segunda-feira, 1 de março de 2021
Fechamento Fevereiro/2021: R$ 195.559,03 (-0,35%)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
O diploma de faculdade no Brasil
O colega O Mago Economista, levantou a bola para um excelente tópico alguns dias atrás, a educação superior no Brasil e quero aqui deixar registrado que também enxergo esse problema.
Sou
nascido na geração dos millenials, cresci acreditando que a faculdade
era um divisor de águas na vida de uma pessoa. O meu sonho sempre foi fazer uma
graduação, pois ela me daria uma profissão boa, um bom emprego, um bom salário
de classe média e uma vida próspera e tranquila.
A minha infância e adolescência foi vivida nos tempos
áureos do governo Lula e o começo do governo Dilma, você meu amigo, pode
discordar sobre o método usado para sustentar aquele boom econômico, mas nunca
poderá discordar que havia um sentimento generalizado de que vivíamos a era do “país
do futuro”.
Tratando-se
de Brasil às coisas não eram o mar-de-rosas que pareciam, o boom econômico foi
acompanhado de um boom de faculdades pelo país. Com a economia decolando era
necessário cada vez mais “mão-de-obra qualificada”, o problema é que a explosão
de vagas no ensino superior só conseguiria refletir em qualidade e prosperidade
de vida para os formandos se a economia conseguisse se manter com um
crescimento chinês, o que não aconteceu.
O Brasil
mergulhou nos seus próprios problemas a partir de meados de 2013, naquele ano às
Jornadas de Junho, mostraram que apesar do otimismo, esse ainda era o país
do corporativismo. A economia murchou rapidamente, o governo tentava artificialmente
sustentar o boom com estímulos, mas já não era como antes.
Enquanto
isso às graduações continuavam a entregar safras cada vez maiores de alunos,
todo governante gosta de bater no peito que está investindo em educação e o diploma
universitário sempre foi respeito pelos brasileiros. O problema é que o mercado
foi inundado de profissionais até o ponto de saturação.
O que
sobra hoje? Milhões de brasileiros com diploma superior que não conseguem trabalhar
na área, quando conseguem são para eternos programas de estágio ou fazendo
simples bicos, que se colocados na ponta do lápis não valem o custo financeiro e
de tempo que tiveram.
Hoje se
você excluir Medicina, quase todos os cursos não oferecem boas perspectivas de
emprego para os recém-formados. É óbvio que um estudante formado em meia dúzia
de universidades brasileiras e em meia dúzia de cursos ainda tem boas possibilidades,
entretanto a cada dia até mesmo eles já veem um cenário mais complicado.
É só
ver a quantidade de motorista de app com ensino superior, aqui não quero criticar
quem é motorista de aplicativo, é uma profissão digna como todas as outras, mas
se você parar para perguntar o que levou o cara a optar por esse caminho, muitos
vão dizer que foi a falta oportunidades na sua área de formação. E ainda
precisamos dar graças a Deus, pois muitos e muitos brasileiros com diploma
estão desempregados e sem perspectiva alguma.
Enquanto
isso o governo segue estimulando o sonho do diploma, e cada vez mais explodem
as vagas, em especial aquelas do EAD. Ninguém está preocupado com esse
desperdício de capital humano, na verdade todo mundo fecha os olhos para o problema
e segue o jogo.
Não
estou defendendo o fim do acesso a graduação para criar uma elitização da sociedade
e negar o direito das pessoas de ter acesso ao ensino, mas acho que já passou
do momento de alguém em Brasília parar e pensar sobre o que está sendo feito, e
quantos jovens brasileiros estão desperdiçando seu tempo na esperança de um
futuro de sucesso, quando saem da faculdade direto para o abismo do desemprego.
O mais
curioso é que o jovem ainda tem que tirar o diploma de faculdade, pois é, mesmo
que ele hoje não valha nada, a superoferta garante que qualquer vaga de emprego
exija um diploma, mesmo que não faça diferença prática nenhuma para exercer a função.
