quinta-feira, 13 de agosto de 2020

EX-GORDO: Minha jornada e considerações

O meu post de meio de mês nem seria sobre isso, na verdade eu entrei no blog para escrever sobre outro assunto, mas antes fui dar uma lida nos blogs do meu blogroll (sim, eu leio todos os posts de todo mundo que está listado ali, só comentar que infelizmente não consigo sempre). O texto do Cowboy me deixou impactado demais, na verdade eu comecei a escrever uma resposta lá no post dele mas acabou ficando tão longa que virava outro post e então resolvi escrever aqui.

Aqui está o link do Cowboy Investidor. Não leu? Corre lá então e depois volta aqui. Ah, o texto é bem polêmico.

 um restaurante localizado no no Reino Unido criou um hambúrguer ...

Ler aquele post me deixou muito pensativo na minha jornada em busca do emagrecimento e vi naquele post muito do que eu considerava como parte do meu antigo ‘eu’, e dois anos atrás eu provavelmente relutaria em aceitar o texto. Vamos dividir esse post em algumas etapas: primeiro alguns fatos sobre como eram as coisas quando eu era gordo.

  1.       Eu não tomava café-da-manhã, ia para o trabalho e depois almoçava perto das 12h, no almoço eu repetia pelo menos 2x. Depois voltava pro trabalho, a tarde não dava tempo pra comer e já ia direto pra faculdade, na faculdade quando minha condição financeiro melhorou eu acabei conseguindo sair um pouco com os colegas pra comer ou beber alguma coisa no intervalo, infelizmente isso foi muito mais frequente, normalmente 2x ou 3x por semana e convenhamos que comida de intervalo é uma das piores coisas que existe, aquelas fast foods e refrigerantes fazem um bem danado para o peso. Chegava em casa à noite e ainda jantava.
  2. .     Meus amigos sempre disseram que eu devia ir pra academia e perder o peso, só que como eu era gordo desde a pré-adolescência e nem lembrava como era ter um ‘peso normal’ e os benefícios que isso me traria eu me sentia bem.
  3. .     Confesso que ainda como pizza, macarrão, arroz, feijão, refrigerante, tortas salgadas e etc. Mas a diferença é que passei a privilegiar alguns alimentos: por exemplo, passei a comer mais carne, legumes e vegetais. Por sorte eu nunca tive problema em comer saladas, pelo contrário, sempre gostei. O X da questão é que eu comia quantidades enormes de arroz, feijão (sempre gostei), pizza, salgados e refrigerante, e tudo virava uma bomba calórica.
  4. .     Minha rotina na época não devia somar 500m de caminhada durante o dia, o resto era tudo motorizado. Sem atividade física e comendo a quantidade que eu comia era impossível perder peso.
  5. .      Não gosto muito de doces, sempre preferi salgados. Mas quem disse que comer 8 fatias de pizza e beber um refrigerante não é tão ruim quanto comer aquela fatia de bolo ou aquele milkshake de Ovomaltine? A comida “salgada” é cheia de açúcar.
  6. .      Aqui é um X importante, eu descobri só depois que estava na jornada que eu comia por ansiedade e por não ter o que fazer acabava me afogando na comida de forma inconsciente, aquela imagem que temos de uma pessoa chorando enquanto devora um prato de comida é totalmente fake, mas no subconsciente eu comia para esquecer os problemas.
  7. .    Eu não tinha força de vontade para emagrecer pois eu achava que emagrecer alguns quilos não significaria nada na prática e que uma pessoa de ‘peso normal’ tinha uma vida igual a minha.
  8.    Não, eu não achava que era tão gordo como eu acho hoje. É impactante e até constrangedor ver fotos minhas de 2,3 anos atrás.
  9.       Achava que eu tinha ossos grandes (kkkkkk) e que minha genética era assim mesmo e que eu nunca conseguiria mudar isso.
  10.      Eu achava que não havia nada de errado em ser gordo e que todos os problemas que eu tinha e que eram causados por ser gordo não estavam diretamente relacionados a essa condição.

