sábado, 26 de junho de 2021

Reforma do IR

Que fantástica essa Reforma do IR que o Paulo Guedes apresentou! 

Nada melhor do que aumentar uma miséria nas faixas de isenção de IRPF e pedir apenas a quase extinção do desconto simplificado.

Anunciar 20% de tributação de dividendos, com o discursinho de que "bilionário recebe um monte e não paga nada, estamos trazendo justiça", aí coloca uma faixa de isenção de R$ 20 mil por mês para um seleto grupo. Poxa, não dá para deixar o Zé CPF da bolsa que não consegue nem pagar a conta de luz com os dividendos que recebe sem essa tributação, imagina que absurdo seria um negócio desses?

A mesma mão que mantém a LCI e a LCA como instrumentos isentos de IR pois finalmente reconheceu que são instrumentos necessários para fomentar o desenvolvimento do país, também encontrou algum valor para o desenvolvimento e justiça tributária na redução da tributação para day traders. 

Mas tudo bem!

Vamos apoiar essas medidas e pensarmos no bem maior do país, certamente a redução da tributação sobre às empresas vai se transformar em milhões de emprego para o país, novas vagas que vão se somar às centenas de milhões de vagas que a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência já geraram.

No final ainda estou preocupado, será que tamanha bondade ainda permitirá que sobre algum recurso para comprar Covaxin?

Vou rezar para que ainda exista um pingo de bom senso no nosso Congresso e não permitam esses absurdos!

Ansioso por 2022!


terça-feira, 1 de junho de 2021

Fechamento Maio/2021: R$ 208.986,68 (-0,37%)

As notícias nessa semana voltam para o tema da Reforma Tributária, aparentemente dessa vez o jogo político parece estar encontrando um caminho para passar a reforma, claro, após finalmente o ministro descobrir que esse negócio de nova CPMF não vai rolar e parar de ficar abrindo a boca defendendo esse absurdo indefensável.

Eu pessoalmente não sou contrário a discussão de tributação de dividendos, o que lamento é que mais uma vez isso é feito prometendo coisas que não vão ser cumpridas, como uma melhoria dos empregos e do investimento em geral. Mas discutir a aprovação da matéria está fora da minha alçada, pois quem sou eu comparado com deputados, senadores e políticos? Qual a influência de uma postagem desse blog nessa discussão? Realisticamente falando todos nós sabemos que nenhuma.

O que está um pouco mais próximo do meu controle é como essa medida vai impactar os meus investimentos no curto-médio prazo e como devo gerir minha carteira até a derradeira aprovação da reforma. Dentre os vários pontos que ficaram sem ser esclarecidos está a tributação dos Fundos Imobiliários, tecnicamente falando é um bizarrice tributar os proventos, tendo em conta a natureza de constituição dos FII's, o ministro entretanto não deixou claro, e sinto que esse silêncio significa que os FII's estão no alvo. O meu medo não é tanto perder 20% de DY nos fundos, mas principalmente entender se o mercado vai descontar o valor das cotas para manter um Yield elevado e se haverá bitributação (o que me parece o mais provável) em fundos que investem em CRIs, CRAs e nos FOFs em geral. 

O que eu devo fazer? Continuo investindo e ignoro essas medidas, imaginando que o mercado já precifica essa mudança? Suspendo meus investimentos em ações pagadoras de dividendos e Fundos Imobiliários na esperança de que o mercado passe por um ajuste de preços desses ativos? São questões que ainda não tenho a reposta.

Fechamento do mês

O mês terminou com rentabilidade negativa de -0,37%, infelizmente minha carteira jogou contra o CDI e contra o Ibovespa. As minhas ações de forma geral não conseguiram acompanhar a valorização do Ibovespa, mas o grande responsável pelo fraco desempenho foram os dois ETFs da carteira.

O desempenho fraco do mês de Maio acabou correndo toda a rentabilidade acumulada de 2021, perdendo para o CDI acumulado do ano, isso sem falar na inflação, mas é assim mesmo, dias de luta...


O mês foi de recorde de proventos e com ótimos motivos para comemorar, ao todo recebi R$ 486,93. O maior ativo responsável foi a minha queridinha Taesa do setor de transmissão de energia elétrica. Do ponto de vista dos Fundos Imobiliários praticamente ficaram estáveis e continuam fornecendo uma boa base de proventos. 