E lá se vão os jovens, na eterna corrida pelo diploma, que ao mesmo tempo em que não vale nada, acaba valendo tudo.
É vergonhoso que ninguém em Brasília pareça se importar com a geração de brasileiros que está sendo desperdiçada e isso tudo na última fase da nossa janela demográfica, tudo por incompetência e corporativismo!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Fechamento Janeiro/2021: R$ 185.424,77 (-0,37%)
Eu confesso amigos da blogosfera que não consigo comprar empresas com múltiplos estratosféricos, já escrevi aqui antes que acho incrível a criatividade em criar "indicadores de desempenho" de alguns especialistas por aí, só para justificar suas teses de investimentos em empresas que só sugam caixas e mostram problemas crônicos em gerar rentabilidade e lucro.
Eu ainda aposto que daqui não muito tempo o mercado vai corrigir essas bolhas, na verdade eu vejo que o nervosismo com a GME pode ser um sinal de que tem pesos pesados que já estão percebendo o risco de estouro de bolha, e espero que o estouro quando acontecer seja da forma menos indolor possível para o conjunto do mercado.
Vamos ao fechamento do mês...
Vida Profissional: No trabalho tudo segue na mesma, tem sido estressante na verdade, por enquanto as notícias sobre novas rodadas de demissões desapareceram, espero que continue assim.
Vida Pessoal: Nada de relevante.
-
AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.
domingo, 17 de janeiro de 2021
2021: Ano novo, velhos problemas + Metas 2021
O novo ano já começa com os velhos
problemas de 2020, a pandemia segue intensa, com gente morrendo aos montes e
muito mais infectados do que antes, o que vejo aqui no interior é recordes e
recordes de infectados, isso mostra que ninguém e nenhum lugar está a salvo da
pandemia.
O governo continua perdido e
falando nada com nada, o negacionismo da vacina é impressionante, o mais
curioso é a quantidade de pessoas que questionam a segurança das vacinas, e que
ao mesmo tempo apoiam o uso de medicamentos que não tem nenhum estudo sério
respaldando, e que apoiam apenas com base em ‘especialistas de Facebook’ que
normalmente tiram suas teorias de dentro da bunda.
Se o governo não fala nada com
nada, o Congresso por outro lado continua fazendo nada. Faz meses que a
produtividade que nunca foi das melhores caiu para quase zero, o que tivemos de
relevante aprovado em 2020? O Marco do Saneamento é provavelmente o grande destaque e convenhamos não deveria ser dele o título apesar da relevância setorial,
o mais incrível é que tudo parece estar parado por conta de “egos”.
A economia mostra sinais de cansaço
com o fim do auxílio emergencial, vários setores já estão sentindo uma pesada
desaceleração, o desemprego em 14% segue com viés de alta, a SELIC artificialmente
mantida baixa para estimular a economia já perdeu faz muito tempo o seu poder
de estimular a economia e agora só resta o crescimento do seu maior efeito
colateral (inflação), o dólar nas alturas é a faca de dois gumes, de um lado
favorece a exportação, do outro lado dificulta a importação de equipamentos
para a indústria brasileira que é dependente de outros países e atrasada tecnologicamente.
Lá fora os EUA já vivem clima
de fim de festa com o Trump mostrando que não sabe perder uma eleição, o grande
problema de Trump é que seu governo radicalizado gerou um governo sucessor com
igualmente potencial de radicalização, foi o antagonismo que alimentou o surgimento
de uma linha mais a esquerda nos Democratas e que certamente vai pressionar o governo
Biden. O Brexit finalmente aconteceu, mas sinceramente o Reino Unido já não é um
protagonista da economia global faz muito tempo, o máximo que vai conseguir é
continuar sendo um coadjuvante por mais uma ou duas temporadas. O discurso ambientalista
de Macron parece ser sustentado apenas no interesse de garantir a perda de espaço
do agronegócio brasileiro para garantir espaço para o agronegócio francês na
Europa.