Como foi a jornada?

            Passei alguns dias no começo de 2019 em uma outra unidade da empresa pois eles precisavam de uma força, foram poucos dias, mas era uma loucura a correria no dia-a-dia. Nesses dias acabei não almoçando e jantava muito pouco, e no último dia passando em frente uma farmácia resolvi me passar e estava quase 2kg mais magro e isso em poucos dias! Acabei ignorando isso de início, apesar de ter ficado surpreso.

            Passado algumas semanas me pesei em uma balança e vi que tinha engordado, e então pensei: “bom, se naqueles dias emagreci tudo aquilo sem dificuldades e não morri, acho que consigo novamente”. De inicio não controlei o peso, mas então resolvi levar a sério com pesagem semanal.

            O ponto de partida: 92,6kg e 1.77m de altura em março de 2019.

            A meta inicial era alcançar os 90kg, resolvi cortar o almoço e diminuir o jantar. O nosso corpo ajuda demais nas primeiras semanas, seguindo essa rotina tinha semanas de eu perder quase 1kg por semana e isso sem mudar a atividade física. Depois de passar pelos 90kg resolvi que queria buscar os 85kg e assim foram mais alguns meses, depois baixava para 83kg e depois para 81kg. Naturalmente é impossível manter o ritmo inicial de perca de peso, mas a “curva” apontava pra baixo.            

            No final de 2019 terminei com 79kg. E olha que minha meta era ficar abaixo de 90kg no final do ano.

            No começo de 2020 estabeleci que queria chegar ao IMC normal e dei um gás por mais algumas semanas, alcancei isso em meados de fevereiro e depois o peso continuou caindo aos poucos. No final de março alcancei o platô dos 76kg e desde lá não tenho conseguido descer o meu peso, parte disso é que surgiu uma questão de saúde não relacionada ao peso e/ou emagrecimento que me impede de fazer atividade física moderada/intensa e convenhamos que cortar na alimentação depois de chegar ao peso normal já não vai surtir mais efeitos.

            Me pesei hoje mesmo e estou com exatamente 75,9kg e um IMC de 24.2, ou seja, peso normal. Ainda tenho uma “barriguinha de leve”, sei que pra queimar ela preciso partir pra atividade física, mas estou restrito a fazer isso por pelo menos mais alguns meses.

Que mudanças eu percebi após me tornar um ex-gordo?

·         Troquei minhas calças jeans de tamanho 48 para 38. Sério, quando eu usava 48 eu não achava que minhas calças eram grandes. Esses dias peguei uma calça velha no guarda-roupa e comparei com uma calça nova, é chocante e constrangedor!

·         Troquei minhas camisetas de GG para M ou até mesmo P, senhores, que diferença! Agora tenho muito mais opção de camisetas nas lojas, o estoque de GG muitas vezes acabava rápido (tiragem menor) ou se quer tinha para aquele modelo.

·         Passei a suar menos, ou melhor, tipo pelo menos 75% menos. Antes qualquer dia fresco me deixava com aquelas pizzas, e até suava nas curvas dos “pneuzinhos”, agora é vida nova e convenhamos aquelas pizzas eram constrangedoras, mas achava que não tinha nada haver com ser gordo, achava que minha genética fazia eu suar mais, felizmente me enganei.

·         Alguns meses atrás fiz um trajeto a pé idêntico à um trajeto que eu fazia quando era gordo, meu Deus, que diferença. Antes bastava eu chegar na metade do caminho que me sentia cansado, suava e sofria de dores fortes no tornozelo. Agora eu faço com bastante tranquilidade.

·         É muito gratificante escutar das pessoas “nossa, como você emagreceu!” ou então “você está tão diferente!”