Aportes: Esse mês fui frugal ao extremo, pois sei que é praticamente a última oportunidade de gastos baixos desse ano e tendo em vista gastos acima do esperado que devo ter nesse mês de junho e no próximo mês, decidi que era importante tentar aportar o máximo em Maio, a própria pandemia ajudou garantindo uma rotina trabalho-casa-trabalho. 

Acabei fechando o mês com R$ 5.452,54 aportados, no último ano eu tinha conseguido aportar mais em Maio, entretanto às receitas do ano passado eram não-recorrentes. 

Acabei aportando em IVVB11, pois considero que é um excelente investimento de longo e a queda do dólar durante o mês ajudou a criar uma oportunidade de compra com desconto. Também aportei um pouquinho em MALL11 e VINO11, pensando no longo prazo pós-pandemia. No setor de ações comprei Sanepar, Engie Brasil e BB Seguridade, às três eu comprei por acreditar que ofereceram um bom preço de entrada para mim.

Ações: A AES Brasil continua caindo (parece o City, cheio de derrotas depois de resolver mudar de uniforme). O Bradesco, mostrou um bom trimestre, mas acabei não comprando pois já estava alto demais quando eu resolvi fazer os aportes do mês. A Taesa minha queridinha entregou ótimos dividendos durante o mês e acredito que é um ótimo player para a crise energética que se aproxima. A Itaúsa parece finalmente sair do atoleiro de 10,00-10,40, talvez pela aproximação da destrava de valor da XP. A Suzano e Gerdau seguem se beneficiando do boom das commodities, porém prefiro manter ela por enquanto fora do radar de novos aportes. A Cyrela é a última ação que quero destacar, apesar de ser uma boa empresa e estar com um preço atrativo as notícias de uma disparada do preço do aço podem impactar a empresa e resolvi deixar de fora dos aportes para entender melhor o que vai acontecer.

Fundos Imobiliários: A discussão sobre a tributação de dividendos pesou na minha decisão de diminuir o ritmo de aportes em FIIs, em especial nos fundos de fundos e nos fundos de papel. De concreto acompanhei apenas CPTS11 que divulgou uma nova emissão, acabei optando por não participar.

ETF's: É daqui a responsabilidade da queda da carteira. O HASH11 despencou e mesmo que ele represente apenas 0,5% da carteira o tamanho do tombo foi muito expressivo, acho que o mercado de cryptomoedas é complicado e extremamente volátil, porém é tão inexpressivo na carteira que vou preferir manter como uma "pimentinha" em uma carteira tão conservadora como a minha. O IVVB11 também registrou uma queda mensal (o que não é muito comum), puxado pelo dólar e aprovetei para aportar mias um pouco.

Renda Fixa: Uma calmaria danada, não fiz novos aportes e devo fazer uma reorganização somente em meados de Setembro quando vence uma LCI.

Vida profissional: Foi muito estressante, mas é o que tem para hoje.

Vida pessoal: Nada relevante. Acabei não fazendo a postagem do meio do mês por ter ficado sem nenhuma ideia.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

sábado, 1 de maio de 2021

Fechamento Abril/2021: R$ 204.306,32 (+0,33%)

 

Esse governo é um escárnio completo, o mês inteiro foi dominado pela disputa envolvendo o Orçamento de 2021, inclusive me pergunto como é possível aprovar um orçamento depois do ano ter começado? Fruto da dupla competência de nosso Executivo e Legislativo.

O governo cortar o Censo 2021 é de uma piada completa, francamente todas às pessoas com o mínimo de neurônios funcionais sabem que o Censo é imprescindível para qualquer país, ainda mais quando esse país diz que pleiteia a entrada na OCDE de forma séria. O governo é tão absurdamente ridículo que mesmo antes de todo rebuliço da pandemia já cortava o tamanho do Censo, achando importante reduzir o questionário de perguntas quando na verdade deveríamos era ampliar ainda mais a qualidade da pesquisa. O desrespeito completo pela ciência e pela pesquisa é um ultraje para mim.

Eu sei que os colegas da blogosfera têm sua grande maioria preferência pelo governo atual, mas me desculpem, não consigo compactuar com essas atitudes. É muito retrocesso em coisas que não deveríamos estar retrocedendo.