É difícil ficar animado com todo esse cenário, a única escolha é arregaçar às mangas e ir atrás daquilo que depende de nós mesmos e é por isso que mais uma vez faço minhas metas anuais, é nelas que vou guiar o meu novo ano.
METAS DE 2021
- Patrimônio de R$ 220.000,00 em 31 de dezembro de 2021.
- Aporte de R$ 28.176,50 ao longo do ano.
- Recebimento de R$ 2.000,00 em dividendos.
- Rentabilidade anual de +5,0% no patrimônio.
- Melhorar meu desempenho e desenvolvimento no trabalho.
- Encerrar o ano com peso abaixo de 78kg.
- Fazer uma bateria de exames básicos de saúde.
Encerro deixando para vocês uma pequeno diálogo retirado de um livro clássico:
Alice perguntou: Gato Cheshire... pode me dizer qual o caminho que eu devo tomar?Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato.Eu não sei para onde ir! – disse Alice.Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.
Alice no País das Maravilhas (1865)
sábado, 2 de janeiro de 2021
Fechamento Dezembro/2020: R$ 184.984,10 (+1,09%)
Senhoras e senhores, o ano de 2020 está oficialmente encerrado. Já no novo ano vamos para o último fechamento mensal e dessa vez o post é especial.
Esse post é composto por três tópicos: Fechamento mensal de dezembro, análise da carteira em 2020 e "Metas de 2020: Projetado vs. Realizado. Não haverá o já quase que tradicional comentário de algum assunto ou notícia como eu vinha fazendo.
Agora vamos para o que interessa.
FECHAMENTO DE DEZEMBRO/2020
Quando novembro terminou eu acreditava
que seria muito difícil um mês tão bom ser seguido de um mês também muito bom,
entretanto acabei sendo surpreendido por um dezembro acima das expectativas. A
carteira entregou uma rentabilidade de +1,09% no mês, fiquei extremamente
satisfeito com o resultado.
Nesse mês eu não aportei nenhum
valor, claro, tal como no mês de novembro isso não quer dizer que não sobrou
nada do meu salário, o que eu fiz foi destinar todo o valor para o meu “Fundo
de Gastos Pessoais”, entretanto ainda não sei se vou conseguir gastar mesmo
esse “fundo” ou vou acabar revertendo-o para investimentos, é algo que vou
decidir em janeiro.
ETF’s: O
IVVB11 continua como o único que eu tenho em carteira, nesse mês ele apresentou
valorização positiva e por mais que minha estratégia não envolva a análise técnica
de ativos, ele tem oscilado a maior parte do tempo entre R$ 205 e R$ 211, entretanto
esporadicamente surge algumas oportunidades abaixo dos R$ 205. A análise técnica
não é algo que me aprofundo e não uso para fins de definição de investimentos.
Eu continuo gostando do ativo pela combinação de “dólar + S&P500”.
Ações: Um
mês bacana para a carteira. Quero destacar o setor bancário, com Itaúsa e Bradesco
entregando “data-com” e voltando a pagar dividendos como se espera desse setor tradicionalmente
generoso nos proventos, o Conselho Monetário Nacional vai decidir no primeiro
trimestre se vai liberar os bancos para distribuir mais dividendos. A Sanepar é
um sinal de alerta na carteira, e foi um balde de água fria no final do mês,
pelo que entendi o governo do Paraná liberou o aumento da tarifa de consumo,
porém ela veio muito abaixo do que se esperava, pois, a tarifa foi represada
por muito tempo na pandemia, pelo que entendi o órgão responsável por autorizar
os reajustes vai considerar o impacto do reajuste menor em 2021 nos próximos
reajustes, é ver para crer.
FII’s: Continuam
todos andando de lado. Aqui não tem muita novidade, eu continuo não acompanhado
de perto nenhum dos meus fundos e tenho uma dificuldade imensa em escolher
ativos para a carteira, entretanto gosto da baixa oscilação e do dinheiro
pingando.