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O que encerro dizendo é em especial aos leitores gordos: senhores, emagreçam! Se você não tem um diagnóstico médico que categoricamente diga que a culpa não é sua e que você não vai conseguir, então a culpa é sua! Emagreça, se você tem 120kg hoje e deveria ter 80kg, não coloque como meta os 80kg, pense assim: vou chegar em 114kg até o final do ano, depois se chegar coloque pequenas metas extras, vá descendo devagar seu peso, talvez você não chegue nos 80kg, mas te garanto se chegar na metade do caminho já vai ser incrível!

Priorize você! Priorize sua saúde!

sábado, 1 de agosto de 2020

Fechamento Julho/2020: R$ 164.556,34 (+0,78%)


A Folha de S. Paulo publicou uma matéria interessantíssima sobre os entregadores de serviços de aplicativo, o serviço que já vinha ganhando espaço nos últimos quatro anos se popularizou ainda mais durante a pandemia, ao mesmo tempo em que as pessoas esquecem do principal protagonista desse sistema que é o entregador.

A pandemia tem evidenciado o abismo de oportunidades no nosso país, enquanto milhares de brasileiros enriquecem na crise, entram em quarentenas luxuosas em fazendas, condomínios ou praias paradisíacas uma outra parcela da população perde seus empregos e é empurrada para a informalidade e que agora é glamourizada, é preciso deixar claro que não sou contra o trabalho autônomo, mas se você ler essa reportagem da Folha de S. Paulo e não perceber que tem alguma coisa acontecendo na sociedade eu sinto lhe dizer mas você está vivendo em algum tipo de bolha. A questão aqui é de dignidade humana. 

Vamos ao fechamento do mês.



É mais um mês positivo e novamente com uma rentabilidade que considero das mais satisfatórias, por falta de entusiasmo para aportar e por enxergar que exista uma janela de oportunidade em meio ao pânico do mercado em meio a resultados negativos do segundo trimestre da maioria das empresas decidi que vou deixar o dinheiro na corretora e fazer algum aporte ao longo do mês.
A minha carteira está 85% em renda fixa (LCI e Tesouro Direto).

ETF's: O IVVB11 continua sendo minha única posição. No geral ele oscilou levemente para cima durante o mês, chegou a performar bem, porém o dólar em queda nos últimos dias e o humor negativo no mercado internacional deixaram ele com uma variação percentual levemente maior. É um queridinho e pretendo aportar nele como parte da minha estratégia de exposição no mercado internacional.

Ações: Sem aportes no mês o jeito foi acompanhar o desempenho da carteira de ações. No momento nenhuma das empresas que tenho em carteira estão no radar de venda, porém tenho acompanhado com mais atenção:
  • WEGE3: Com 47,3% de rentabilidade histórica é a minha melhor ação na carteira. Acho uma empresa fantástica, ramo de atividade sólido, sem concorrentes disruptivos e resultados positivos. O meu medo é que o papel esteja esticado demais, os múltiplos estão exagerados.
  • SUZB3: A Suzano está com 2,3% de rentabilidade histórica, é parte de um setor que gosto e é consolidada no setor. A Suzano tem me chamado atenção pelo endividamento astronômico da empresa, vou acompanhar como ela lida com essa situação.
  • Setor financeiro: Tenho na carteira ITSA4 e BBDC4, são minhas queridinhas (ainda que Bradesco tenha a pior performance histórica da carteira com -15% de rentabilidade), o meu receio é sobre a pressão da concorrência e regulamentação prejudicarem os resultados e os dividendos do setor.
FII's: Não aportei. Confesso que não sou especialista em FII's e tenho dificuldade em encontrar bons FIIs. Meu foco é encontrar um fundo bom, com uma gestão boa e com um DY sólido. Alguém sabe algum que vale a pena dar uma olhada?

Renda Fixa: Não aportei. Sem nada a declarar, continuo em Tesouro Direto e LCI.
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VIDA PROFISSIONAL: O processo de mudanças na empresa continua a todo valor, a dança de cadeiras de funcionários está acontecendo, a rádio peão fala em demissões, mas nada de concreto tem acontecido nesse sentido. No geral foi um mês positivo no trabalho.