Aproveitando para não passar pano aos governos Petistas e ao governo Temer, entre 2010 e 2020 era tempo o suficiente para colocar em prática a opção do preenchimento online do Censo Demográfico (e claro, sem abandonar a visita presencial dos agentes nos domicílios que não respondessem a versão online), mas parece que por preguiça mental ninguém quis colocar em prática uma iniciativa dessas, o que é muito comum em vários outros países. É surpreendente como independente do governo ser de direita ou de esquerda ninguém parece ter um plano de longo prazo para o país.

O mês parecia caminhar para uma rentabilidade alta, em dado momento cheguei a atualizar a planilha e indicava +0,70% de crescimento, porém logo veio a correção do mercado pressionada pela depreciação do dólar e pelo desempenho fraco de algumas ações com peso alto na carteira.

Ainda assim acredito que o acumulado de +0,40% no ano é positivo e espero manter ele com tendência ascendente até o final do ano para alcançar os meus objetivos de rentabilidade da carteira.


Em relação aos dividendos, o desempenho do mês foi satisfatório com R$ 136,38. O foco em ampliar a carteira de fundos imobiliários ao longo do primeiro trimestre do ano foi importante para alcançar o resultado, como podem observar no gráfico eles formam uma base crescente do resultado mensal.

Aportes: O mês foi de aportes acima do objetivo mensal e levemente abaixo do realizado em março, considero muito positivo o valor que consegui aportar.

Na hora de distribuir isso em ativos financeiros escolhi o clássico IVVB11, acabei aportando nele no finalzinho do mês e acho que foi uma boa oportunidade de entrada em um ativo que raramente passa por correções no preço da cota.

Aportei também em dois ativos novos, o “badalado” HASH11, que é o primeiro ETF de criptomoedas do Ibovespa. Confesso que não pretendo dar ao segmento de criptos uma participação relevante na carteira e aportei nele com duas premissas: primeiro, finalmente me expor a criptomoedas e segundo, garantir uma exposição segura e nenhum pouco complicado, pois a ideia de exposição direta me deixou receoso pela questão de segurança e não sou nenhum nerd de computador para entender todos aqueles mecanismos que podem ajudar a proteger a carteira.

Também voltei a adicionar um ativo de renda fixa, o Tesouro IPCA+2026, com um pequeno aporte na carteira. A verdade é que minha carteira de renda fixa estava abandonada e analisando percebi que devo ter um vencimento relevante em 2022 do Tesouro Pré-Fixado e então é hora de começar a montar uma nova posição. Na minha estratégia atual não me sinto confortável em comprar títulos para 20 ou 30 anos, pois se tratando de Brasil tudo é possível.

A sobrinha que ficou na corretora eu dediquei para a carteira de ações, eu quis focar em olhar os ativos onde eu estava com prejuízo e tentar aproveitar isso para reduzir o preço médio, optei por Engie Brasil e comprei essa ação, eu particularmente acredito no futuro da empresa e gosto do setor.

Ações: O destaque do mês fica por conta de AES Brasil, que desde a mudança de nome só tem derretido kkkkk’ vou ficar de olho no próximo balanço para atender melhor o que está acontecendo nesse ativo, é uma das minhas “ações fundadoras”.

A BB Seguridade também derreteu ainda mais em Abril, é uma empresa muito bacana e de um setor que eu gosto, ela está até abaixo do pior momento da pandemia, estou de olho na ação e quero ver como o balanço dela vai se comportar principalmente em relação à BrasilPrev. É uma ação que vinha pagando bons dividendos e na faixa de R$ 22-24 por mês eu vou colocar no radar dos próximos meses.

No setor financeiro, Itaúsa segue andando de lado, pessoal lá do fórum InvestingBR tá ficando louco com essa empresa. Eu particularmente continuo acreditando no negócio, para mim faz sentido a ideia de diversificação da holding e acredito que a volta dos bons dividendos do Itaú vai ajudar muito a empresa, não fiz novo aporte esse mês pois tinha opções mais interessantes. O Bradesco fez a bonificação de ações dele e lançou um novo programa de recompra de ações que foi celebrado, mas segue andando de lado na bolsa.

Já a Via (antiga Via Varejo) segue no meu radar e pode deixar a carteira se não mostrar o quer para o futuro.

Fundos Imobiliários: Todos estáveis durante o mês e nenhuma notícia preocupante de nenhum deles. É o que eu quero da minha carteira de Fundos Imobiliários.

ETF’s: O IVVB11 recuou -0,96% no mês, um dos poucos meses que apresentou retorno negativo em sua história. Eu continuo acreditando na tese e apostando na economia americana de longo prazo, fora do fato de proteção da carteira.