Renda Fixa: Os
títulos do Tesouro performaram bem durante o mês, entretanto estou começando a
ficar preocupado com a inflação e o populismo econômico, se o governo continuar
com medidas populistas e se prorrogar os gastos extras com a pandemia acho que
a inflação vai subir e ainda não sei se é no dólar ou no IPCA+ que vou encontrar
uma boa proteção, quem sabe não seja em um fundo de IMAB+5? Enfim, satisfeito
com o resultado do mês, mas preocupado com o futuro.
Vida Profissional:
Dezembrão chegou, as demissões aparentemente cessaram, fala-se na rádio peão
que vai começar um novo ciclo de demissão no começo desse ano. No cotidiano no
trabalho, é a correria tradicional de final de ano, com dias muito
estressantes. O resultado principal das demissões é que a carga de trabalho de
todo mundo aumentou bastante. A empresa vai aumentar a cobrança por resultados
maiores nesse 2021, espero que o facão continue longe de mim.
Vida Pessoal: Sem fatos
relevantes.
-
ANÁLISE
DA CARTEIRA EM 2020
Eu imagino que isso surpreenda
muitos de vocês, pois é, sou um “jovem idoso” e minha carteira é composta
principal de Renda Fixa.
Hoje eu tenho 76% dos ativos
em Renda Fixa, sendo que 63% está em pós-fixados e 13% em pré-fixados. Isso
é fruto do saldo da minha carteira nos anos anteriores que basicamente tinha
apenas ativos de renda fixa, a primeira diversificação que eu fiz foi comprar
títulos pré-fixados e só finalzinho de 2019 é que entrei de vez na renda variável.
A Renda Variável, representa
aproximadamente 24% da minha carteira. As ações somam 11%, os Fundos
Imobiliários são 6%, o ETF é 7% e os Fundos Multimercados somam menos de 1%.
É por essa característica de ¾
em Renda Fixa que eu tenho oscilações menores de rentabilidade, ao mesmo tempo
em que isso limita meus ganhos isso também me garantiu tranquilidade em épocas
mais conturbadas como o auge do pânico nos mercados em março.
Vamos dar uma olhada mais de
perto na minha carteira de ações?
Hoje 36,5% da carteira de
ações é composta pelo setor financeiro, a maior parte por Itaúsa, é difícil
para mim imaginar minha carteira sem esse setor, é sólido e paga bons dividendos.
É seguido por outro setor bom pagador de dividendos e estável, Utilidades Públicas,
com 33,5%, dominado pela Taesa e pela Sanepar em menor grau, a grande curiosidade
é que aqui estão às duas únicas ações da carteira com rentabilidade histórica negativa
(Sanepar e Engie Brasil). Os outros setores somam apenas 1/3 da carteira de
ações, ali estão ações que não comprei por dividendos e sim pois eu acredito na
capacidade de entrega de resultados de longo prazo, em especial o setor de Saúde,
que hoje é muito pouco representativo na minha carteira e eu acho que tem um bom potencial para o
longo prazo.
Agora os fundos imobiliários:
Aqui eu já falei que não entendo muito nas nuances do setor, a maioria destes fundos acabei comprando pela característica principal do fundo e pelo DY. Eu confesso que talvez alguns deles não sejam os queridinhos do mercado em gestão e qualidade de ativos, e que pode haver opções melhores, mas na época que eu comprei eu considerei adequados e não pretendo vender.
Abaixo uma tabela com o DY
Médio nos últimos 12 meses de cada Fundo Imobiliário, essa não é a média de
recebimento da minha carteira e sim a média do fundo, resolvi trazer aqui para
vocês terem uma ideia de como eles tem pagado:
Agora vamos dar uma olhada nos
Proventos e Dividendos que efetivamente eu recebi nesse ano, vamos usar o meusdividendos.com
que é por onde controlo o desempenho da minha carteira de renda variável:
Em 2019 foi quando eu comecei
a investir em renda variável, entretanto fiz as primeiras compras apenas no
finalzinho do ano e com isso não consegui receber nenhum real de dividendos.