VIDA PESSOAL: Nada de relevante. Apenas o peso que está em um platô de 76kg e não vejo como reduzir, porém é um IMC dentro do considerado "normal" então eu não vou continuar buscando a queda de peso, o foco é manter nessa faixa.

IMPORTANTE: Esse é um blog de cunho pessoal, nada do que escrevo aqui deve ser levado como recomendação de investimento, estou apenas compartilhando minhas experiências e não recomendo a ninguém que tome decisões baseadas em algo que eu escrevo. Caso você deseja orientação sobre investimentos procure especialistas no assunto.

domingo, 12 de julho de 2020

Paulo Guedes está perdido


Quem assistiu a entrevista de Paulo Guedes na CNN Brasil a pouco mais de uma semana atrás deveria ter ficado preocupado, mas parece que o mercado não viu ou está fingindo que a entrevista não aconteceu.

A entrevista mostrou que estamos dançando encima de um barril de pólvora, o ministro deixou claro que o governo não tem plano nenhum para a economia daqui até o final do mandato atual. A fala de Paulo Guedes se resumiu em desenhar um país que não existe, no mundo de Paulo Guedes ele vai conseguir privatizar "quatro grandes estatais" até o final de setembro, o país vai se surpreender com uma queda muito menor do PIB em 2020 e a coroação é o envio de uma proposta de reforma tributária (que é uma promessa desde o fim da reforma da previdência e que não saiu do lugar justamente pela incapacidade do governo de apresentar um projeto ao legislativo) que vai taxar dividendos e criar mecanismo de "substituição tributária" escorados em uma nova CMPF que segundo o ministro não é uma CPFM, ainda que cheire como uma CPFM, pareça uma CPMF, funcione como uma CPFM, mas não é uma CPFM pois ele está dizendo que não é e isso deveria bastar.

Na prática quem tem o mínimo de senso da realidade nesse país deve ter em mente que:
  1. A cada semana que passa o Congresso vai se esvaziar cada vez mais diante da proximidade das eleições, o que aumenta a dificuldade de fazer quórum e diminuiu o apetite de deputados em aprovar privatizações polêmicas de grandes estatais.
  2. O governo está entupindo o Congresso de Medidas Provisórias que trancam a pauta o tempo todo, o que prejudica o próprio governo que tem que gastar cartuchos negociando nos acréscimos do segundo tempo para salvar algumas MPs.
  3. É ZERO a chance de sair uma Reforma Tributária nos próximos meses tendo em vista que a proposta se quer foi enviada para o Congresso e é um tema polêmico e que por natureza já se arrastaria por vários meses e com o agravante do período eleitoral que vai ocupar todo o segundo semestre do Congresso. 
  4. Se a Reforma Tributária for aprovada no começo da próximo ano, devemos lembrar do princípio da anterioridade que veda a cobrança de impostos no mesmo ano fiscal em que foram aprovados.
  5. Sem receitas extras em 2021 o governo vai bater no Teto de Gastos e corremos o risco de lidar com ou o colapso financeiro do governo ou a derrubada do Teto de Gastos e por consequência o endividamento de um país emergente ultrapassando os 100% do PIB, o que certamente vai impactar no dólar, na inflação e na economia em geral.

Menos de uma semana depois da fala do Ministro e sem nenhuma ação do governo no sentido de cumprir as promessas de Guedes a bolsa fechou em 100k novamente. Diante desse cenário eu decidi que vou dedicar mais atenção nos próximos meses aos aportes em IVVB11 enquanto estudo mais a fundo a possibilidade de abrir conta em uma corretora nos EUA.

Não estou dizendo que vou deixar de investir em ações e FII's brasileiros, pois meu horizonte de investimento é para daqui a décadas, mas é preciso reconhecer que nos próximos três anos o cenário é muito complicado para o Brasil e requer cuidado na hora de aportar aqui nos trópicos.