O HASH11 como já falei chegou para fazer companhia ao IVVB11, no momento vou ficar acompanhando o seu comportamento e confesso que nesses poucos dias o que chamou a atenção foi o quanto ele é volátil, imagina essa galera que só investe em bitcoins? Haja coração!

Renda Fixa: Para quem quer comprar novos títulos o mês ofereceu boas oportunidades, eu tenho um preço médio que considero adequado para os títulos pré-fixados e estou tranquilo com essa alta da SELIC.

Vida Profissional: Segue aquela sensação de que você faz, faz, faz e continua patinando no lugar. Falta de perspectiva profissional? Não sei. Vamos ver.

Vida Pessoal: Nada de relevante.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

terça-feira, 13 de abril de 2021

#Curtinhas do Pi

Casamento

A morte do Duque de Edimburgo me colocou a pensar sobre o casamento. O Duque era um homem de sorte, a rainha se apaixonou por ele quando ela tinha 13 anos, sendo o primeiro e único amor da monarca. Um casamento de 73 anos, com muito companheirismo de ambos os lados. Eu sinceramente não sei se é possível encontrarmos casais como Philip e Elizabeth no século XXI.

Sobre o Duque é válido mencionar que ele foi um homem fantástico! Foi um grande militar, incentivador da indústria, cinema (presidente do BAFTA), pesquisa cientifica, proteção ambiental (fundador do WWF), preocupado com o papel da juventude na sociedade (Prêmio Duque de Edimburgo) e dono de um humor tipicamente britânico. Que homem senhoras e senhores,... que homem!

Vacinas


O Daily Mail levantou uma questão sobre a capacidade da vacina chinesa em pedir a pandemia, pelo que eles mostraram na tabela a vacina chinesa tem pouco mais da metade de eficácia em prevenir a doença, muito abaixo de outras vacinas (em especial às norte-americanas), mas consegue 84% de eficácia em evitar os casos graves. Hoje às apostas no Brasil é nela e na britânica, que justamente são às duas não tem uma performance tão empolgante em comparação às americanas.

CPI da COVID?

O que se quer com essa CPI? Sinceramente todo mundo sabe o quanto o Bolsonaro foi ineficaz nessa pandemia de COVID-19, os erros dele já são todos públicos. É uma verdadeira perda de tempo, os senadores deveriam se preocupar em votar projetos para o país.

Orçamento do governo

Falando em votação, que bizarrice estarmos em Abril de 2021 e não ter um orçamento para o governo trabalhar o ano. Esse é o tipo de matéria que na minha opinião deveria ter obrigatoriamente aprovada até 30 de novembro e se não o fosse deveria trancar a pauta do Congresso, onde já se viu começar o ano sem ter um orçamento? O mais engraçado é que a proposta atual do orçamento demorou tanto tempo para ser aprovada e mesmo assim está toda cagada.

Tesouro Pré-Fixado 2026

Acabei de consultar o Tesouro Direto, o título de 2026 tá ofertando 8,88% a.a, o dedo chega a coçar para comprar. A questão é: estamos a caminho de um surto global de inflação?

Reforma trabalhista e desemprego

"O povo precisará escolher entre mais direitos e nenhum emprego, ou menos direitos e mais emprego". Aparentemente o povo preferiu menos direitos para ter emprego, pois bem, até agora vemos mais desempenho e uma esculhambação completa dos trabalhadores de CLT. Que escolha maravilhosa!

Terceira via?

Falta um ano e meio para às eleições presidenciais, se você olhar o cenário das últimas duas eleições presidenciais faltando o mesmo tempo para a abertura das urnas o cenário sempre deu um giro imenso. A questão que fica é: a tal terceira via que todo mundo espera nos salvar do precipício, parece que tem mais gente torcendo por ela do que realmente disposto a votar nela.

Investir no exterior

Estou em dúvida ainda se invisto diretamente pelo exterior em alguma corretora americana, ou se continuo aqui no Brasil e passo a comprar BDR. O investimento no exterior é vantajoso para se proteger de perigosas regulações legais no Brasil ou de uma argentinização do câmbio, mas ao mesmo tempo é só complicar o já complicado IRPF.

Até quando dá para segurar o prejuízo?

