Se tem uma
coisa que é excessivamente cara nesse país são os automóveis, nunca acreditei
no lobby das montadoras dizendo que não conseguem ter margem de lucro
expressiva no país e nesse momento com a entrada forte dos chineses no mercado
nacional, estamos vendo que existe sim espaço para as montadoras reduzirem margens
absurdas no Brasil.
A sensação que
tenho é que principalmente no pós-pandemia, as montadoras achavam melhor vender
menos e com margem maior do que vender mais, e que essa lógica só está sendo
quebrada pelos chineses. Eu cresci considerando tudo aquilo que é produzido na
China como de segunda linha, mas hoje vemos que a China se tornou a vanguarda
tecnológica, os carros elétricos chineses e os híbridos, conseguem chegar no
mercado nacional com mais tecnologia do que seus equivalentes europeus e
americanos, e tudo isso custando menos.
Sobre os carros
elétricos, confesso que sou relativamente cético sobre a sua viabilidade no
Brasil, acho que exceto para quem mora em uma grande cidade como São Paulo ou tem
dois carros na família acaba não fazendo muito sentido. No meu caso que pego
estrada para ir até a casa da minha família (500k de distância) é totalmente
inviável usar um elétrico e ter que parar no meio do caminho para usar carregadores
lentos. No meu caso o elétrico só faria sentido que se eu tivesse ampla
disponibilidade de carregadores rápidos e que uma carga de 80% não demorasse
mais do que meia hora no plug. Os híbridos
por outro lado parecem mais interessantes, mas que pelo andei conversando tem a
manutenção mais cara e muitas seguradoras estariam rejeitando ou cobrando
preços elevados para cobrir esses veículos.
Por enquanto
celebro que a pressão de preço chinesa seja positiva para os brasileiros
comprarem mais barato seus novos veículos.
A carteira
performou melhor neste mês, depois de um período muito difícil, em um ano que
se caracteriza como muito complicado até agora para a rentabilidade dos
investimentos. Em julho, a carteira entregou +1,02%, isso representa 83,6% do
CDI do mês. No acumulado do ano, a carteira alcança 3,55%, representando 43,61%
do CDI.
Em julho, foram
creditados R$ 732,91 em proventos. Esse volume representa um crescimento de
+30,51% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumula do ano, alcançamos
até agora o valor de R$ 6.477,52, isso representa uma queda de -4,12% em
comparação ano mesmo período do ano passado.
No mês os
destaques foram os pagamentos de Bradesco.
Aportes:
Não aportei neste mês, tive que fazer a manutenção do meu carro, onde
provavelmente fui passado para trás, destinei todo o recurso que iria para o aporte
para pagar a manutenção e também a renovação do meu seguro do carro que renova
em julho.
Ações:
Um mês relativamente sem grandes acontecimentos na carteira. Ando pensando
muito sobre SLC Agrícola, baseado no meu puro achismo, acho que a empresa pode
sofrer com esse El Nino, pelo que vi ela tem uma exposição muito expressiva em
regiões que sofrem com a seca em anos de El Nino. O papel está praticamente nas
mínimas dos últimos cinco anos, inclusive a mínima alcançada algumas semanas
atrás.
Fundos imobiliários:
continuo não acompanhando.
Ativos do exterior:
A IA parece estar sendo testada na capacidade de gerar lucro para pagar os
investimentos massivos, os mercados parecem ter rotacionado para ativos mais
conservadores em ações. A carteira performou bem nos ETFs de dividendos. O
SP500 andou de lado e o dólar caiu no mês, anulando os efeitos desse movimento
na carteira.
Renda Fixa:
As taxas seguem próximas das máximas históricas. Esse mês de agosto tenho
vencimento de IPCA+, espero poder comprar com taxas atrativas, provavelmente
vou comprar o IPCA+2040.
Vida profissional:
Tive duas conversas com meu gestor em julho. No começo do mês, pedi aumento de
salário e promoção pois entreguei muito no primeiro semestre e já venho
entregando de longa data e sinto que meus pares estão a frente na carreira para
um tempo similar ou menor do que eu, além de números muitas vezes inferiores, o
combinado foi que conversaríamos pessoalmente no final do mês, quando ele
estaria aqui na minha unidade.
No final do mês
tivemos a conversa, da parte dele o compromisso em buscar minha promoção a partir
do fim de um “período de carência” de 12 meses a partir do último aumento de
salário, isso acontecerá em 01 de outubro. Entretanto, não assumiu um
compromisso de que acontecerá nessa data, pois disse que depende de o RH
liberar o orçamento de promoção, mas que havendo a primeira liberação a partir
desta data, ela será minha.
Meu objetivo
era tentar garantir essa promoção agora, antes de uma troca de gestão que
considero iminente, mas pelo visto não consegui a tempo. A conversa com meu gestor
foi bem duro, fui muito firme, não arredei o pé, mostrei as injustiças que estavam
sendo praticadas e etc, ele vem para cima sem medo também hahahah’, no final chegamos
em bons termos.
De feedback negativo
(antes de iniciarmos a segunda conversa), disse que eu me posiciono com uma
comunicação muito direta e que nem sempre a busca da eficiência e da forma de resolver
mais rápido os problemas é a melhor, segundo ele, profissionais internos de
outras áreas podem não gostar dessa abordagem.
Sinceramente é
um absurdo completo, é basicamente um pró-ineficiência e enrolação. Eu quero resolver
os problemas e ir para o próximo, não tenho tempo a perder, isso faz diferença
no meu bônus.
Falando em
bônus, creio que virá um valor bom do primeiro semestre, mas o segundo já
começou bem desafiador e pelas métricas desse ano da empresa creio que o
segundo semestre eu não vou conseguir pegar.
AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.
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