Gostaria de ser convencido de que estou errado e que tudo vai dar certo na economia, mas não vejo nada no horizonte que favoreça essa visão.

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IMPORTANTE: Esse é um blog de cunho pessoal, nada do que escrevo aqui deve ser levado como recomendação de investimento, estou apenas compartilhando minhas experiências e não recomendo a ninguém que tome decisões baseadas em algo que eu escrevo. Caso você deseje orientação sobre investimentos procure especialistas no assunto.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Fechamento Junho/2020: R$ 163.282,47 (+1,25%)


A manchete do mês será o ciclone-bomba, como morador do interior do sul do Brasil também tive que lidar com o episódio.Aqui na minha cidade ontem foi um dia bem atípico, me lembro de olhar pela janela do trabalho e que durante todo o dia estava extremamente ventoso, ás arvores se contorciam mesmo sem muitas nuvens no céu. Por aqui ele chegou como temporal no final da tarde, com chuva de granizo acompanhada e bastante vendaval. Os danos foram bem limitados e isolados.

A mídia tem tratado como se fosse um evento extraordinário, concordo que mereça destaque e que em alguns pontos e cidades isoladas os danos foram severos e não devemos menosprezar o fenômeno, mas já vi outros temporais bem piores. O importante dessa notícia é lembrarmos que quão imprevisível é a vida e a jornada da independência financeira representa justamente isso pra mim: uma forma de precaução contra a imprevisibilidade.

Vamos ao fechamento mensal:

Esse foi mais um mês positivo para os aportes, consegui aportar um pouco mais do que eu projetava.
A rentabilidade do mês de +1,25% foi muito boa, é quase a mesma coisa de abril e naquela ocasião a queda forte de março acabava facilitando o resultado de abril.

ETF's: O contínuo apenas com o IVVB11 e fiz um pequeno aporte no final do mês, ele é um ativo importante da minha carteira de renda variável e tem uma boa participação no total (aproximadamente 1/4) e pretendo continuar aportando aos poucos nele no futuro. O dólar no dia do aporte estava em 5,40 se e eu tivesse pego na faixa de 5,00-5,10 eu teria colocado muito mais no IVVB11.

Ações: No geral todas da minha carteira foram bem durante o mês, a única que me deixa com um pé atrás é a Suzano, acho que comprei mal, mas vou continuar com ela por mais um tempo na carteira e quero ficar de olho nos resultados trimestrais. Aportei um pouco em Itaúsa, Gerdau (a pior rentabilidade histórica da minha carteira), Sanepar e Weg.

FII's: Continuam devagar e retomando aos poucos, os dividendos vão pingando cada vez mais no final do mês e isso me deixa animado de investir, só não amplio os investimentos nos fundos imobiliários pois eu me considero inexperiente demais na análise deles e acho que a tributação de dividendos quando vier vai dar uma bela queda e pode ser uma oportunidade para entrar mais forte. Aportei em MFII11, XPLG11 (não anda indo bem, mas galpões logísticos me parecem muito promissores) e KNRI11.
RENDA FIXA: Sem aportes. Sem comentários relevantes.
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VIDA PROFISSIONAL: A minha unidade está passando por um processo de readequação o que vai impactar no organograma, pelo que entendi o meu cargo será extinto. Na verdade não estou mais desempenhando minhas funções habituais que foram pulverizadas e passei a desempenhar novas funções, mas na teoria ainda tenho a mesma função de antes. Na prática o que é provável no meu futuro é:
  • Ser demitido. 
  • Ser transferido para outra unidade e desempenhar minhas atividades anteriores por lá, mantendo o mesmo cargo que ainda ocupo 'oficialmente'.
  • Ser readequado no organograma para o cargo que estou exercendo na prática.
Sei que pode parecer que o cenário tem se deteriorado, mas o clima melhorou muito e com essa readequação ninguém tem falado mais em cortes de funcionários (que é de longe o pior dos cenários), vamos aguardar os próximos capítulos. Vivemos um momento de calmaria. Espero que continue assim rsrs

VIDA PESSOAL: Nada de relevante, tudo na mesma.