A desculpa de ter prejuízo para crescer é válida até o momento em que seca o fluxo de investidores dispostos a aportar na empresa para cobrir os rombos. A pergunta que fica é: quando empresas deficitárias vão começar a dar lucro e tornar seus negócios sustentáveis financeiramente? O papo de CEO falando "damos prejuízo porque queremos" é bizarro, mas parece que só eu acho isso. Engraçado é ver analistas inventando métrica de análise para justificar essas bombas.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Fechamento Março/2021: R$ 200.457,83 (+0,77%)


Eu sei que no mês passado o tema político não agradou à alguns amigos aqui da blogosfera, mas não vejo como ignorar tudo o que aconteceu nesse mês. O país parece que normalizou às mortes! Morrem 2 mil, 3 mil, 3,5 mil pessoas e parece que ninguém mais se importa.

Soma-se a isso o total desgoverno, estamos entregues a própria sorte. Quem devia liderar não lidera, e sinceramente já não sei se é falta de vontade ou inaptidão mental.

Não vou entrar mais profundamente nesse assunto, mas não posso deixar passar em branco, é preciso lembrar os 320 mil mortos.

O mercado financeiro foi generoso comigo esse mês, e contribuiu para encerrar a sequência de duas quedas consecutivas na rentabilidade mensal da carteira, consegue um fechamento com +0,77% de rentabilidade, a melhor parte do mês foi o fantástico marco de R$ 200 mil reais ultrapassado! É um patamar simbólico, mas estou muito contente!

A estratégia de investimento se mantém, continuo acreditando que os ruídos são temporários, ainda assim considero que é preciso manter no radar possíveis turbulências e mudanças de cenário com a retomada da alta dos juros no Brasil e a possível retomada nos EUA.

O mês veio com ótimos resultados em dividendos, foi o melhor mês desse ano e o segundo melhor da história nesse quesito. O total de R$ 174,91 recebidos no mês. O crescimento nos dividendos é parte da estratégia de objetivos desse ano e resolvi aportar preferencialmente em Fundos Imobiliários, pois como são sempre mensais é mais fácil que formem a "base" do recebimento de dividendos e que às ações funcionem como "plus".

Aportes: Foi aportado R$ 3.363,03 nesse mês, eu particularmente considerei um excelente aporte, consegui economizar muito em Março, a pandemia contribuiu muito para isso e o sentimento de insegurança financeira e de emprego contribuem para manter os "cintos" apertados por aqui. O aporte espetacular de fevereiro deve manter o título de o maior do ano e foi apenas um ponto totalmente fora da curva e fruto de rendas não-recorrentes.

O mês foi de aportes para IVVB11 para manter uma exposição na economia americana e em moeda forte, CTPS11 que é o novo membro da carteira de fundo imobiliário, acabei descobrindo esse fundo nos quarenta e cinco do segundo tempo e pelo que andei lendo sobre ele a gestão parece ser boa, soma-se a isso a estabilidade no valor das cotas e o fato de ser um fundo com muita bagagem de mercado e por último ITSA4, que ficou com uma pequena sobra da carteira e comprei 33 ações.

Ações:  Parece que a dona CEMIG vai vender sua participação na TAESA, meu Deus, que raiva de ver essa Taesa subindo de preço, eu queria ela de volta nos R$ 28,00-R$30,00 e agora ela tá lá rondando a barreira dos R$ 40. A Itaúsa minha queridinha também subiu, infelizmente anunciou dividendos bem magrinhos para os próximos meses e já não é mais uma das grandes pagadoras de dividendos no curto prazo, mas eu ainda acho que ela é uma boa aposta, acredito que a estratégia de diversificação e pulverização que a direção da empresa está emplacada em colocar em prática é atrativa para minha estratégia de investimentos.
 
Estou começando a refletir sobre às ações que compõe minha carteira, e hoje estou monitorando duas ações: Via Varejo e Suzano, talvez acabem deixando a carteira no futuro.

Fundos Imobiliários: Os fundos registraram queda de preço nas cotas, mas é uma oportunidade para comprar mais, infelizmente esse mês não comprei mais pois foquei em adicionar o CTPS11 na carteira, mas vou seguir monitorando oportunidades. O que me deixa com o pé atrás é o risco de uma Selic muito alta nos próximos meses e a tributação de dividendos. O KNRI11 despencou durante quase todo o mês e agora no finalzinho resolveu engrenar uma nova alta, aparentemente não encontrei motivos para justificar a queda e nem a alta.