Em 2020, os dividendos começaram
a pingar aos poucos e depois começaram a criar um ritmo bacana de crescimento. O
total de R$ 919,13 recebidos é quase 88% do valor do salário mínimo vigente, ou
seja, o meu esforço para economizar um pouco de dinheiro me trouxe quase um
salário mínimo extra, é gratificante saber dessa informação, pode parecer pouco
no pinga-pinga, mas no conjunto da obra é um valor bem bacana.
Por último, vamos conferir
como o desempenho da carteira no acumulado de 2020 se compara com alguns indicadores:
A carteira entregou 4,9% de
retorno nesse ano, é mais do que o CDI, o Ibovespa e a Inflação, ou seja, acho
que é algo para se comemorar, não sou nenhum gestor profissional e acho que acabei
“vencendo o mercado” se comparar com alguns indicadores de referência.
O curioso na rentabilidade é que os 4,92% de 2020 é praticamente idêntico aos 4,93% entregues em 2019, acho que foi uma coincidência interessante.
É isso... está feita a análise
da carteira.
METAS
DE 2020: PROJETADO VS. REALIZADO
1. Aportar R$ 26.958,00 ao longo dos 12 meses.
OK. Consegui aportar R$ 38.137,67 ao longo dos 12 meses, com um detalhe importante, só não consegui entregar um valor maior, pois destinei no final do ano uma quantidade muito significativa para esse “fundo de gastos pessoais”.
2. Alcançar uma rentabilidade de 5,50% no ano.
A rentabilidade foi de apenas 4,92% nesse ano. A pandemia deu uma boa segurada no desempenho, e a exposição ao CDI que simplesmente despencou muito mais do que o que eu projetava também prejudicou o desempenho dos pós-fixados.
3. Alcançar um patrimônio de R$ 172.458,00.
OK! Consegui fechar o ano com R$ 184.984,10, o que é muito mais do que o projeto, na realidade, a meta do patrimônio tinha sido entregue ainda em setembro. Eu confesso que cheguei a pensar no auge da pandemia que não ia conseguir chegar na meta.
4. Buscar melhorar meu relacionamento interpessoal.
Não acho que consegui melhorar significativamente, é uma coisa que tenho que persistir melhorar e principalmente com pessoas que não conheço, sei lá, é algo que incomoda.
5. Melhorar meu desempenho no trabalho.
Acho que melhorei meu desempenho, tenho desenvolvido novas atividades, porém ainda acho que estou abaixo do que eu espero de mim, melhorei? Sim, mas ainda não acho que cheguei no que considero como ideal. De qualquer forma seria injusto não considerar esse indicador como entregue.
6. Fazer algum curso, certificação, pós-graduação ou idiomas.
Acabei fazendo um curso no começo do ano que foi extremamente útil para o trabalho. Infelizmente a pandemia (e a procrastinação) não ajudaram a tirar do papel pós-graduação ou idiomas.
7. Realizar uma bateria de exames básicos de saúde.
Eu já tinha feito no ano anterior e repeti nesse ano. Os resultados foram em geral muito positivos, fiquei satisfeito.
8. Fechar 2020 com um peso abaixo de 78kg.
A pesagem de quarta-feira (30) indicou um peso de 77kg, durante o ano oscilei no peso dentro da faixa de 76kg-78kg e acho que é o patamar confortável para o meu peso, não fiz academia e nem esportes, o meu IMC está dentro do que é considerado como normal.
-
Desejo um excelente 2021 para todo mundo, sem dúvidas o último ano foi difícil e espero que todos fiquem bem e prosperem nesse novo ano.
As metas de 2021 eu estou definindo e devo divulgar no próximo post.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
Reflexões sobre 2020
Olá, pessoal!
Estamos a poucos dias do final de 2020, foi um ano desafiador para todos nós, mas acredito que é nas dificuldades que podemos aprender grandes lições e por isso resolvi compartilhar com vocês algumas reflexões sobre esse ano.