Bom julho.

IMPORTANTE: Esse é um blog de cunho pessoal, nada do que escrevo aqui deve ser levado como recomendação de investimento, estou apenas compartilhando minhas experiências e não recomendo a ninguém que tome decisões baseadas em algo que eu escrevo. Caso você deseja orientação sobre investimentos procure especialistas no assunto.


quinta-feira, 11 de junho de 2020

MINHA VIDA: Nunca foi sorte!

Que coisa mais triste é ver gente dizendo que alguém teve “sorte” quando esse alguém veio da classe baixa e sem nenhum tipo de privilégio ou prêmio da loteria, mas conseguiu melhorar de vida.

Eu nasci e cresci em família pobre, e vez ou outra alguém me diz que “Pi, mas você teve sorte”, pois eu digo que sorte foi uma das poucas coisas que tive na minha vida. O que eu sempre tive foi esforço, consciência e uma proteção de Deus essa última que não faço por merecer.

Enquanto eu crescia nunca tive condições de cursar escola particular ou de cursinhos de idioma ou pré-vestibular, sempre tive que me contentar com a velha escola pública brasileira e a internet para tentar aprender o máximo que eu conseguia. Vários colegas da minha idade vinham de famílias que conseguiam bancar estudos de primeira linha, mas confesso que não vi nenhum deles saber tirar proveito disso.

Quando passei no vestibular e fui cursar a faculdade a minha vida não era nada fácil, eu tinha exatos 30 minutos entre bater o ponto de saída no meu trabalho e o ônibus fazer a única saída do dia pra faculdade (não esqueçam que moro em cidadezinha de interior) em outra cidade. Quantas vezes não tive que me virar nos trinta debaixo de temporal pra não perder o ônibus, tinha que ir a pé até o ponto de ônibus e acabava me molhando. Vários alunos que iam também pra faculdade, conseguiam ir de carro pra faculdade ou pelo menos até o ponto de ônibus, nessas horas eu perguntava a Deus: o senhor é justo comigo? Ele me respondia, mas a resposta de Deus nem sempre conseguimos entender na hora.

Na faculdade eu sempre tentei tirar o máximo possível das aulas, tinha bons, ótimos e péssimos professores, mas independente do quão difícil fosse a matéria ou estressante fosse o meu dia, a faculdade sempre foi meu lugar preferido, lá conheci também meus melhores amigos.

Infelizmente quando arranjei um emprego eu aprendi logo cedo a ter que gastar pouco, na época ganhava um salário mínimo. Acabou que nunca consegui participar de festas universitárias e “saideiras” pra bares, eu nunca tinha dinheiro, na verdade às vezes sobrava um pouquinho, mas eu tinha tanto medo de perder o emprego e não ter como continuar estudando que comecei a guardar desde cedo esse dinheiro.

No trabalho acabei conseguindo uma promoção quase um ano depois de ser contratado, a promoção dava um up no meu salário, eu passava a ganhar cerca de 2 salários mínimos. Eu sempre me considerei um funcionário mediano, não achava que fazia nada de especial, mas meu chefe me disse tempos depois que eu nunca dei trabalho pra ele, sempre cheguei no horário, sempre me esforcei mesmo quando não sabia fazer as coisas e sempre que ele me passou uma tarefa eu corria atrás de fazer, os outros colegas do meu setor e de mesmo cargo eram mais largados, e esses mesmos colegas disseram que eu tinha sorte de ser promovido e que não merecia, pois era só um recém-chegado e eles estavam a mais tempo.

