muito inicial – se deu
bem comigo. A gestão é muito mais próxima no dia a dia, ele fica encima de
projetos, querendo detalhes de como tudo está andando fazendo questionamentos
de coisas minuciosas e etc.
Apesar desse
inicio de relação positiva acho que é muito cedo para emitir um parecer
definitivo sobre a gestão, mas acredito que no próximo fechamento eu já consiga
opinar com mais convicção sobre ele, esse mês muitos pontos que poderiam testar
como ele reagem quando às coisas tão problema foram solucionados ou se tornaram
problemas adiados para maio, inclusive esse próximo mês está cheio de problemas
que me desanimam, quero ver como será a interação dele comigo nessa tempestade
a frente.
No fechamento
anterior tinha falado que ele e aquele gestor que me odiava eram próximos, de
fato são próximos, mas pelo que vi parece que nos últimos dias eles deram uma “tretada”
entre eles e se distanciaram, não sei dos detalhes.
Os outros pares
meus estão majoritariamente com o nariz torcido para a nova gestão, tem tido na
rádio peão bastante reclamação dele, principalmente por esse estilo de gestão tão
próxima, muitas estavam acostumados a ter total liberdade de trabalho e apenas
puxar saco do gestor da vez para conseguir se manter tranquilo e até crescer e
por isso sentem mais forte essa diferença.
Deixo claro que
apesar da impressão prematura de que não estou em apuros, estou bem com o pé
atrás, o novo gestor tem histórico de ser assediador e de ter tido muitos problemas
com liderados no passado. Manterei vocês atualizados.
Sobre a vaga interna
da empresa para o meu estado que mencionei que perdi o prazo no final de março,
entrei em contato no começo de abril tentando pleitear ela, mandei meu currículo
e falei com o gestor, mas pelo visto essa não vai evoluir, tudo bem, perdi o
prazo.
Vida pessoal:
Pouco avanço na academia esse mês. Sigo comendo com foco em 120-130g de
proteína por dia. Estou com 73,3kg no fechamento deste mês, peso estável
praticamente com o mês passado e considerem que tenho 176cm. Eu não consigo
evoluir esteticamente nada, estava comparando minhas fotos de janeiro e de
abril que tirei para controle e é basicamente o mesmo corpo.
A partir de maio
vou aumentar de 2x para 3x por semana os treinos de hipertrofia com a seguinte
divisão: dia 1, costas e tríceps, dia 2, pernas e dia 3, peito e bíceps. Espero
que eu comece a ver mudanças estéticas dentro de 90 dias, não estou esperando
virar um fisiculturista, mas queria ver alguma evolução perceptível. Hoje sou
apenas um falso magro.
Ah fiz um exame
de bioimpedância em um “mutirão de saúde” da empresa, naquelas máquinas que
sobe na balança e segura um cabo, o resultado indicou 24% de gordura corpora, confesso
que me surpreendeu.
AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.
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