- As pessoas no geral tem uma dificuldade extrema em se manterem "distantes socialmente": Pois é, acho isso uma das coisas mais interessantes do nosso ano, caramba, quando a pandemia começou o negócio era suspender bares, restaurantes e reuniões sociais, mas a galera parece não se aguentar, primeiro o drama por estar longe a pasmem 8 ou 10 dias de uma aglomeração, depois com a justificativa de "estamos cansados" voltando todo mundo a se aglomerar.
- A histeria coletiva da pandemia: o vírus de dezembro de 2020 é o mesmo de março de 2020, a forma como as pessoas interagem com o vírus é totalmente diferente, em março todo mundo tinha medo do coronavírus, até mesmo um pânico excessivo, conheço gente que precisou de amparo psicológico, mas de junho pra cá o pessoal deu uma virada e ninguém mais tem medo do vírus, galera tem agido como se fosse uma "gripezinha".
- As "LIVES" sempre foram uma ideia ruim: no começo da pandemia era bonitinho postar um stories no Instagram fazendo um churrasquinho e bebendo cerveja em casa com a TV ligada no fundo na live de algum artista qualquer, mas vamos ser sinceros aqui? Ninguém suporta LIVES, aquilo é tosco, é chato, é insuportável de se assistir por mais que alguns minutos. A modinha não durou nem 30 dias, hoje em dia ninguém mais liga para essa tosquice.
- Bolsonaro gosta de ser contra qualquer coisa, só pelo prazer de ser contra: O presidente mostrou nesse ano que o que ele gosta é de ser do contra, independente do quão absurdo seja algo e do quão grande seja o consenso a respeito de alguma coisa, ele é simplesmente contra, e tem orgulho de ser contra. Aqui não vamos falar nem da pandemia, ele joga contra conceitos óbvios sobre preservação ambiental, raça e mais um monte de coisas.
- O governo não tem plano nenhum para o Brasil: Em 2020 o governo não fez nada de relevante para o país, o próprio auxílio emergencial foi construído em um improviso dramático no Congresso, depois de criar o gasto o governo se viu enrolado pois como é típico do Brasil é quase impossível eliminar um gasto. A agenda de reformas simplesmente já não existe nem em palavras, é tudo empurrado com a barriga, o próprio presidente não está interessado nisso. O Paulo Guedes só solta palavras aleatórias ao vento, prometendo um monte de coisa que não é capaz de fazer (tal como as privatizações que prometeu entregar em 90 dias) e sempre prometendo uma grande medida para a semana que vem. Não existe agenda nesse governo.
- O SUS é um orgulho nacional: No geral os brasileiros adoram odiar o SUS, todo mundo reclama da qualidade do atendimento, e os liberais querem um estado mínimo (o que envolve obrigatoriamente o fim do SUS), na realidade nesse ano eu percebi a importância vital dele para o país. O nosso país é muito pobre e a maioria das pessoas não tem condições de pagar um plano de saúde privado e com o emprego nas empresas sendo destruído é cada vez mais limitado o acesso pelos planos empresariais. A saúde privada no Brasil é proibitiva para o brasileiro pobre, por isso eu defendo a manutenção do SUS.
- Desempenho mínimo no trabalho? O máximo é o mínimo. Na iniciativa privada brasileira para você se manter no "jogo" é preciso rodar o tempo inteiro a 100% da capacidade física e mental esperada (não necessariamente é a sua capacidade), qualquer coisa que não seja a plenitude absoluta vai te jogar pra fora rapidamente, acho que caminhamos para resultados desastrosos em longo prazo. Alguém se importa com isso? Infelizmente eu acho que não.
- A queda da bolsa que parecia ser educativa, foi justamente o contrário: Quando a bolsa mergulhou de 115 mil pontos para 105 mil pontos, a turma da "modinha dos investimentos" falava em oportunidade para compra, depois quando ela vou parar na faixa dos 60k-70k, começou um clima de fim de mundo e a galera parecia estar de volta a um pouco de racionalidade, porém a recuperação rápida da bolsa enquanto a economia real está aos frangalhos, fez com que a turminha da modinha se sinta ainda mais confiante, pois eles sobreviveram a três semanas de perdas, e depois a recuperação da bolsa faz eles imaginarem que aguentam perdas, pois é, ainda quero ver se a galerinha conseguiria aguentar um período de como foi 2010-2015, onde quando a bolsa ficou andando de lado por anos.