É a partir dessa promoção que começou a sobrar dinheiro, mas resolvi que o aumento precisava ser poupado, claro que consegui separar um pouquinho pra sair uma vez ou outra no mês pra tomar um refrigerante na faculdade e comer um salgado, mas a prioridade era guardar dinheiro.

E foi apenas seis meses depois dessa promoção que surgiu uma nova promoção, a partir daí eu fui promovido ao cargo dos sonhos no departamento, o salário dobrou mais uma vez, e havia alguns bônus e tudo mais. Continuei poupando dinheiro o máximo possível, com o passar dos meses eu ia guardando cada vez mais e construindo uma reserva. Os colegas de trabalho continuavam gastando todo o salário e na faculdade o que não faltava era gente gastando tudo em bebidas e festas universitárias. Como sempre tiver perfil anti-social e meu círculo de amizade também, nunca fui nessas festas.

Nessa época da faculdade conheci aquela que eu imaginei ser “o amor da minha vida”, infelizmente não era nada disso, confesso que me apaixonei e eu tinha poucas experiências amorosas na vida, levou alguns meses pra mim cair na real que ela só queria me sugar, ela não era quem parecia ser (ou quem eu queria que fosse?), e que não ia rolar nada além da friendzone, meus amigos me avisaram e resisti em acreditar, até que percebi a realidade de uma forma não agradável, decidi cortar completamente qualquer contato, confesso que demorei muito mais tempo pra esquecer, mas sabia que cedo ou tarde ela seria só passado e um tempo depois foi isso que aconteceu.

Mais ou menos na mesma época que eu me metia nessa “ilusão amorosa”  começou a martelar na minha cabeça que por mais que eu tivesse um cargo bacana na empresa, eu estava muito distante da minha área de graduação e eu queria voltar pra esse caminho, pois não queria ter um diploma debaixo do braço e não aplicar na prática. Nesse meio tempo resolvi mandar um currículo para outra empresa que descobri que abriria uma vaga. Uns dois meses depois surgiu uma ligação perguntando se eu gostaria de participar do processo seletivo? Topei. Fui aprovado.

O novo emprego veio e novamente acompanhado com as conversas de que eu tinha sorte por parte de quem mal me conhecia, inclusive alguns familiares começaram a ficar com “inveja” (???) e fazer comentários depreciativos sobre mim. No novo emprego consegui bons ganhos salariais e meses depois rolou uma promoção para o cargo que ocupo até hoje.

Acabei me formando na faculdade.

Depois da faculdade resolvi que precisava priorizar minha vida, com uma parte da grana que eu tinha guardado acabei comprando meu carro (um passivo vital no interiorzão) e agora tinha liberdade para ir e vir (e o fim dos banhos de chuva). Também percebi que tinha problemas com ansiedade e na época resolvi dar uma mudada de vida e comecei a perder peso, foram 20kg em pouco mais de um ano.

Comecei a controlar minha vida financeira em planilhas, e a melhorar meus aportes, passei a acompanhar de perto a rentabilidade dos meus investimentos e a melhorar meus aportes. Busquei melhorar meu desenvolvimento profissional com cursos e finalmente chegamos aos dias atuais...

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O que digo é que minha vida não foi fácil, sempre fui pobre, nasci em família humilde e meus pais nunca tiveram empregos de classe média ou as mesmas oportunidade de estudo que eu tive, nunca fui bom em esportes, nunca fui o popular da sala, nunca fui o que as meninas se ofereciam pra ficar,  sempre tive consciência de que a vida não é justa, que eu estava na corrida da vida como os outros, mas que a corrida não era igual para todo mundo, alguns largavam na frente e que cabia a mim me esforçar para alcançar os outros.

Nunca quis ser "o melhor", meu único objetivo é ter uma vida normal, ser um cara mediano, com tranquilidade financeira e boa saúde, não quero ser famoso, não quero ser um desses bilionário, só quero viver a vida com dignidade. 