ETF's: Eu continuo apenas com o IVVB11, pensei em comprar algum ETF via BDR ou mesmo abrir uma conta em uma corretora americana, mas acabei não fazendo nada disso. O IVVB11 continua fazendo minha alegria, é um foguetinho o negócio e é importantíssimo para o desempenho da minha carteira.

Renda Fixa: Que maravilha essa alta da SELIC! Com mais da metade da carteira exposta em pós-fixados isso dá uma alegria danada. Eu vi os pré-fixados decolarem nesse mês, mas ainda não tenho uma noção exata de para onde vai nossa curva de juros, por enquanto resolvi esperar e ver se o cenário de 6% a.a em 2022 e 2023 se confirma ou se a curva vai subir um pouco mais, se eu encontra-se o IPCA+ com vencimento em 2026 na faixa dos +4% eu provavelmente compraria.

Vida profissional: Foi um mês muito desgastante, no final fica aquela sensação de nadar, nadar e não sair do lugar. Estou na expectativa do pós-pandemia para entender o cenário que vai se desenhar, quero saber se tenho perspectivas de crescimento profissional, mas com a pandemia nada disso é possível, por mais que surjam oportunidades, eu não tenho interesse de me candidatar aos processos, primeiro por não confiar na minha capacidade para muitas das vagas e segundo pela insegurança que a pandemia tem causado. 

Vida pessoal: Com a pandemia a todo vapor eu não tenho novidades.

AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.

domingo, 14 de março de 2021

Índia, o verdadeiro "país do futuro"?

Já tratei aqui no blog do que considero ser minhas limitações na hora de investir fora do Brasil, dentre os principais fatores que postergam esse investimento no exterior é a falta de conhecimento sobre o dinamismo da economia de cada país, sobre o mercado consumidor e sobre como cada empresa está inserida dentro de uma economia que não conheço. Diante disso considero que o meu foco nesse tipo de investimento devem ser os ETF’s e não à escolha de ativos individuais.

Nessa disputa por encontrar ETF’s adequados me deparei com uma classe bem interessante: os ETF’s de países. Hoje o que trago aqui é alguns dados que encontrei pesquisando sobre a Índia

Vamos dar uma olhada na performance do MSCI India Index, um dos mais interessantes indicadores sobre o mercado acionário indiano.

O MSCI INDIA se valorizou em +18,6% em 2020, um pouco a baixo do índice dos "Mercados Emergentes" e do "BRIC". Agora dê olha olhada no desempenho do MSCI India em alguns intervalos de tempo:


Nesse ano de 2021, o índice tem um desempenho pior do que o BRIC e o Mercados Emergentes. Quando levamos a comparação do retorno bruto anualizado, vemos que o fundo desempenhou praticamente em linha com os outros dois índices nos últimos 3 anos, enquanto apresentou um desempenho pior nos últimos cinco anos, já no horizonte de 10 anos a performance foi praticamente em linha com os outros dois índices, com uma pequena vantagem para o MSCI INDIA.

Deixando o passado de lado e olhando para o futuro, vamos dar uma olhada em algumas projeções sobre o país.

O PIB do país foi de US$ 2,6 trilhões de 2019 e deve alcançar US$ 9 trilhões em 2030, caso o melhor dos cenários seja confirmado (ou seja, com o efeito positivo das reformas que o governo indiano tem promovido nos últimos anos) o que o colocaria como a 3ª maior economia do mundo e com clara expectativa de que o país ultrapasse os EUA até 2050 e se torne a 2ª maior economia do mundo, já no cenário mediano a economia pode alcançar algo próximo a US$ 6,0-US$6,5 trilhões em 10 anos. Alguns brasileiros podem ser céticos sobre criar expectativas para a economia de um país com base em reformas, pois bem, a Índia ao contrário do Brasil não é um país onde apenas se promete reformas, o país realmente tem entregados reformas importantes nos últimos anos com especial para a reforma do setor bancário e do setor agrícola (recente causador de amplos protestos no país).

A população da Índia de 1,3 bilhões de pessoas em 2020 deve crescer UM BRASIL nos próximos dez anos e alcançar 1,5 bilhões de pessoas. A Índia é um dos países com população mais jovem do mundo, o que coloca debates sobre assistência social para idosos fora do centro do debate político e do orçamento público.

O rápido crescimento econômico da Índia deve ser maior do que o crescimento da população, o que implica claramente no crescimento do PIB per capita do país, o que fortalece o crescimento do mercado consumidor indiano, tornando o país atrativo para grandes redes de varejo de olho em uma classe média em forte expansão e esse volume de crescimento é praticamente único no mundo.