- Uma bolha de ativos tecnológicos é o legado da crise: Tudo bem, é inegável que empresas ancoradas em serviços digitais se deram muito bem em 2020, é óbvio que Amazon, Netflix, Magazine Luiza e sua turma mereciam uma alta das ações. A reflexão que deixo é: essas empresas justificam tamanha valorização? Seus múltiplos estratosféricos são sustentáveis?
- O excesso de liquidez está mantendo infladas as expectativas sobre "castelos de areia": Tem muita empresa ruim no mercado, tem empresa sendo avaliada por bilhões de dólares e que não tem se mostrado capaz de entregar resultados práticos, empresas que prometem ser disruptivas mas só entregam prejuízos trimestre após trimestre. O sucesso da Amazon em sair de anos de prejuízo para uma potência global, fez com que alguns acreditem que qualquer amontoado de merda é capaz de fazer a mesma coisa, independente do quão frágil é sua estrutura ou tão inflados seus múltiplos. O mais interessante é ver analistas criando novos critérios que levam você de nada pra lugar nenhum, mas tem um conceito bonitinho e assim desviam os focos para os fundamentos que realmente importam.
- Em investimentos é preciso estar preparado para o improvável: Quem aqui na blogosfera imaginou em 1 de janeiro que a SELIC despencaria para 2% em 2020? Acho que ninguém. Você imaginava ver o barril de petróleo sendo negociado com preços negativos? Eu não. A verdade é que o cenário improvável se tornou real e será que não é hora de parar um pouco e olhar os riscos envolvidos na nossa carteira de investimentos? Aquele CDB do banco pequeno, está valendo o risco? Aquela reserva de emergência em Tesouro Direto tem liquidez suficiente para ser uma reserva de emergência igual os "influencers" tanto recomendam? Será que aquela ação para aposentadoria que você comprou vai continuar relevante daqui 30 anos?
- Os influencers de investimento do Youtube e Instagram se multiplicaram: tem muita gente que não sabe de bosta nenhuma que vomita conteúdo e fatura muita grana na internet só falando merda e fazendo caras e bocas, um contingente ainda maior vai atrás desses caras pois acha que são isentos. Depois quem fica com o prejuízo é quem seguiu a "dica valiosa", pois infelizmente são poucos os que realmente tem compromisso com o público e conhecimento.
- A "caridade por Instagram" explodiu em 2020: O Instagram é uma terra de egos elevados, todo mundo é perfeito por ali. O que eu achei interessante é que explodiu a quantidade de anônimos e famosos que usaram as redes sociais para mostrar para todo mundo o quanto são caridosos e preocupados com o próximo. Seja por publicações de artistas e atletas que fizeram doações para o combate a pandemia, ou aquele conhecido seu que foi doar uma cesta básica para uma família necessitada mas que obviamente precisou escandarar a situação humilhante dos receptores da doação para que ele pudesse posar de bom samaritano.
- Liberalismo? Opa, sim! Mas só para os outros.: É maravilhoso ver um monte de apoiadores do liberalismo, que prega o desmonte do estado, dos direitos, impostos mínimos e etc pedir e apoiar programas de incentivo a indústria, comércio e tudo mais para as empresas, pedir socorro governamental na pandemia, ora bolas, pensei que o "mercado" iria se regular na pandemia e resolveria todos os problemas como mágica. Francamente, é muito fácil falar do alto de seus apartamentos e mansões em bairros nobres de São Paulo e Brasília e ignorar a vida real do brasileiro que lida com um país sucateado.
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Se tudo der certo vamos se encontrar novamente em 2021, desejo desde já um ótimo e socialmente distante final de ano para todos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Fechamento Novembro/2020: R$ 182.981,43 (+1,68%)