Não tenho uma vida perfeita, tenho muitos problemas, mas confesso que sinto orgulho de quem sou e até onde já cheguei.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Fechamento Maio/2020: R$ 158.054,65 (+0,61%)



Durante a última semana de maio o governo divulgou os dados do emprego, o resultado é terrível, mas não condiz com a realidade. O Itaú publicou um relatório onde aponta que o desemprego poderia estar em 16% se não fosse a baixa procura por emprego, essa é motivada não pela situação financeira dos sem-trabalhos e sim pelo desalento e pela impossibilidade de procurar emprego causada pela quarentena.

A situação da economia é ruim, e conversando com as pessoas a maioria está desanimada, vejo alguns colegas desistirem de planos que estavam fazendo para os próximos meses e até para o próximo ano. Eu sou de uma geração azarada, tudo bem que ainda sou jovem, mas desde que alcancei a vida adulta nunca desfrutei de um dos períodos de "oásis" econômicos que o Brasil costumava ter historicamente, a maioria de vocês leitores já viveram pelo menos um, dois ou três desses períodos, eu ainda não vivi nenhum deles e é muito triste e frustrante ser jovem em uma época tão difícil, a verdade é que provavelmente a minha geração vai passar toda a juventude em uma época de dificuldades, estamos assistindo uma "geração perdida".

Vamos aos números.


O mês foi muito positivo, acabei conseguindo algumas receitas que não esperava o que ajudou em recuperar as perdas de Abril e garantir um aporte alto. A rentabilidade de 0,61% no mês foi muito interessante e surpreendente, no final acabei conseguindo retomar a carteira para o terreno positivo no ano.

AÇÕES: Não vendi nada. Comprei BBDC4, HYPE3 (novidade na carteira e primeira ação de saúde) e SAPR4. Eu continuo na filosofia de escolher empresas de setores estáveis e com boas perspectivas de longo prazo. No mês passado eu tinha mencionado que não investira em ações, mas acabei percebendo que cedo ou tarde boas empresas vão voltar a subir sua cotação e seus resultados e com isso é bom aproveitar os preços baixos, ainda mais eu que penso no longo prazo.

FII's: Melhoraram muito durante o mês, não investi em nenhum FIIs.

ETF's: O IVVB11 avançou nesse mês e continua sendo o líder da minha carteira de renda variável no quesito retorno obtido. Acabei não aportando nele pois achava o preço do dólar muito descolado da realidade quando fiz os aportes na bolsa, se tivesse pegado o dólar em R$ 5,30-5,40 eu teria mandado alguma grana pro IVVB11.

VIDA PROFISSIONAL: A situação no trabalho que era de incógnita em Abril começou a se deteriorar ao longo de Maio, vários colegas começaram a ser demitidos nos últimos dias e parece que ainda teremos mais demissões pela frente. Confesso que a situação não é nada confortável, estou com medo de perder o emprego.

VIDA PESSOAL: Não fiz nada de relevante, continuo em quarentena o máximo possível (ótimo para a saúde e o bolso). 
O que tenho evitado são redes sociais, em especial o Facebook aquele lugar virou uma arena de debate político e fake news de todos os lados. Tenho preferido me manter alheio a tudo isso.
A Pandemia tem mostrado episódios de egoísmo e intolerância, aqui no interior do Brasil o vírus chegou pra valer depois da segunda quinzena do mês e as pessoas estão sendo intolerantes com os contaminados, tenho assistido verdadeiros linchamentos virtuais da imagem e dignidade dos contaminados, é ódio puro. Confesso, às vezes tenho mais medo de ser contaminado e sofrer com o "linchamento moral" do que dos sintomas do vírus.

Bom junho.

IMPORTANTE: Esse é um blog de cunho pessoal, nada do que escrevo aqui deve ser levado como recomendação de investimento, estou apenas compartilhando minhas experiências e não recomendo a ninguém que tome decisões baseadas em algo que eu escrevo. Caso você deseja orientação sobre investimentos procure especialistas no assunto.