O setor imobiliário deve ser um dos principais protagonistas da economia indiana, a expectativa é que o percentual de indianos vivendo nas cidades cresça de 33% para 38% da população, o que vai causar uma demanda imensa de construção civil no país.

Alguns outros setores da economia indiana também são destaques internacionais, em especial o setor de tecnologia, pois na Índia encontra-se um dos mais pujantes e inovadores setores tecnológicos do mundo. A expectativa é que em 2025 a economia digital represente 18%-23% do PIB, de acordo com o CBRE.

Entretanto, a Índia também enfrenta problemas...

O país é um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas, em especial a forte concentração da população na região do Ganges que é também uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas. O país é superpovoado, e muito limitado em recursos naturais.

A Índia também é formada por muitos grupos étnicos-religiosos, para quem acha que diversidade é uma marca do Brasil é porque nunca parou para olhar a Índia. O problema é que a relação entre esses grupos étnicos-religiosos nem sempre é pacífica, existe muita tensão no país, em especial entre hindus e mulçumanos.

O sistema de castas indianos é também um outro problema, o governo tem tentando tomar medidas para combater esse sistema que ainda é enraizado no interior da Índia e dificulta a mobilidade social.

Do ponto de vista internacional a Índia se situa no Sul da Ásia e é um ator importante regionalmente, entretanto em questões importantes de rivalidade com alguns vizinhos: a China, com quem possui disputas territoriais e com quem disputa a influência sobre o Sudeste da Ásia e o Paquistão, com quem historicamente tem um relacionamento tenso e envolve uma delicada disputa sobre a Caxemira.

Confesso que ainda não tomei uma decisão se vou investir em ETF's de países, mas para tomar essa decisão é importante estudar sobre essas economias e por isso resolvi começar a pesquisar sobre alguns países e verificar como está a perspectiva para os próximos anos. Quando eu tomar uma decisão eu vou contar para vocês aqui no blog. 

E aí galera, alguém investe em ETF's de países ou já pensou a investir? Qual a opinião de vocês sobre isso?

E sobre a Índia?

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O Objetivo desse post é retratar a minha visão pessoal sobre o assunto, não é uma recomendação de investimento e antes da tomada de qualquer decisão é importante que o investidor busque estudar profundamente qualquer estratégia, verificar os ricos e se ela faz sentido para o seu perfil de investidor. Caso deseje recomendação de investimento procure especialistas no assunto.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Fechamento Fevereiro/2021: R$ 195.559,03 (-0,35%)

 


É engraçado como o "mercado" ficou surpreso com às ações do Bolsonaro na Petrobras e outras estatais, parece que todo mundo foi pego de surpresa ao descobrir que temos um presidente nacionalista e populista. Eu não fiquei nenhum pouco surpreso com as notícias, pelo contrário, sempre esperei que isso fosse acontecer, o Bolsonaro é um populista, tal como a ex-presidente Dilma.  A preocupação dele é com o que o povo vai pensar ou deixar de pensar dele, ele não tem agenda econômica (e nunca escondeu isso, pelo contrário, sempre sentiu orgulho), sempre vai para onde acha que consegue se manter popular.
A agenda de Bolsonaro é guiada pelo anti-PT, isso é uma das poucas coisas sinceras que vejo vindo dele, a pandemia é algo que alguém (provavelmente uma corrente de Whatsapp) colocou na cabeça dele que é um "instrumento de esquerda" e por isso ele se opõe às medidas de restrição de circulação. Com a pandemia retrocedendo no mundo inteiro, nós seguimos estáveis no topo da curva que já se tornou um platô.  
Sobre o debate de reformas, alguém já parou para perceber que não se fala mais em cortar custos para economizar dinheiro no Orçamento? O debate agora só gira entorno de fazer reformas para cortar custos de um lado, e abrir linhas de gastos do outro lado. Faz sentido reformar? 
No fundo o governo Bolsonaro vai se transformando em mais um governo populista brasileiro, um país que amou, ama e continuará a amar o populismo, e convenha-se digníssimos leitores que entre o populismo de esquerda e o de direita existe uma linha muito tênue. 

Vamos ao fechamento do mês


É, confesso que mesmo na filosofia "Buy and Hold" quando você assiste seu patrimônio cair por dois meses consecutivos você fica chateado. A estratégia de investimentos da carteira continua a mesma, não considero que a queda nesses dois meses significou nenhuma mudança estrutural para a economia nacional ou global, eu sigo firme acreditando é que apenas fruto de ruídos do mercado.

Acompanhamento de Dividendos


Em fevereiro recebi menos dividendos de ações, por outro lado os proventos de Fundos Imobiliários que são mais fáceis de manter uma constância mensal subiram, é resultado dos novos aportes em FIIs. O total do mês foi de R$ 96,99.

Aportes: O total do mês foi de R$ 10.821,37. Eu falei que voltaria para o jogo e finalmente consegui voltar, é claro, esse aporte extremamente gordo é fruto de um mês onde gastei pouco, somado com o recebimento do bônus do segundo semestre do ano passado e o fato de eu ter pago impostos à vista.
Entretanto o calendário da entrada desses recursos não foi dos mais favoráveis, recebi o salário e o bônus na primeira semana do mês, e comecei a aportar antes da queda do mercado, eu pensei em distribuir ao longo das semanas, mas me deu na telha de comprar tudo de uma vez e no final das contas acabei entrando no topo do mês.
Os aportes do mês incluíram um misto majoritário entre Fundos Imobiliários, como novos aportes em MXRF11, GGRC11 e VINO11. Também aportei em IVVB11 para garantir minha exposição ao S&P500 e me proteger das oscilações da economia brasileira. No campo de ações adicionei aportes extras de EGIE3 (Engie Brasil) e CYRE3 (Cyrela), além disso, coloquei uma nova ação na carteira RAIL3 (Rumo Logística). 
A escolha da Rumo foi motivada pela minha crença de ser uma empresa descontada, onde gostei dos fundamentos e uma ótima área de atuação que é o setor de transporte ferroviário, com uma presença capaz de capturar o pujante mercado de exportação do agronegócio. 

Ações: Infelizmente o mês foi cheio de más notícias para várias ações. A Sanepar está sofrendo com intervenções do governo do Paraná, a BB Seguridade sofre com a ameaça de intervenção no BB pelo governo federal, e a AES Brasil entregou um resultado abaixo do esperado. Os destaques positivos ficam por conta de Bradesco, com um desempenho muito acima do esperado e da Gerdau que também surpreendeu.

Fundos Imobiliários: Estou tentando diversificar a carteira, pois constatei que estava muito concentrada em alguns fundos específicos e que o peso do 'tijolo' na carteira estava abaixo do que eu gostaria. Acabei optando por investir em Lajes Corporativas e Shopping Center para aumentar essa diversificação. 

ETF's: Continuo com IVVB11 na carteira e aportei ainda mais nele, não vou ser redundante aqui em falar do quanto gosto dsse ativo. Sem novidades em ETFs.

Renda Fixa: Os títulos pré-fixados estão subindo, entretanto não animei de comprar nenhum deles, o risco inflacionário está no meu radar e a ideia seria comprar um IPCA+, fui dar uma olhada neles e não gostei das taxas. Acabei não aportando em RF, mas acredito que vou precisar aportar em alguma coisa, pois sinto que estou chegando próximo do limite de RV que acho confortável na minha carteira.

Vida Profissional: Foi um mês bem estressante no trabalho, infelizmente mais algumas pessoas foram desligadas. A cobrança continua intensa. Às vezes me questiono se estou no lugar certo, mas olho para fora e vejo que o mercado de trabalho está todo destruído e que o problema se tornou generalizado no país.

Vida Pessoal: Sem novidades para comentar. Eu acabei saindo bem pouco nesse mês, o importante é sair para passar seu tempo com gente que você goste, já passei da fase de tolerar gente que não gosto. 
Já baixei o App do IRPF2021, estou começando a montar a declaração e com uma carteira diversificada com duas dezenas de fundos/ações é um trabalho demorado a declaração, soma-se a isso que cada informe segue um padrão diferente o que pode induzir a erros de preenchimento, essas coisas deviam ser padronizadas.

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AVISO: Esse blog é apenas um relato de experiências e opiniões pessoais, trata-se da visão do autor e aplicada apenas a singular realidade social, psicológica e econômica em que ele está inserido. Tendo isso em mente o leitor deve desconsiderar qualquer postagem ou comentário desse blog para a tomada de decisão sobre investimentos. Se você leitor deseja orientação de investimentos, procure profissionais qualificados.